Hulk: Where Monsters Dwell

A simbiose da pandemia com o formato de teletrabalho aumentou drasticamente o tempo passado em casa, pelo que tenho investido uma boa parte do meu tempo a reduzir a minha lista de pendentes.

Recentemente, tive oportunidade de ver Where Monsters Dwell, uma produção da Marvel que junta Hulk, Doctor Strange e os Howling Commandos da SHIELD.

O vilão desta aventura é Nightmare, o Senhor da Dimensão dos Sonhos, que cria um plano maquiavélico no sentido de abrir um portal entre os dois mundos. O primeiro acto lança a premissa da narrativa, explicando que durante o período de Halloween a energia mística atinge o seu auge, criando as condições ideais para alimentar o poder dos Sonhos, que se alimenta do Medo.

Gostei particularmente do arco narrativo associado a Bruce Banner e Hulk, que tentam coexistir no mesmo corpo. Os Howling Commandos são uma equipa disfuncional, que irá crescer ao longo deste crise, ficando igualmente com a maior parte dos momentos de humor. Para terminar, temos a sapiência e o lado místico de Dr Strange, que tem a tarefa de mentor, sem nunca descurar a necessidade de controlar os danos criados por Nightmare.

O segundo acto decorre na Dimensão dos Sonhos, com batalhas constantes, dos quais destaco Hulk vs Iron Man Hulkbuster e Nightmare vs Doctor Strange. Os nosso heróis acabam por ter de encarar e conquistar os medos mais profundos, para poderem emergir vitorioso. Para terminar, temos a história de origem para um novo membro dos Howling Commandos, cujo nome fica por mencionar.

O casting a nível de vozes é competente e a animação cumpre a função, sobretudo para um projeto de 2016 mas no geral, este filme ficou um pouco aquém das minhas expectativas.

Mediano
65%

Doctor Who T.10

Após uma das mais brilhantes temporadas de sempre, o Doutor está de volta para mais aventuras repletas de acção, devidamente complementadas com a pitada de humor característica. O primeiro episódio começa de forma brutal, com o aparecimento de The Ghost, um super-herói que tem estranhas ligações ao nosso Timelord preferido.

Com o decorrer da narrativa, ficamos a conhecer Bill Potts, assim como Nardole, que será uma presença constante ao longo desta temporada. Tomamos igualmente conhecimento da existência de um cofre, que é guardado pelo Doutor, impossibilitando-o de viajar no tempo.

Existem inúmeros episódios de qualidade, com novos adversários tais como The Monks e Ice Warriors mas os clássicos Daleks e Cybermen continuam a ser presença assídua, criando  o enquadramento necessário para o ressurgimento de um antigo conhecido do Doutor (spoilers… como diria River Song).

Twice Upon a Time é o derradeiro episódio desta temporada, que marca igualmente o fim da linha para Peter Capaldi, que irá regenerar-se, dando lugar à nova Doutora, Jodie Whittaker. Confesso que estou extremamente entusiasmado com a escolha, que permitirá uma abordagem refrescante e criar alguma inovação em termos de narrativa.

Para terminar, quero apenas enaltecer a prestação de Capaldi, que começou algo tremido mas conseguiu deixar um cunho pessoal na personagem. Parece-me mais do que justo salientar a enorme qualidade das duas últimas temporadas, que conseguiram mostrar uma nova faceta, para além de continuar a fazer um fan service incrível.

Shut up. Shutity shut up.

Doctor Who T.9

A temporada de estreia de Peter Capaldi foi promissora, deixando antever episódios de qualidade. E é precisamente isso que temos no regresso de Doctor Who, com doze episódios repletos de momentos épicos e com o humor inconfundível.

Vamos finalmente conhecer a verdadeira identidade de Missy, assim como o destino de Clara Oswald, em aventuras repletas de surpresas e com o ressurgimento dos Daleks e Cybermen.

Estou em crer que esta é uma das melhores temporadas em termos de narrativa, dado que se torna complicado escolher um episódio que não esteja soberbo. Sem querer colocar spoilers, vamos ter igualmente a luta contra o Fisher King e o início da guerra contra os Zygon, que terá um desfecho inesperado.

A cereja em cima do bolo fica reservada para os dois últimos episódios, em que muito vai mudar e onde o Doutor acaba por regressar a um local que bem conhece, despoletando uma série de eventos que o vão levar ao Fim do Universo, como o conhecemos.

O especial de Natal tem a participação de River Song (whoho) e aparenta ser a derradeira aventura deste duo improvável, algo que parece estar em sintonia com a narrativa da série. Pessoalmente, antevejo alterações profundas para a décima temporada e não podia estar mais entusiasmado!