Thor: Love and Thunder

O vigésimo nono filme da MU foca-se num dos meus arcos preferidos da Marvel, da autoria de Jason Aaron. O primeiro ato introduz Gorr, o último da sua raça, que rejeita o seu Deus Rapu, após a morte da sua filha. O seu poder aumenta significativamente com a aquisição da Necrosword, uma espada que lhe permite matar os Deuses, utilizando as forças das trevas. Após dizimar vários entidades divinas, Gorr segue na direção de New Asgard, onde vai enfrentar, pela primeira vez, Valkyrie, Mighty Thor e Thor Odinson.

Uma parte relevante da narrativa é a condição física de Jane Foster, que se encontra no estado terminal de cancro. Por motivos que serão revelados mais tarde, é criada uma ligação com Mjolnir, conferindo-lhe os mesmos poderes de Thor. Love and Thunder tenta manter a mesma fórmula de Ragnarok, no que diz respeito a humor mas falha de forma contundente. São poucos os momentos em que as piadas funcionam, mesmo durante a batalha épica do primeiro ato, ao som dos Guns N´Roses, cuja música é utilizada de forma recorrente ao longo deste filme.

A introdução de Zeus e sobretudo a sua conduta, não fazem qualquer sentido, assim como a tentativa de conferir uma personalidade a Stormbreaker. A narrativa é igualmente muito fraca, apoiando-se muito pouco na obra de Jason Aaron, que ajudaria a elevar Love and Thunder. No que diz respeito a interpretações, Christian Bale é de longe a estrela, apesar de ter uma personagem com pouca profundidade e cujas motivações foram pouco exploradas.

Os efeitos especiais são um dos pontos altos, bem complementados com cenas de ação mas o pouco desenvolvimento narrativo converte este filme num dos mais fracos da saga Thor.

No final das duas horas de filme, fica uma sensação de vazio, sobretudo pelo facto desta experiência pouco ter contribuído para a evolução do nosso herói. Love and Thunder tem duas cenas pós-créditos, que lançam a potencial introdução de um novo herói mitológico na MCU.

Mediano
65%

Bowen StrikeDown Thor 1/6

A Bowen Designs foi a pioneira na criação de estátuas no longínquo ano de 1992. O mítico escultor Randy Bowen ainda hoje é considerado uma referência no meio, tendo sido responsável pela criação de várias peças icónicas. Dito isto, não tem sido fácil encontrar estátuas da Bowen, em bom estado e sobretudo a um preço que não implique a venda de um rim.

Em 2019 encontrei o StrikeDown Thor em Madrid mas não consegui chegar a acordo com o vendedor, que pretendia 450 euros, algo incomportável para o meu orçamento. Mas se há algo que tenho vindo a aprender neste hobby é a ser paciente e felizmente consegui localizar em França outra unidade, a bom preço e em excelente estado de conservação.

Após alguma negociação, realizei negócio por um valor dentro do meu orçamento e em três dias tive em minha posse o God of Thunder. Francamente estou surpreendido com as recentes adições à coleção, dado que se tratam de estátuas raras e que até há muito tempo estavam claramente sobrevalorizadas. Mas vivemos tempos únicos, em que estou a tentar aproveitar o confinamento para me rodear de tudo aquilo que mais aprecio.

No que diz respeito à estátua, a escala é de 1/6, com cerca de 38 cm e 4.5 kg de peso. A pose e o detalhe são inspirados na BD clássica e o detalhe é fantástico, quer em termos de anatomia como de similaridade com o material original da Marvel. Sugiro que continuem a acompanhar o blog, dado que em breve terei mais novidades e claro, estão convidados a partilhar a vossa opinião acerca deste artigo e do hobby em geral.

This slideshow requires JavaScript.

Thor Ragnarok

Eis que finalmente estreou Ragnarok, a conclusão da trilogia dos filmes de Thor, em que vamos assistir à destruição de Asgard, com a ascensão ao poder de Hela. Relembro que estamos perante uma adaptação da BD, que possivelmente vai criar algum desconforto aos mais puristas , mas a realidade é que funciona muito bem.

Há uma clara inversão em termos de abordagem, com um estilo mais descontraído e com diversos elementos cómicos, muito ao estilo de Guardiões da Galáxia. Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que temos a participação especial de Doctor Strange, assim como a adição de Valkyrie, que em conjunto com Hulk formam uma equipa digna de registo.

Essencialmente a premissa da narrativa envolve a morte de Odin, que deixa Asgard desprotegido face ao poder de Hela, a Deusa da Morte. Na primeira batalha contra esta poderosa inimiga, os filhos de Odin são catapultados para Sakaar, um planeta envolto em diversos portais e onde o tempo e espaço apresentam um comportamento peculiar.

Thor vai ser utilizado como gladiador, com o objetivo de derrotar o campeão do Grandmaster (Jeff Goldblum), que como sabem pelos trailers, é o Incrível Hulk. Seguem-se momentos épicos, com a batalha e a apresentação de personagens como Valkyrie, Skurge e Korg, assim como o seu passado e respectivas motivações.

Taika Waititi fez um trabalho fenomenal no casting, música e adaptação de Planet Hulk, a BD sobre a qual este guião assenta. Há uma clara aposta em humanizar os super-heróis, realçando os seus dramas pessoais, as suas lutas internas e a forma como lidam com a adversidade. Pelo meio, conseguimos ter momentos cómicos constantes, sendo contagiante a boa disposição, mesmo num cenário de destruição completa.

Gostei bastante do primeiro filme mas Ragnarok vai ser garantidamente o mais bem aceite pelo público e crítica. Recomendo vivamente a ida ao cinema e sugiro que aguardem pelas duas cenas pós-créditos finais.