Titans T.3

Após os eventos da segunda temporada, a equipa sofre algumas mudanças. Rachel leva o corpo de Donna Troy para Themyscira e permanece para treinar com as Amazonas, enquanto Hawk opta por uma carreira na polícia. Em São Francisco, a popularidade dos Titans vai crescendo, mas o assassinato de Jason Todd ás mãos de Joker muda o paradigma, resultando no regresso de Dick Grayson a Gotham.

Bruce Wayne tem dificuldade em lidar com (mais) uma perda e quebra o seu código ao vingar a morte de Jason. Com a morte do Principe do Crime, Batman abandona a cidade, deixando o repto a Nightwing para assumir o seu papel como o herói de Gotham. A premissa desta temporada assenta no aparecimento de Red Hood, um vilão que aparenta conhecer todos os segredos da Bat Family, conseguindo controlar a opinião pública e ludibriar Dick Grayson e Barbara Gordon, a Comissária da Polícia.

Nightwing pede apoio aos Titans, que fazem a viagem para Gotham, onde vão rapidamente perceber que a realidade é bem distinta. Jonathan Crane, mais conhecido como Scarecrow, vai ser utilizado como consultor nesta investigação, que acaba por desvendar uma conspiração profunda, que envolve vários membros do crime organizado e uma ressureição inesperada.

Temos igualmente o resgate de Blackfire, que será relevante para o desfecho final, dando conclusão ao arco narrativo de Kory enquanto sucessora ao trono de Tamaran. Esta temporada é uma sucessão de eventos que afectam praticamente todos os elementos da equipa e que contribuem para o seu desenvolvimento. Os derradeiros episódios são mais focados no sobrenatural, mais especificamente nas personagens de Hawk, Donna Troy e Tim Drake.

Existem detalhes relevantes que omiti deliberadamente, para evitar spoilers mas considero esta a melhor temporada de Titans. Existem pontos de melhoria, como é evidente, mas há muita influência dos comics, o que é sempre do meu agrado.

Titans T.2

Após a batalha com Trigon, a equipa passa por um período complexo mas acaba por reagrupar na Torre, com excepção de Starfire. Esta segunda temporada tem ligações fortes ao passado, especificamente à equipa original e a Deathstroke, que é o vilão escolhido para estes treze episódios.

A um ritmo bastante lento, vamos tomando conhecimento dos motivos que levaram à decisão de cancelar o projeto original dos Titans. Temos igualmente o enquadramento inerente à história de Aqualad e Donna Troy, assim como a explicação dos dilemas morais e culpa que consomem Dick Grayson.

Sem colocar muitos spoilers, posso adiantar que teremos o aparecimento de vilões como o Dr Light, assim como a organização Cadmus, na figura de Mercy Graves. Esta temporada conta igualmente com a participação de Ian Glen, que interpreta o papel de Bruce Wayne e funciona como uma espécie de mentor da equipa.

Existe muito desenvolvimento de personagens, no sentido de as humanizar e criar uma ligação que nos permita identificar com os seus receios e desafios. Pessoalmente, considero que esta temporada é uma evolução positiva, embora discorde de algumas decisões tomadas.

A equipa continua a ser extremamente disfuncional mas aparenta encontrar o equilíbrio com os eventos do derradeiro episódio. As personagens de Jericho, Rose Wilson, Superboy e Krypto trazem uma dinâmica distinta à equipa, representando uma mais valia para a narrativa.

Mas diria que esta temporada tem o seu ponto mais alto com a adição de Deathstroke, que é um vilão fantástico, bem complementado com as leves menções a Lex Luthor. Por último, aprecio a intenção de  lançar a Princess Blackfire como a próxima vilã, numa clara ligação ás origens de Kori.

Volto a dizer que Titans não é a típica série de super-heróis e tem uma abordagem psicológica que me agrada, embora nem sempre funcione nesta segunda temporada. Existem alguns episódios em que a narrativa sofre com essa abordagem embora reconheça que melhora drasticamente nos derradeiros três episódios.

A terceira temporada deverá estar disponível no último trimestre de 2020, caso a atual crise do COVID-19 o permita.

Titans T.1

A Marvel tem conseguido criar universos muito cativantes, assentes nas histórias dos seus heróis secundários. Não levou muito tempo para que a DC seguisse o mesmo caminho, sendo Titans o mais recente projeto. Ao longo desta primeira temporada vamos acompanhar as aventuras de um grupo improvável, que se vê confrontado com a necessidade de proteger Rachel Roth de um grupo dedicado à adoração das Trevas.

Vamos conhecer em pormenor o passado de Starfire, Beast Boy e Dick Grayson, que se tentam libertar de fantasmas e erros que os atormentam. A narrativa está muito bem conseguida e vai contar com adição de elementos como Hawk, Dove, Donna Troy e Jason Todd, conferindo uma dinâmica muito interessante, que me cativou desde o início.

Como sempre, vou evitar os spoilers mas contem com alguma ação, aliada a episódios mais focados no desenvolvimento de personagens, com destaque para a Doom Patrol, que irá igualmente ter um spin-off ainda no decorrer deste ano.

Um dos grandes segredos está no casting, que foi acertado e conseguiu criar as sinergias necessárias para apresentar uma narrativa convincente e que assenta na relação tempestuosa de um grupo de estranhos que tenta conhecer-se e lidar com as suas inseguranças.

Contem com o lançamento da segunda temporada no dia 12 de Outubro, após o gigantesco cliff-hanger com que terminamos o décimo primeiro e derradeiro episódio. No imediato, posso apenas recomendar vivamente o investimento em Titans e convidar-vos a partilhar a vossa opinião sobre o tema.