Warrior Nun T.1

Desconheço por completo a novela gráfica Warrior Nun Areala e confesso que foi uma surpresa a estreia desta série. A Netflix é o serviço de stream responsável pelo projecto, que conta com a portuguesa Alba Baptista no papel principal.

A adaptação é da responsabilidade de Simon Barry e narra a típica batalha entre o Céu e o Inferno. Uma equipa de freiras, treinadas na arte de combate, criam uma equipa de elite que executa diversas missões, com a supervisão do Vaticano. A líder da equipa tem na sua posse um Halo, uma estranha fonte de energia que alegadamente é proveniente de um anjo caído e que confere habilidades e capacidade regenerativa invulgar.

Numa dessas missões, a líder é assassinada, sendo necessário transferir o Halo para outro corpo. A escolha recai em Ava Silva, uma jovem tetraplégica cujo corpo se encontra na morgue. Os resultados são inesperados, dado que o Halo consegue ressuscitar Ava, que acaba por fugir completamente em pânico.

A série está longe de ser brilhante e, na minha opinião, explora durante demasiado tempo esta premissa de Ava querer viver uma vida normal, afastada da luta contra o Mal. A adição de Jillian Salvis é interessante, dado que cria uma abordagem científica, necessária para equilibrar a narrativa repleta de referências bíblicas.

Joaquim de Almeida interpreta o Cardeal Franciso Duretti, o responsável pela agenda oculta do Vaticano e o quarteto de freiras composto por Lillith, Mary, Beatrice e Camila confere uma dinâmica interessante e que acaba por dinamizar esta primeira temporada.

Os derradeiros episódios são bem mais interessantes, numa fase em que Ava já aceitou o seu poder, optando por ajudar numa missão crítica no Vaticano, que tem como objetivo destruir os restos mortais de Adriel. Gostei particularmente do twist final na narrativa, que lança uma premissa interessante para a segunda temporada, que irá estrear em 2021, numa data ainda a definir.

Warrior Nun está longe de ser brilhante mas diria que lança as bases necessárias para nos oferecer uma segunda temporada claramente mais interessante, sobretudo no que diz respeito a Adriel, Padre Vincent e o novo Papa.

Rick and Morty T.2

A segunda temporada de Rick and Morty é verdadeiramente fantástica, continuando a explorar a relação disfuncional da família. Diria que o desenvolvimento de personagens é fundamental para nos manter focados numa narrativa que embora se disperse com frequência, acaba por ter um fio condutor único.

O meu episódio preferido é  “Look Who’s Purging Now”, que é uma fantástica sátira a The Purge, mas admito que o grande cliffhanger está no derradeiro episódio, que lança uma premissa épica para a terceira temporada.

Conforme mencionei no artigo original, esta não é uma série para todos, dado que tem muitas referências que podem passar despercebidas e que são relevantes para apreciarmos na totalidade a qualidade da narrativa.

Gosto particularmente das soluções politicamente incorrectas e dos diálogos perfeitamente deliciosos entre Rick e Morty, que conseguem captar a minha atenção e resultar em gargalhadas profundas. Como é hábito, evito colocar spoilers sobre os episódios, mas convido-vos a partilhar a opinião na caixa de comentários abaixo.

Esta série está disponível via Netflix e recomendo sem hesitação a todos os leitores do blog. Wubba lubba dub dub!