WandaVision

A primeira série da Marvel disponibilizada na Disney + foca-se em Wanda Maximoff e Vision e lança algumas premissas interessantes para o segundo filme de Dr Stange, intitulado Multiverse of Madness. Como habitualmente, vou evitar ao máximo os spoilers, mas fica desde já o alerta, sobretudo para quem ainda não viu ou está a colocar em dia esta série.

Os primeiros dois episódios são bastante lentos, no que diz respeito à narrativa, colocando mais questões do que respostas sobre os eventos que ocorrem na pacata cidade de Westview.

Essencialmente, Wanda está a recriar episódios de TV da sua infância, integrando Vision e uma série de habitantes da cidade no seu quotidiano diário. Progressivamente, vamos tomando conhecimento do envolvimento da SWORD e da relevância de personagens como Monica Rambeau, Agent Woo, Darcy Lewis e Tyler Hayward.

Gostei particularmente dos flashbacks associado ao Blip (quando Thanos estala os dedos e elimina metade da população), assim como de Salem, que explicam a origem de Agatha Harkness. Confesso que um dos pontos mais interessantes de WandaVision foi tentar encontrar os easter-eggs e as várias referência a House of M, que é uma clara inspiração dos argumentistas.

Ao longo dos episódios, criei inclusivamente, uma panóplia de teorias, que envolviam Mephisto, Ultron e Nightmare mas o caminho seguido acabou por ser completamente distinto, embora igualmente fantástico.

A adição de Billy and Tommy, conhecidos na BD como Wiccan e Speed trouxe uma dinâmica familiar ainda mais intensa, sobretudo pela forma como nascem (literalmente) em menos de 24 horas. Há um mistério constante que envolve a narrativa, com eventos constantes que aumentam a carga emocional, que atinge o seu auge com o aparecimento de Quicksilver, o irmão de Wanda que perde a vida em Age of Ultron.

O nível de produção de WandaVision é fabuloso, elevando a fasquia para Falcon and The Winter Soldier, que estreia no dia 19 março.  Os derradeiros episódios são francamente bons, fechando este arco narrativo e explicando a maioria das pontas soltas que existiam.

Paralelamente, é introduzido o Darkhold, o Livro dos Pecados, algo que irá inegavelmente ter um papel fundamental na próxima fase da MCU e criar os alicerces narrativos necessários para os eventos que iremos acompanhar.

WandaVision é, na minha opinião, a história que narra a origem de Scarlett Witch, explicando os eventos que a definem enquanto ser humano e que moldarão as suas ações futuras, no sentido de lidar com a perda e consequente dor. Altamente recomendado para fãs e entusiastas da Marvel e MCU.

Cololight Pro

Ao longo dos anos, o meu setup sofreu alterações significativas mas diria que alcancei o equilíbrio desejado em 2018. A partir dessa altura, ocorreram ligeiras mudanças em termos de disposição, com a adição do Optimus Prime, para complementar o espaço.

Sou um entusiasta de luz ambiente e sempre que possível gosto de criar pequenos destaques RGB, o que me levou a investir no Cololight Pro. Este kit inclui 7 hexágonos, que se conectam através de um unidade de alimentação, possibilitando inúmeras configurações em termos de efeitos, padrões e temperatura de cor.

Paralelamente, tenho o bónus acrescido de poder integrar com o Apple Homekit, que é o meu ecossistema de eleição no QG do Portal Pessoal. Convém mencionar que estamos perante uma solução mais económica, sobretudo se compararmos com a Nanoleaf, que é claramente a líder de mercado.

A qualidade de construção é satisfatória, necessitando somente de uma ligação USB (sim, leram bem) para funcionar sem restrições. A personalização é outro factor importante, com a possibilidade de adicionar hexágonos,  até um valor máximo de 125 unidades. Estou bastante satisfeito com este produto, que confere um look futurista ao meu espaço de trabalho e funciona, em certos momentos, como uma forma de descontração do quotidiano de teletrabalho, que muitos de nós atravessamos.

Por último, apenas uma nota de rodapé para a app, que é robusta e disponibiliza inúmeras opções de personalização. Se estão no mercado em busca de algo semelhante, recomendo sem hesitação que insistam no Cololight Pro.

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Uncanny X-Force Vol.1

Apesar de várias alterações na liderança, os X-Men seguem uma conduta moral específica, que os impede de tomar ações proativas e eliminar ameaças futuras. No entanto, tudo muda com a criação da X-Force, uma equipa clandestina, que não se rege por dilemas éticos ou morais.

No primeiro volume, esta equipa é composta por Angel, Wolverine, Psylocke, Fantomex e Deadpool, que definem como missão inicial o assassinato de Apocalypse, que ainda se encontra na forma de criança. A ida à base lunar do clã Akkaba revela-se um desafio, com batalhas brutais com os Final Horsemen, guardiões de Apocalypse. Os nossos heróis conseguem ultrapassar este desafio mas colocam em causa a decisão de assassinar uma criança, optando por doutriná-la na escola de mutantes, na esperança de mudar o futuro. É nessa altura que Fantomex opta por completar o assassinato a sangue frio, mantendo o plano inicial da X-Force.

