Salões de Jogos

Uma das memórias mais fortes que tenho da minha juventude diz respeito a uma arcade machine que se encontrava no Café Mimoso, em Moscavide e no qual investi várias moedas, na tentativa de ultrapassar Blanka e Dhalsim. Estou obviamente a falar de Street Fighter e foi o meu primeiro grande vício a nível de salões de jogos. Era frequente passar largos minutos a ver outras pessoas a jogar, sempre com o intuito de aprender novos truques e abordagens que me permitissem ter mais sucesso.

Eram sem dúvida outros tempos, em que o multiplayer era realizado ao vivo e contra 3 ou 4 jogadores no máximo. Era um facto que nessa fase já tinha uma consola em casa mas existia algo nesta experiência que era incomparável: o convívio e as relações humanas que se criavam. Era frequente apontar erros, detectar pontos de melhoria e melhorar a estratégia, no sentido de economizar moedas e prolongar a experiência.

Como quase tudo na vida, o teste do tempo foi cruel e são poucos os salões que ainda permanecem abertos. A manutenção destas máquinas é dispendiosa e o retorno actual é muito reduzido, inviabilizando um avultado investimento. Sempre que posso tiro o pó ao meu iCade ou utilizo o emulador de MAME mas nada bate a experiência real, que ainda tenho ocasionalmente quando me desloco à 1UP ou à Costa da Caparica, dois dos meus sítios preferidos.

E quanto aos leitores deste espaço? Tinham algum jogo preferido? Ainda têm salões de jogos próximos da vossa residência? Já ponderaram criar a vossa própria máquina?

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The Flash T.1

My name is Barry Allen and i´m the fastest man alive. É assim que começa a série acerca do herói mais rápido do Planeta mas será que com toda esta celeridade, a narrativa sofre uma quebra? A resposta é não. Começamos por conhecer Barry, um cientista forênsico que trabalha para a Polícia de Central City e que tem uma vida aborrecida e rotineira até ao dia em que o acelerador de partículas dos Laboratórios Star  explode, criando as condições necessárias para a transformação em The Flash. Seguem-se alguns meses de coma até ao inevitável acordar, dando assim início à narrativa.

Com a ajuda de Dr Wells, Cisko e Caitlin, dos Laboratórios Star, Barry forma uma equipa que tem como objetivo capturar os meta-humanos (indivíduos que à semelhança de Barry foram alterados pela explosão do acelerador de partículas) e acabar com o crime. À semelhança de Arrow, existem alguns atritos entre a equipa, amores impossíveis e obstáculos constantes, que apenas ajudam a solidificar a união entre todos. O casting é brilhante, com destaque para Grant Gustin (Flash), Carlos Valdes (Cisko) e Tom Cavanagh (Dr. Wells), que são os grandes pilares da série.

Gosto bastante da evolução das personagens, da ligação com a série de Arrow e do avanço gradual dos poderes de Allen, fruto dos obstáculos que vai ultrapassando. Curiosamente, mesmo ao ser confrontado com situações complexas e nalguns casos sem escolha possível, o nosso herói mantém a sua nobreza e honra acima de interesses pessoais.

A DC tem acertado claramente nas suas escolhas em termos de série, em contraste com quase tudo o que saiu da Marvel e The Flash apresenta uma primeira temporada fantástica, com inúmeros vilões épicos, com destaque para The Reverse Flash, aka Eobard Thawn. O final é um verdadeiro cliff-hanger, deixando tudo em aberto para a segunda temporada, que deverá estrear em Outubro deste ano. A minha sugestão é que acompanhem esta série mas evitem pestanejar, caso contrário podem perder alguma da acção.

Cut The Rope

Muitos de vós já ouviram falar de On Nom, a famosa personagem do jogo Cut The Rope, que tem feito enorme sucesso, sobretudo em plataformas móveis. O conceito é simples, alimentar o nosso herói, ajudando-o a ingerir os doces necessários para saciar a sua fome. A física envolvida no jogo está muito bem conseguida e a curva de aprendizagem é aceitável, tornando Cut The Rope num vício saudável.

Sugiro que acedam e testem a versão desktop, que capta de forma excelente a essência do mobile e apresenta uma jogabilidade fantástica. Divirtam-se!