Eis o primeiro episódio deste título indie, que tenta recriar o feel dos clássicos spaghetti western, numa perspectiva 8 bit. Gosto particularmente da componente de plataformas, associada à astúcia necessária para sobreviver neste ambiente hostil.
Arquivo mensal: Junho 2018
Highschool of the Dead T.1
Este anime é baseado na manga de Daisuke Satō e conta a história de sobrevivência dum grupo de jovens, após uma epidemia zombie. A narrativa tem início na escola de Fujimi, que é atacada por uma horda de infectados. É nesta fase que somos apresentados a Rei Miyamoto e Takashi Komuro, que se vê forçado a matar o seu melhor amigo Hisashi, após este ter sido mordido.
Segue-se uma luta frenética, com o intuito de abandonar a escola, que irá juntar o resto do grupo, mais concretamente os alunos Saeko Busujima, Saya Takagi, Kohta Hirano e a enfermeira Shizuka Marikawa. Há uma clara tentativa de aligeirar o tom da série, com humor tipicamente nipónico, aliado a uma sexualidade que chega a roçar o erótico nalgumas cenas.
HOTD vai apelar apenas a um público alvo muito específico mas, no geral, consegue captar a atenção, sobretudo com as lutas épicas e as formas desproporcionadas das heroínas femininas. Existem inúmeros clichés, que aliados a alguns episódios menos conseguidos podem retirar alguma força ao binge watching mas a inclusão de Alice Maresato consegue reavivar a narrativa, dado que responsabiliza a equipa e os foca na missão de chegar à residência de Saya Takagi.
Os últimos quatro episódios são muito interessantes, deixando um final em aberto e que um dia pode vir a ser explorado, face ao seu claro potencial. Tanto quanto tenho conhecimento, não existem planos para uma segunda temporada, embora tenha sido lançado uma OVA em 2011.
Caso tenham Netflix, sugiro que invistam algum tempo nesta série e que partilhem o vosso feedback.
Fallen Kingdom
O Verão de 2015 marcou o regresso dos Dinossauros ao cinema, faturando cerca de 1.7 biliões de dólares. Para a sequela, contamos com a (breve) presença de Jeff Goldblum, no papel de Ian Malcolm, ficando o papel principal reservado a Owen Grady e Claire Dearing, que seguiram caminhos opostos após os eventos de Isla Nublar.
A narrativa é pouco envolvente, embora compense com ação frenética e algum humor, que consegue manter-nos focados no primeiro acto. No entanto, os motivos que levam à missão de resgate são pouco convincentes e o enredo torna-se francamente previsível, o que penaliza e muito esta sequela.
Um dos pontos positivos é a “questão filosófica” de aceitar a morte de uma espécie que foi condenada à extinção há milhões de anos ou salvar os dinossauros, o que criaria uma alteração substancial na cadeia alimentar.
Tenho muita pena que o vilão seja apenas um cliché, falhando redondamente em comparação com o seu predecessor Hoskins. As adições de Zia e Franklin servem essencialmente para alguns momentos de humor, bem conseguidos, mas pouco acrescentam ao segundo e terceiro acto.
Apesar de conter extraordinárias cenas de CGI, sobretudo na ilha, a realidade é que Fallen Kingdom fica muito aquém das expectativas, apesar de ter continuação confirmada em 2021.
Para terminar, salientar que os pontos mas positivos são claramente Blue e a química entre Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e Isabella Sermon.