O segundo capítulo desta saga dá-nos a conhecer a Weapon Infinity, uma equipa de cyborgs com as habilidades dos Vingadores, que aparentam ter como missão a eliminação de Fantomex. Com a ajuda de um Deathlok rebelde, os cyborgs são derrotados, sendo igualmente revelado que sem o conhecimento da restante equipa, Fantomex está a desenvolver um clone da criança que assassinou.

Deathlok acaba por se juntar à X-Force no terceiro capítulo da saga, que se foca na história de Angel. Warren continua a ter um lado negro, que é controlado telepaticamente por Psylocke. Na tentativa de eliminar essa faceta, a equipa aceita uma proposta do Dr McCoy, acompanhando-o a uma realidade alternativa (Terra-295) que decorre na Era de Apocalypse. O objetivo é encontrar a semente da vida, que irá contrapor os efeitos da semente da morte que está a infectar o subconsciente de Angel.

A missão é um fracasso completo, graças a uma (previsível) traição. A equipa encontra-se presa nessa realidade, sendo necessário recorrer aos X-Men da AOA (Age of Apocalypse), que vivem uma realidade completamente distinta, em que são liderados por Magneto e Jean Grey, que se opõem a Apocalypse e Wolverine, o seu braço direito.

Entretanto na Terra da nossa realidade, Warren é completamente dominado pelo seu lado negro, convertendo-se em Archangel. Com a semente da vida na sua posse, decide extinguir toda a vida no planeta, criando os seus Cavaleiros do Apocalipse, mais especificamente Ozymandias, Dark Beast, Genocide e Iceman da Terra-295.

A X-Force consegue regressar à sua realidade, com a ajuda dos X-Men da AOA, dando início a mais uma batalha épica, em que Fantomex se vê forçado a libertar o clone de Apocalypse (Genesis) na tentativa de derrotar Archangel. Quando a derrota parece eminente, Psylocke apunhala Archangel com a semente da vida, eliminando qualquer rasto de personalidade, assim como as recordações do seu passado. Este arco termina com Wolverine a entregar Genesis e Angel aos cuidados da Jean Grey School for Higher Learning.

O quarto capítulo de Uncanny X-Force inicia com o aparecimento do Captain Britain e dos Britain Corps, que aprisionam Fantomex pelo assassinato da criança que se iria converter em Apocalypse e raptam Psylocke. Wolverine, Deadpool e Nightcrawler do universo AOA seguem para Otherworld, com o intuito de libertar os restantes membros, mas vêem-se envolvidos numa batalha do Multiverso, entre os Captain Britains Corps e Demónios.

Fantomex acaba por ser condenado à morte mas é resgatado por Psylocke, que faz um acordo secreto e acaba por trair os seus irmãos, da Britain Corps. No final deste capítulo, Fantomex é raptado por Skinless Man, abrindo a narrativa para os eventos finais deste primeiro volume: Final Execution.

Daken, o filho de Wolverine, planeia destruir a X-Force, recriando a Brotherhood of Mutants. Para tal, recruta Mystique, Sabretooth, Skinless Man, Blob da AOS, Shadow King e o Clã Omega. A primeira missão consiste em raptar Genesis, de forma a treiná-lo e utilizar os seus poderes de Apocalypse. Segue-se um ataque à Caverna X, quartel general da equipa, que termina com a morte de Fantomex e de Gateway, que consegue transportar a equipa para mais uma distopia futura, em que a X-Force controla o Mundo com base em assassinatos de alvos que potencialmente se podem converter em ameaças à Humanidade.

Seguem-se alguns diálogos interessantes entre The Punisher e a equipa, assim como uma tentativa de seppuku, de Psylocke, que acaba por ser salva pela sua versão deste futuro. Deadpool, agora sem poderes, decide infiltrar a base da Brotherhood of Mutants, acabando por ser capturado e torturado por Omega Black.

Shadow King está cada vez mais próximo de controlar telepaticamente Evan, mas o destino da X-Force volta a ser colocado em causa, em sequência de uma nova traição. Vamos ter algumas batalhas épicas, das quais destaco Nightcrawler vs Blob, Shadow King vs Psylocke e Wolverine vs Daken. Quando a poeira assenta, a equipa consegue devolver Evan aos cuidados da Jean Grey School for Higher Learning, assim como ressuscitar Fantomex, com a ajuda de EVA. Por lapso, são criadas três pessoas diferentes, com a respetiva distribuição dos três cérebros de Fantomex: Weapon XIII, a versão maléfica, Fantomex na sua versão bondosa e Cluster, a versão feminina.

No final do livro, há uma curta história de Wolverine que decorre no Japão e uma fantástica história de Deadpool, repleta de comédia. Esta é uma das minhas sagas preferidas do universo X-Men e que recomendo vivamente.

Apesar de ser um artigo longo, optei por não divulgar muitos pormenores, apesar de mencionar o desfecho de algumas personagens. Mas relembro que X-Force está repleto de traições e ligações a realidades paralelas, pelo que as mortes nem sempre são permanentes.