O génio de Einstein

A Teoria da Relatividade Geral, de Albert Eistein, mais concretamente a questão das ondas gravitacionais, foi comprovada pelo LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), que realizou hoje uma conferência de imprensa para o efeito.

Actualmente, a existência destas ondas era um dado adquirido pela comunidade científica, estando em falta comprovar, de forma inequívoca, a última previsão da Teoria da Relatividade. Com esta descoberta, o dia 11 de Fevereiro entra para a História da Ciência, mais concretamente da Física, abrindo caminho para novas fronteiras e descobertas.

Para vos enquadrar, é importante mencionar que Einstein, em 1916,  afirmou que “o espaço-tempo é um contínuo de quatro dimensões, as três que conhecemos, mais o tempo. Os objectos, qualquer que seja a sua massa, conseguem distorcer este “tecido” de espaço-tempo, fenómeno esse que explica a força da gravidade, e que provoca as ondas gravitacionais.”

Foi necessário esperar um século para que uma colisão entre dois buracos negros, com cerca de 150 km de diâmetro, evento ocorrido há mais de 1.3 mil milhóes de anos, pudesse gerar a emissão dessas ondas, confirmando as palavras do Físico mais conhecido da História. É evidente que não possuo o grau de conhecimento necessário para explanar este evento da forma mais científica, mas estamos perante algo que poderá mudar a forma como encaramos o Universo.

A comunidade científica está em êxtase com este avanço, sobretudo pelo leque de conhecimento que se vislumbra para a Humanidade, ao poder estudar “objetos que não emitem luz, como a matéria negra e os buracos negros”.

Poderá ser este o caminho para compreender o Big Bang? Apenas o tempo o dirá, mas tenho a certeza que a descoberta de hoje marca o início de uma nova Era na Astronomia.

The Hateful 8

Quentin Tarantino, um dos meus realizadores preferidos, está de volta para mais uma aventura épica. Desta vez, a narrativa decorre no Wyoming e aborda a viagem de John Ruth, mais conhecido por The Hangman, que leva uma perigosa prisioneira para a cidade de Red Rock, para ser executada. No entanto, uma inesperada tempestade irá forçar os viajantes a repousar alguns dias numa estalagem de nome Minnie´s Haberdashery, dando início a uma série de eventos que culmina num desfecho imprevisto.

Para adensar o mistério, a carruagem vai acolher mais dois viajantes: Major Marquis Warren, que tem três prisioneiros para entregar em Red Rock e Chris Mannix, o novo Sheriff da cidade. Após uma viagem no mínimo interessante (sem spoilers), todos chegam sãos e salvos à estalagem, onde se vão deparar com mais um grupo de viajantes, dando início a um jogo de desconfiança, com testes sucessivos e que origina alianças instáveis.

The Hateful 8 está dividido em seis partes e apresenta uma fotografia e música simplesmente fenomenal, merecendo de longe as nomeações para Óscar que recebeu. A realização é soberba, assim como a narrativa, mas o que me conquistou por completo são os diálogos fenomenais, que estão ao nível de Reservoir Dogs. Que dizer de um western, realizado pelo mestre Tarantino, com música de Ennio Morricone e que junta Samuel L Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Tim Roth, Michael Madsen e Bruce Dern? Apenas que devem ir ao cinema e apreciar esta experiência fantástica, que tem a duração de quase três horas.

Uma pena que a versão em 70 mm estivesse apenas disponível nalgumas salas específicas nos Estados Unidos. Recomendo sem hesitação este filme, sobretudo para fãs de Tarantino, que se mantém fiel ao seu estilo. É uma experiência distinta de Django, mas que mantém as cenas gore, over the top, aliada a diálogos longos que criam momentos de tensão e complementam a narrativa, mantendo-nos sempre interessados no desfecho final.