Killing Gunther

Arnold Schwarzenegger é o nome mais sonante do elenco de Killing Gunther, um filme absolutamente hilariante e que tem um enredo improvável. A premissa assenta na lógica de eliminar Gunther, o maior assassino profissional de todos os tempos. Para tal, Blake vai reunir uma equipa, composta por peritos em explosivos, informática e venenos raros. Para documentar toda a operação, resolve contratar uma equipa de filmagens, que os acompanham nesta aventura.

O primeiro objetivo é identificar Gunther, que é um perfeito desconhecido para todo o Mundo. A missão revela-se complexa, sendo frequentemente frustrada, até um encontro em que a equipa parece ter ferido a perna deste assassino fantasma. Seguem-se uma série frenética de eventos, completamente surreais, que terminam com a morte de alguns membros da equipa e que lança Blake num estado de desespero completo.

É nessa fase que a narrativa se foca no desenvolvimento de personagens, mostrando os verdadeiros motivos que levam à criação da equipa. Sem colocar spoilers, posso acrescentar que as cenas de ação estão muito bem conseguidas e que Schwarzenegger tem uma interpretação fantástica como Gunther.

Não esperem  algo memorável mas tenho a certeza que ficarão surpreendidos com este filme, que é realizado por Taran Killam, que interpreta igualmente a personagem de Blake, o líder da equipa. Aguardem por uma cena final pós-créditos, que responde a uma questão pertinente.

Maggie

O fim da carreira política de Arnold Schwarzenegger forçou o seu regresso ao cinema, com uma série de projectos e filmes de qualidade duvidosa. Antes da estreia da nova aventura do Exterminador Implacável, Maggie foi apresentado no festival de Sundance e obteve excelentes críticas, o que me aguçou a curiosidade, dado que se trata de um filme relacionado com a temática dos zombies.

Wade Vogel traz para casa a sua filha, que foi infectada com um vírus que a transformará num zombie no espaço de duas semanas. A narrativa é enquadrada num mundo consumido por uma epidemia que transforma os humanos em criaturas canibais e sem razão. A sociedade convive com o flagelo, permitindo ás famílias passar os últimos dias com os infectados, antes de os eliminarem numa quarentena colectiva. Esta é a premissa de Maggie, um drama onde o pano de fundo são os zombies mas em que podíamos perfeitamente inserir uma doença terminal ou mesmo a eutanásia.

O filme aborda as relações humanas, a forma como lidamos com os últimos dias de existência e os limites que impomos a nós próprios em termos de sobrevivência. Abigail Breslin tem um excelente desempenho mas há que realçar a presença de Arnold Schwarzenegger que tem uma interpretação imponente durante todo o filme.

Maggie é um filme que não vai certamente ganhar Óscares ou facturar largos milhões na bilheteira (187 até ao momento) mas é um projecto muito interessante, com uma abordagem diferente e que me cativou. Por todos esses motivos, recomendo sem hesitação este drama acerca da transformação de uma adolescente em zombie.