His Dark Materials T.1

Baseado na trilogia de Philip Pullman, His Dark Materials conta-nos a história de Lyra Belacqua, uma jovem que reside no Jordan College, a pedido do seu Tio, o Lorde Asriel. Neste mundo, todos os humanos estão ligados a um daemon, uma criatura mágica que pode ostentar diversas formas animais, embora não consigam sobreviver caso esse elo seja quebrado.

Ao longo dos oito episódios desta primeira temporada vamos conhecer em pormenor o “destino” de Lyra, que terá um papel fundamental a desempenhar na união de dois universos paralelos. É desafiante falar acerca de His Dark Materials sem desvendar um pouco da história, mas vou tentar reduzir ao máximo a informação relevante.

A sociedade é muito semelhante à que conhecemos, embora exista a componente da magia e ligação aos daemons. Lorde Asriel investiga uma substância denominada como Dust, que pode ser a chave para desbloquear e aceder a universos paralelos. No entanto, este mundo é liderado por uma casta religiosa, de nome The Magistery, que tenta a todo o custo obter essa informação e apagar qualquer registo da investigação dessa substância.

A nossa protagonista começa por sair de Jordan College, com a ajuda de Mrs Coulter, com o objetivo de encontrar Roger Parslow e Billy Costa, que desapareceram misteriosamente, assim como dezenas de outras crianças. Com a ajuda dos Gyptians, Lyra acaba por descobrir que uma organização denominada como The Gobblers é a responsável pelos raptos, o que a leva a regressar ao Norte, mais especialmente à zona de Bolvangar.

Ao longo da sua viagem, Lyra vai deparar-se com Lee Scoresby, um aeronauta e Iorek Byrnison, um urso de armadura, que terão um papel relevante no sucesso da sua missão. Em sua posse, tem apenas um estranho aparelho, de nome Alethiometer, que aparenta ser capaz  de responder com veracidade a qualquer questão colocada. O mais interessante é o facto da nossa jovem heroína conseguir utilizar este aparelho sem qualquer conhecimento dos livros e do código antigo inerente, tornando-se num mistério que permanece por esclarecer nesta primeira temporada.

Paralelamente, vamos acompanhar a história de Will Parry, que vive numa dimensão que aparenta ser idêntica aquela que conhecemos, onde a vida decorre normalmente, sem daemons. Ficamos igualmente a conhecer que Will faz parte de uma profecia, em que dois jovens terão um papel fundamental para unificar estes dois universos paralelos.

O último episódio termina num impasse, em que ficamos em standy para saber qual a próxima aventura de Will e Lyra. Esta produção britânica está muito bem conseguida, juntando actores como Dafne Keen, Andrew Scott, Ruth Wilson e James McAvoy, numa adaptação claramente superior ao filme, The Golden Compass. A segunda temporada está confirmada e deverá ser disponibilizada em 2021.

Da minha parte, fica a sugestão, que podem acompanhar na HBO GO.

PrototypeZ Wolverine 1/6

A mudança de foco para a minha coleção teve como decisão principal a passagem para a escala 1/6. Tinha perfeita noção que seria complexo encontrar uma estátua do meu herói preferido, a preço acessível, mas após alguma pesquisa, a escolha recaiu na SEMIC PrototypeZ.

O design e trabalho de escultura ficou a cargo de Erick Sosa e esta peça cumpre na perfeição o orçamento definido e tem uma incrível relação qualidade/preço. A caixa é robusta, protegendo na totalidade os diversos componentes. A base é pesada e representa a cabeça de um Sentinela, o que me transporta para a minha narrativa preferida dos X-Men.

As garras de adamantium são de ferro, um pormenor fantástico e que destaca ainda mais a imponente pose. Disponível está igualmente uma escolha de três faces, duas com a máscara clássica e uma sem o acessório. A estátua mede cerca de 35 cm de altura e tem um excelente acabamento em termos de pintura. Existem pormenores de anatomia que são algo desproporcionados, ao bom estilo de Sosa.

Para terminar, apenas destacar dois pontos menos positivos: a escala 1/6 está presente na base mas no que diz respeito a Wolverine existe algum desfasamento, parecendo quase um corpo de 1/5 numa base de escala menor. O segundo ponto diz respeito precisamente ao detalhe da base, sobretudo em relação à côr, que é pouco vibrante.

No global, estou francamente satisfeito com a estátua, que se converteu num dos destaques do Quartel General.

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Alita: Battle Angel

A adaptação da série de manga Gunnm ao cinema ficou a cargo da duplo composta por Robert Rodriguez (realizador) e James Cameron (produtor). Este projeto conta igualmente com a participação de Rosa Salazar, Cristopher Waltz, Jennifer Connelly, Jackie Earle Haley, Ed Skrein e Mahershala Ali, nos papéis principais.

A narrativa decorre em 2653, num futuro cyberpunk, em que o Homem pode fundir (literalmente) a sua cabeça com uma máquina, criando o que vulgarmente conhecemos como cyborg. Alita é encontrada pelo Professor Dyson Ido numa sucata proveniente de Zalem, uma cidade flutuante que resistiu a um guerra interestelar cataclísmica, denominada como The Fall.

Após receber um novo corpo robótico, Alita começa lentamente a interagir com o mundo que a rodeia, sem qualquer memória do passado, até serem atacado por um grupo de cyborgs assassinos, liderados por Grewishka. Durante a batalha, Alita utiliza movimentos de Panzer Kunst, uma arte marcial perdida que era utilizada pelo URM (United Republics of Mars) e que levanta uma série de questões.

Com a preciosa ajuda do seu novo amigo Hugo, Alita acaba por encontrar uma nave da URM e um corpo cibernético com tecnologia antiga, conseguindo finalmente recordar-se que a sua missão é derrotar Nova, o tenocrata responsável pela cidade de Zalem.

Esta é a premissa principal de Alita, um filme que tem as suas virtudes, embora esteja longe de ser brilhante. As coreografias de batalha estão muito bem conseguidas e o CGI consegue ser bastante convincente, o que ajuda na imersão neste universo cyberpunk, onde quase tudo pode acontecer.

Resta saber se as receitas de bilheteira obtidas serão suficientes para garantir potencialmente uma sequela num futuro próximo.

Mediano
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