A aventura está ao rubro, desta vez com um adversário complicado de derrotar!
Arquivo anual: 2016
Doctor Strange
Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.
Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.
Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.
As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.
Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.
Jessica Jones T.1
O êxito de Daredevil abriu as portas para o aparecimento de novos heróis via Netflix. Jessica Jones é o mais recente projecto, narrando as aventuras de uma investigadora privada, que tenta desesperadamente encontrar a redenção pelos seus actos passados.
Pouco ou nada é mencionado acerca da génese desta heroína, que no universo da Marvel apresenta ligações profundas a Peter Parker. Durante esta primeira temporada, ficamos a saber que Killgrave controlou telepaticamente Jones, forçando-a a cometer um assassinato. Após uma crise profunda, o alcóol e o sentimento de vingança são tudo o que resta, originando uma narrativa algo sombria, mas repleta de twists e com um grau de qualidade elevado.
Mais uma vez, o casting é soberbo, com destaque para David Tennant (Killgrave), Carrie Ann Moss (Jeri Hogarth) , Mike Colter (Luke Cage) e Eka Darville (Malcolm). Existe uma simbiose quase perfeita entre o desenvolvimento das personagens e a acção, conferindo um ritmo fantástico à primeira temporada, que termina de forma muito interessante.
A interpretação é excelente e o vilão escolhido é absolutamente fantástico, o que é fundamental para manter o interesse ao longo dos 13 episódios. A participação de Luke Cage é igualmente digna de registo, sobretudo pela forma como é enquadrada com os eventos que decorreram no passado e que se ligam a Killgrave. E evitando spoilers, vamos assistir à transformação de algumas personagens, que irão tornar-se os vilões e heróis do futuro.
No geral, Jessica Jones é uma série muito competente, e embora não atinja o nível de Daredevil, deixa sem dúvida uma excelente imagem. Confesso que estou entusiasmado para a próxima temporada, assim como para os projectos futuros que se encontram confirmados:
- Luke Cage – 30 Setembro 2016
- Iron Fist – 2017
- Defenders- 2019
- The Punisher- data por confirmar
Para terminar, e caso ainda não tenham visto esta série, façam-no sem hesitação. Garanto que não se vão arrepender.