Maggie

O fim da carreira política de Arnold Schwarzenegger forçou o seu regresso ao cinema, com uma série de projectos e filmes de qualidade duvidosa. Antes da estreia da nova aventura do Exterminador Implacável, Maggie foi apresentado no festival de Sundance e obteve excelentes críticas, o que me aguçou a curiosidade, dado que se trata de um filme relacionado com a temática dos zombies.

Wade Vogel traz para casa a sua filha, que foi infectada com um vírus que a transformará num zombie no espaço de duas semanas. A narrativa é enquadrada num mundo consumido por uma epidemia que transforma os humanos em criaturas canibais e sem razão. A sociedade convive com o flagelo, permitindo ás famílias passar os últimos dias com os infectados, antes de os eliminarem numa quarentena colectiva. Esta é a premissa de Maggie, um drama onde o pano de fundo são os zombies mas em que podíamos perfeitamente inserir uma doença terminal ou mesmo a eutanásia.

O filme aborda as relações humanas, a forma como lidamos com os últimos dias de existência e os limites que impomos a nós próprios em termos de sobrevivência. Abigail Breslin tem um excelente desempenho mas há que realçar a presença de Arnold Schwarzenegger que tem uma interpretação imponente durante todo o filme.

Maggie é um filme que não vai certamente ganhar Óscares ou facturar largos milhões na bilheteira (187 até ao momento) mas é um projecto muito interessante, com uma abordagem diferente e que me cativou. Por todos esses motivos, recomendo sem hesitação este drama acerca da transformação de uma adolescente em zombie.

Jurassic World

Vinte e dois anos depois, a Ilha Nublar volta a albergar dinossauros, no parque temático mais popular do Mundo. Simon Masrani segue o sonho de John Hammond e cria um espaço repleto de diversidade e que é do agrado de todos.

No entanto, o aspecto corporativo é fundamental e a necessidade de aumentar as receitas levam à criação de uma nova espécie, cruzada com ADN de vários animais, de nome Indominus Rex. Esta é a premissa de Jurassic World, que apresenta muito pouco enredo mas compensa com acção non stop e algum humor característico.

Ao bom estilo de Spielberg, são introduzidas crianças na narrativa, mais concretamente os sobrinhos de Claire, que vão visitar a tia numa fase particularmente complicada a nível familiar, com o iminente divórcio dos pais. Como seria expectável, vamos acompanhar a evolução da relação destas três personagens, que poderá ter impacto muito relevante no desfecho final da história.

Ao longo do filme são várias as homenagens à aventura original e a nível de CGI a qualidade é simplesmente soberba, mostrando finalmente o parque em toda a sua glória. A nível de interpretações, brilham os miúdos Nick Robinson e Ty Simpkins, sendo que tudo o resto é bastante mediano e pouco memorável (com excepção da fenomenal Bryce Dallas Howard). Estamos perante o típico blockbuster de Verão, com excelentes sequências de ação e um elenco forte, liderado por Chris Pratt, Bryce Dallas e Vincent D´Onofrio, conseguindo restaurar o hype dos dinossauros.

À data de hoje , Jurassic World já fez praticamente mil milhões de dólares, em receita de bilheteira,  convertendo-se no filme que mais rapidamente atingiu essa fasquia. Por esse e outros motivos está prevista uma sequela, em data ainda a confirmar.

Para os fãs desta franchise, esta é uma aventura a não perder. Está longe de ser brilhante e fica bastante atrás do original mas vale pelo entretenimento e pelas fantásticas cenas de CGI, que nos transportam por instantes para um passado distante (65 milhoes de anos para ser mais exacto).