Thor Ragnarok

Eis que finalmente estreou Ragnarok, a conclusão da trilogia dos filmes de Thor, em que vamos assistir à destruição de Asgard, com a ascensão ao poder de Hela. Relembro que estamos perante uma adaptação da BD, que possivelmente vai criar algum desconforto aos mais puristas , mas a realidade é que funciona muito bem.

Há uma clara inversão em termos de abordagem, com um estilo mais descontraído e com diversos elementos cómicos, muito ao estilo de Guardiões da Galáxia. Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que temos a participação especial de Doctor Strange, assim como a adição de Valkyrie, que em conjunto com Hulk formam uma equipa digna de registo.

Essencialmente a premissa da narrativa envolve a morte de Odin, que deixa Asgard desprotegido face ao poder de Hela, a Deusa da Morte. Na primeira batalha contra esta poderosa inimiga, os filhos de Odin são catapultados para Sakaar, um planeta envolto em diversos portais e onde o tempo e espaço apresentam um comportamento peculiar.

Thor vai ser utilizado como gladiador, com o objetivo de derrotar o campeão do Grandmaster (Jeff Goldblum), que como sabem pelos trailers, é o Incrível Hulk. Seguem-se momentos épicos, com a batalha e a apresentação de personagens como Valkyrie, Skurge e Korg, assim como o seu passado e respectivas motivações.

Taika Waititi fez um trabalho fenomenal no casting, música e adaptação de Planet Hulk, a BD sobre a qual este guião assenta. Há uma clara aposta em humanizar os super-heróis, realçando os seus dramas pessoais, as suas lutas internas e a forma como lidam com a adversidade. Pelo meio, conseguimos ter momentos cómicos constantes, sendo contagiante a boa disposição, mesmo num cenário de destruição completa.

Gostei bastante do primeiro filme mas Ragnarok vai ser garantidamente o mais bem aceite pelo público e crítica. Recomendo vivamente a ida ao cinema e sugiro que aguardem pelas duas cenas pós-créditos finais.

Falling Skies T.3

Esta temporada mostra-nos uma realidade diferente, em que a Humanidade consegue retaliar, fruto de uma aliança inesperada. Tom Mason foi efeito o Presidente dos novos EUA e criou uma relação de amizade com Cochise, o embaixador dos Volm.

Vamos ficar a conhecer a nova cidade de Charleston, que assenta numa regime democrático, sustentado por Marina Peralta e Arthur Manchester. A guerra continua no seu auge e rapidamente descobrimos que existe um espião, sendo essa a premissa para a primeira metade da temporada.

Existem algumas novidades interessantes, tais como a sobrevivência do Presidente Benjamin Hathaway, confirmando-se a existência de uma resistência militar organizada, paralela à Segunda Massa. Levantam-se igualmente suspeitas acerca das reais intenções dos Volm, sobretudo a partir do momento em que temos conhecimento que Mason está a ajudar Cochise a construir uma arma que mudará o rumo da guerra.

Paralelamente, descobrimos que Alexis tem ADN híbrido, o que lhe fornece poderes extraordinários. A temporada termina com mais um cliffhanger, numa batalha épica entre os nosso heróis e Karen, que irá ter repercussões profundas na equipa.

Pessoalmente, considero que esta foi a melhor temporada até ao momento, conseguindo encontrar um equilíbrio entre narrativa e acção. Sabemos que uma série tem qualidade, quando nos preocupamos com o destino das personagens.

Stranger Things T.2

A primeira temporada foi memorável, deixando um legado de qualidade que me fez ter algum receio para estes nove episódios. No entanto, e após alguns minutos fiquei descansado, dado que os Irmão Duffer cumpriram o prometido.

A segunda temporada apresenta-nos uma narrativa ligeiramente diferente, em que o quarteto composto por Mike, Dustin, Lucas e Will tenta lidar com o desaparecimento de Eleven, sucedendo o mesmo com Nancy e Steve, mas em relação a Barbara. Somos igualmente confrontados com a personagem de Kali, que aparenta ter poderes e algum tipo de ligação ao Dr Brenner e a El.

Aliás, diria que esta segunda temporada tem muita informação condensada, com a introdução de Bob Newby (Sean Astin), Dr. Owens (Paul Reiser) e o novo membro feminino do grupo, Max. Como habitualmente, não vou divulgar spoilers mas podem facilmente depreender que El está viva e que vai tentar descobrir mais acerca do seu passado familiar. Pelo meio, temos novos desenvolvimentos em relação ao Upside World, que envolvem Will e Demogorgons, com algumas cenas cómicas à mistura, sobretudo no ambiente escolar.

Como sempre, a recriação dos anos 80 é soberba, com constantes referências, dos quais destaco a música (Donna Summer, Olivia Newton John , The Police, entre muitos outros), o ambiente do salão de jogos, em que temos menção a Dig Dug e Dragon´s Lair e os fantásticos penteados.

Stranger Things é uma viagem pelo tempo, que me é particularmente próxima, dado que nasci em 1978 e guardo muitas memórias desse período. Esta temporada complementa de forma soberba os eventos da primeira e lança várias questões pertinentes para as duas que se seguem.

Há que realçar a extraordinária performance das crianças, assim como de Winona Rider e David Harbour, que elevam esta série a um nível de culto. Se gostam de experiências como The Goonies e Encontros Imediatos do Terceiro Grau recomendo que acompanhem Stranger Things.