Guardians of the Galaxy Vol.1

Desde o anúncio oficial da Marvel que tenho sido muito céptico em relação ao projecto dos Guardiões da Galáxia. Confesso que não sou um grande fã dessa BD o que pode ter ajudado a aumentar a desconfiança. Os trailers deixaram-me mais entusiasmado, assim como as críticas iniciais. Ontem (dia 9 Agosto) foi altura de ir ao cinema ver a versão 2D e posso afirmar com convicção que fiquei tudo menos desiludido.

A química entre personagens é excelente, os efeitos especiais soberbos e claro o humor é simplesmente arrebatador. Peter Quill é um terrestre que tem passado a vida a pilhar tesouros pela melhor oferta mas uma série de eventos inesperados vão colocá-lo a liderar uma equipa composta por Gamora (a assassina mais perigosa da Galáxia), Rocket (um guaxinim modificado geneticamente), Groot (um ser semelhante a uma árvore) e Drax (um condenado com sede de vingança por Ronan), que tem como missão evitar que a Infinity Stone cai nas mãos de Thanos.

O vilão principal é Ronan, um Kree que pretende destruir mundos com a sua justiça cega e sem equilíbrio. Para tornar a situação ainda mais complexa, Quill tem de manter a coesão da equipa e escapar a Korath, Nebula e Yondu, entre muitos outros inimigos. A necessidade cria uma trégua entre Yondu e a equipa, que irão unir esforços para derrotar Ronan, que acaba por obter o poder da Infinity Stone. E para evitar spoilers vou ficar por aqui em termos de enredo.

O casting está muito bem conseguido, com destaque para a voz de Bradley Cooper e Vin Diesel nas personagens de Rocket e Groot, que conseguem encher o écran e arrancar gargalhadas constantes. No global o filme é muito bom,  com 120 minutos muito bem equilibrados entre narrativa, acção e humor. Está confirmada a sequela e da minha parte posso garantir que estarei presente na estreia. Mais uma vez a Marvel não desilude, elevando a fasquia e tornando cada vez a vida mais complicada à DC, que terá de lançar uma Justice League  e um SuperMan vs Batman à altura.

No final, podem assistir a uma cena de 30 segundos, que nada tem a ver com os projectos futuros da Marvel. É essencialmente uma gag muito peculiar… mas vale a pena.

Sharknado II

Fin Shepard está de volta para a aguardada sequela de Sharknado, que desta vez tem como pano de fundo a cidade de Nova Iorque. O enredo (se é que existe) coloca os nossos heróis numa visita à cidade que nunca dorme, com o intuito de divulgar o livro que conta a saga de Los Angeles. É evidente que a desgraça nunca vem só, sendo apenas uma questão de minutos para o écran estar repleto de tubarões sedentos de sangue.

O início é francamente prometedor, antevendo que será tão mau ao ponto de se tornar ÉPICO, tal como o primeiro filme. Não faltam os cameo (Will Wheaton, Al Roker, Daymond John, Billy Ray Cyrs, Kelly Osbourne, etc), assim como referências a filmes como Aeroplano (Robert Hays é o piloto da cena inicial) e a símbolos desportivos da própria cidade.

O elenco conta com Ian Ziering e Tara Reid mas adiciona nomes como Vivica A. Fox e Mark McGrath, num filme que é melhor do que o primeiro, na minha modesta opinião. Agora a grande questão que se coloca é se tal facto é positivo ou não.

O grande sucesso de Sharknado foi a sua condição de filme over the top, low budget e sem qualquer tipo de credibilidade. Na sequela, a premissa inicial mantém-se e o orçamento é superior, tornando a experiência mais agradável mas fica a sensação de que podia ser pior e consequentemente melhor.

Destaque para a cena inicial do avião e do táxi, que são incríveis em termos de filmes do género. Confesso que há algum tempo que não dava gargalhadas tão sonoras…

Recomendo vivamente a quem gosta de filmes de série B a ver estas duas aventuras de Fin Shepard e estou curioso para saber se teremos ainda um terceiro filme. Afinal de contas uma trilogia de Sharknado poderia ser francamente brutal.