Está na altura de partilhar mais um jogo do MSX.
A minha escolha recaiu em Road Fighter, um clássico da Konami, que foi portado da arcade para este fantástico computador pessoal.
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Robert Kirkman é normalmente reconhecido pelo seu trabalho em The Walking Dead, embora tenha associado o seu nome a outros projetos de elevada qualidade. Recentemente, a Amazon Video adquiriu os direitos para uma série de animação, que diz respeito ao universo de Invincible.
Mark é um jovem adolescente, filho de Nolan Grayson, um famoso escritor, cuja identidade secreta é Omni-Man, um poderoso extra-terrestre, do Planeta Viltrum. Poucos dias após celebrar o seu décimo sétimo aniversário, Mark obtém os poderes do seu pai, iniciando o processo de se converter no próximo defensor do Planeta Terra.
Os primeiros episódios focam-se precisamente na evolução dos seus poderes, aliado às habituais inseguranças de um adolescente. Mark é terrivelmente ingénuo e vai aprender da forma mais dolorosa as escolhas impossíveis de um super-herói. Adicionalmente, a narrativa segue numa direção inesperada, mostrando uma faceta oculta de Nolan Grayson, que levará a um confronto brutal com o seu filho no desfecho da primeira temporada.
Nos primeiros oito episódios, somos apresentados à Global Defense Agency, uma organização liderada por Cecil Stedman, responsável por gerir as equipas de super-heróis, com destaque para os Guardians of the Globe e os Teen Team. No que diz respeito a vilões, os Mauler Twins são o principal foco da narrativa, por motivos que irei manter no anonimato (sem spoilers, recordados?).
Invincible é uma série deliciosamente violenta, que não tem pudor em demonstrar o que seria a realidade caso existissem super-heróis. Contem com incontáveis danos colaterais e decisões completamente desprovidas de empatia. O enredo é repleto de imprevistos e mudanças drásticas, mas consegue cativar-nos e envolver-nos no drama emocional que se cria em redor da família Grayson.
Destaque para o fabuloso casting, com destaque para nomes como Steven Yeun, Walter Goggins, Zachary Quinto, Mark Hamill, Zazie Beetz, Clancy Brown e J.K. Simmons. Tenho tido a oportunidade de recomendar várias séries de animação, mas neste momento estou tentado a considerar Invincible como a cereja no topo do bolo. Claramente, a não perder!
Donny Cates tem feito um trabalho incrível a nível criativo, com elevado foco no Universo Cósmico da Marvel. Como tal, e na minha opinião, nada podia ser mais apropriado do que confiar-lhe a narrativa que explica precisamente essa origem.
As primeiras páginas recordam os eventos que transformaram Norrin Radd para sempre, convertendo-o no arauto de Galactus. Rapidamente, a narrativa volta ao presente, com a luta pela sobrevivência de diversos heróis cósmicos, que foram absorvidos por um buraco negro, da autoria da Black Order. Silver Surfer usa o seu poder cósmico para abrir uma fenda no espaço/tempo, conseguindo salvar vários desses heróis.
As suas ações não o impedem de sucumbir ao abismo, por onde vagueia durante período indeterminado. Eventualmente, o seu poder regenerativo permite-lhe recuperar a forma corpórea, constatando que regrediu milhões de anos no passado, numa era em que as estrelas ainda estão a nascer.
No limiar do Universo, encontra um planeta, repleto de escuridão e morte, onde é atacado por uma série de guardiões. Apesar de debilitado, acaba por derrotar os atacantes, invocando a luz de uma estrela. Toda a escuridão do planeta é consumida, revelando rios, montanhas e um ecossistema rico, mas rapidamente se forma um portal, que projeta o nosso herói para a presença de Knull, o Deus dos Symbiotes (sim, simbiontes como Venom e Carnage).
Como é evidente, Knull pretende absorver a luz de Silver Surfer, convertendo-o num dos seus guerreiros. A batalha é relativamente curta e graças a uma manobra de diversão, o nosso herói consegue fugir, tendo perfeita noção que se encontra demasiado debilitado para conseguir emergir como vencedor.
As páginas seguintes ilustram o cruzar de caminho com Ego, o planeta vivo, numa Era em que ainda é benigno, sendo fundamental a sua intervenção para o desfecho da narrativa. Há um constante desafio ás convicções de Silver Surfer, que, apesar da possibilidade de anular a sua ligação a Galactus, opta por aceitar a necessidade de equilíbrio cósmico.
Existem batalhas que nunca poderão ser ganhas mas é fundamental manter a esperança e combater a escuridão com a luz. Essa é a premissa fundamental desta narrativa, que termina com um momento extraordinário, que envolve a criação de Zenn-La e a redenção de Silver Surfer enquanto agente da morte.
Fica a promessa de manter o desfecho final em segredo, mas recomendo vivamente que adquiram a edição Treasury desta saga de cinco capítulos.
Estamos, sem dúvida, perante uma obra de referência de Donny Cates, que é complementada com a extraordinária arte gráfica de Tradd Moore e a deslumbrante palete de cor de Dave Stewart.