Flash T.7

Lamentavelmente este projeto tem vindo progressivamente a perder qualidade e a sétima temporada mantém esta tendência. A narrativa continua a ser repetitiva, o que, em certas ocasiões, resulta numa espiral que nos remete para situações com que a equipa já lidou no passado.

No que diz respeito a antagonistas, temos o fecho de ciclo com a Black Hole, assim como o aparecimento de três personagens (Fuerza, Deon e Psych), que estão ligados a Barry e à Speed Force. Adicionalmente, os derradeiros episódios da temporada ficam reservadas a GodSpeed, que tem um plano para alterar o futuro.

Há uma tentativa de explorar as personagens secundárias da Team Flash, mais especificamente Cecile, Allegra e Chester P Runk, que funciona nalguns episódios, sendo no entanto insuficiente para captar a minha atenção. Contem igualmente com alguns regressos (Nora, Jay Garrick, Wells, Diggle e Sue) e a saída de mais uma personagem icônica da equipa.

Felizmente está confirmado que a oitava será a derradeira temporada desta série. Honestamente, tomei a decisão de continuar a acompanhar The Flash, mas recomendo apenas as primeiras três temporadas, que são claramente as melhores. Gostaria no entanto de obter o vosso feedback sobre este tema. Estão entusiasmado com o rumo da narrativa? Discordam por completo da minha opinião?

The Flash T.3

A terceira temporada de Flash é claramente a mais fraca, mantendo uma tendência que parece ser comum aos mais recentes projectos da DC. Na minha opinião, o primeiro grande erro é termos (novamente) um vilão speedster. A escolha recaiu em Savitar, o Deus da Velocidade, que está sempre um passo à frente da equipa e que promete assassinar Íris West num espaço de seis meses.

Voltamos a ter uma narrativa redundante, em que Barry Allen comete os mesmos erros, embora desta vez a viagem seja para o Futuro, numa tentativa de encontrar uma arma que o possa ajudar na batalha contra este poderoso adversário. A equipa sofre igualmente algumas adições, nomeadamente HR, Kid Flash e Julian, que conferem uma dinâmica mais virada para o humor, mas que funciona bem.

Os últimos seis episódios melhoram substancialmente, sobretudo com uma alteração de facção (sem spoilers), que dá um novo fôlego a uma narrativa que estava moribunda. Gostei da inclusão de Grodd e Gipsy, embora lamente que sejam apenas esporádicas. O último episódio dá-nos um final para esta batalha, mas abre um novo cliffhanger, que me deixa curioso para a quarta temporada, que deverá estrear no Outono de 2017.

Para terminar, será DeVoe, aka The Thinker, o novo vilão?

The Flash T.1

My name is Barry Allen and i´m the fastest man alive. É assim que começa a série acerca do herói mais rápido do Planeta mas será que com toda esta celeridade, a narrativa sofre uma quebra? A resposta é não. Começamos por conhecer Barry, um cientista forênsico que trabalha para a Polícia de Central City e que tem uma vida aborrecida e rotineira até ao dia em que o acelerador de partículas dos Laboratórios Star  explode, criando as condições necessárias para a transformação em The Flash. Seguem-se alguns meses de coma até ao inevitável acordar, dando assim início à narrativa.

Com a ajuda de Dr Wells, Cisko e Caitlin, dos Laboratórios Star, Barry forma uma equipa que tem como objetivo capturar os meta-humanos (indivíduos que à semelhança de Barry foram alterados pela explosão do acelerador de partículas) e acabar com o crime. À semelhança de Arrow, existem alguns atritos entre a equipa, amores impossíveis e obstáculos constantes, que apenas ajudam a solidificar a união entre todos. O casting é brilhante, com destaque para Grant Gustin (Flash), Carlos Valdes (Cisko) e Tom Cavanagh (Dr. Wells), que são os grandes pilares da série.

Gosto bastante da evolução das personagens, da ligação com a série de Arrow e do avanço gradual dos poderes de Allen, fruto dos obstáculos que vai ultrapassando. Curiosamente, mesmo ao ser confrontado com situações complexas e nalguns casos sem escolha possível, o nosso herói mantém a sua nobreza e honra acima de interesses pessoais.

A DC tem acertado claramente nas suas escolhas em termos de série, em contraste com quase tudo o que saiu da Marvel e The Flash apresenta uma primeira temporada fantástica, com inúmeros vilões épicos, com destaque para The Reverse Flash, aka Eobard Thawn. O final é um verdadeiro cliff-hanger, deixando tudo em aberto para a segunda temporada, que deverá estrear em Outubro deste ano. A minha sugestão é que acompanhem esta série mas evitem pestanejar, caso contrário podem perder alguma da acção.