Pirataria vs Hipocrisia

Era uma questão de tempo mas chegou finalmente ao nosso país a “moda”dos processos judiciais relacionados com a pirataria. Segundo as editoras a quebra de vendas é uma justificão para penalizar os meliantes.

A questão dos downloads ilegais é muito fascinante dado que esbarra com a hipocrisia. Ora vejamos: o serviço dos ISP´s é sustentado pelas condições oferecidas em termos de utilização e downloads. Não é imposta qualquer limitação ou aviso em relação aos conteúdos. Eis um excerto do contrato do meu ISP:

“Se utiliza software de partilha de ficheiros como o eMule ou Gnutella, ou se comunica pela Internet com softwares do tipo Messenger ou Skype, e ainda se é adepto dos jogos online, saiba que a utilização de Peer-to-Peer (P2P) entre clientes é totalmente grátis.”

O download é encorajado e incentivado pelo próprio prestador do serviço o que nos encaminha para a questão seguinte: quem é o culpado? A resposta é complexa mas poderei resumi-la ao facto de o poder da internet ter sido menosprezado pelo corporativismo.

O acesso à informação é uma arma poderosa e as empresas discográficas não estavam preparadas para esta “revolução”. A pirataria é uma consequência natural das exageradas margens de lucro. É uma hipocrisia o slogan “piracy kills music” dado que os artistas recebem muito pouco pela venda de cada álbum.

Aliás muito deles já se renderam ao mercado da internet e disponibilizam musicas para download nos seus websites. A “solução” do problema passa pela diminuição dos preços mas como tal não deverá acontecer preparem-se para a caça ás bruxas. Sugiro a consulta á legislação actual para mais informações.

O meu SLB é o maior

Para quem não disputava a Champions há alguns anos não correu nada mal: eliminámos o campeão europeu e passámos a fase de grupos deixando o Manchester United fora da UEFA. Tombámos perante uma equipa do Barcelona que é claramente mais forte mas que teve de se aplicar. É verdade que tivémos muita sorte mas para ultrapassar este Barça esse seria um factor fundamental.

Quanto aos jogadores, destaco o profissionalismo mas critico o excessivo temor em relação à constelação de estrelas da Catalunha. O mesmo se aplica a Ronald Koeman que, em determinada fase teve medo de arriscar.

No meu ponto de vista é com golos que se ganham jogos e com a táctica adoptada o objectivo principal seria não sofrer. Mas a equipa é jovem e estou convicto de que estamos no bom caminho. Os títulos têm aparecido e com a qualidade demonstrada o futuro será risonho.

E se tudo correr bem para o ano há mais Champions League.