Agent Carter T.2

O ano é de 1947 e após a detenção de Underwood, Peggy Carter regressa para mais uma aventura. O cenário escolhido é o de Los Angeles, onde o Chief Sousa comanda a nova secção da SSR. A narrativa envolve uma conhecida estrela de cinema (Whitney Frost) e uma substância apelidada de Zero Matter, que tem incomparáveis propriedades destrutivas.

Com o decorrer dos episódios, vamos ter conhecimento do “Conselho dos Nove”, uma poderosa organização, que comanda a comunicação social e mesmo os meandros políticos dos Estados Unidos, com a agravante de manter alguns membros infiltrados em várias posições de poder. Vão criar-se alianças improváveis em momentos de crise, assim como traições inimagináveis.

No global, a segunda temporada mantém a qualidade, aliado ao humor de Jarvis. O desenvolvimento de personagens é bastante coerente e a narrativa consegue ser envolvente, bem suportada nos vilões principais (vou evitar os spoilers).

Por tudo isto, é uma pena que a série tenha sido cancelada, sobretudo pelo facto de terminar num cliffhanger muito interessante. Apesar das excelente críticas, as audiências deixaram algo a desejar, o que legitimou a decisão final. Mas por todos os motivos acima mencionados, Agent Carter está mais do que recomendado. Sugiro que dêem uma oportunidade e como sempre, partilhem a vossa opinião.

Arrival

Numa era que os filmes de ficção científica são essencialmente focados na acção e nas conspirações intergalácticas, é refrescante um enredo que assenta na exploração e tentativa de comunicação entre duas raças.

O que inicialmente começa por ser encarado por uma invasão, rapidamente se converte num esforço interplanetário para tentar interpretar e comunicar com os visitantes. Para tal, o Governo Americano recorre a Louise Banks, uma linguísta de renome mundial, que vai utilizar técnicas diferentes para atingir esse fim.

O elenco é composto por Forest Whitaker, Jeremy Renner e Amy Adams, que adicionam qualidade à narrativa com as suas interpretações. Arrival é um filme que procura conciliar ciência e a condição humana, mais concretamente a nosso medo pelo desconhecido. A premissa de que podemos comunicar de forma universal através de símbolos é muito interessante e é explorada de forma consistente e cativante.

A mudança de comportamento entre as várias nações, a partir do momento em que interpretam a mensagem dos visitantes de determinada forma, é francamente brilhante e altera o rumo da narrativa.O último acto está muito bem conseguido, apesar de algo previsível, mantendo sempre o foco em factos científicos. Está longe de ser um filme brilhante, mas que recomendo, sobretudo se gostaram de projectos como Contacto ou Interstellar, para citar alguns.