Pacific Rim: The Black T.1

Baseado na franchise que resultou em dois filmes, Pacific Rim: The Black narra as aventuras de Taylor e Hayley Travis, dois irmãos que vivem durante cinco anos numa base abandonada, no deserto australiano,   em conjunto com uma série de adolescentes.

O primeiro episódio apresenta-nos a origem dos dois jovens, filhos de pilotos de Jaeger. Ficamos igualmente a saber que os seus pais são forçados a abandonar a base, seguindo na direção de Sydney, na esperança de encontrar ajuda e retirar as crianças da zona de batalha.

Após cinco anos sem notícias dos adultos, Hayley encontra, inadvertidamente, uma base subterrânea, em que está inactivo um modelo antigo Jaeger MK III, o Atlas Destroyer. Ao ligá-lo, chama a atenção de um Kaiju de categoria IV, Copperhead, que terá um papel fundamental no arco narrativo desta primeira temporada.

The Black significa  a ausência de qualquer tipo de comunicação no continente australiano (ou Oceania, como preferirem), que se encontra sobre o  controlo absoluto dos Kaiju e que aparenta ter sido abandonado pela Humanidade. Sem divulgar demasiados pormenores, os nossos jovens heróis vão encontrar sobreviventes, dando início a uma batalha diária pela sobrevivência. Apesar de  muita ação, o foco está claramente no desenvolvimento das personagens de Boy, Mei e Shane, para  além dos irmãos Travis.

Existem referências claras aos filmes, assim como aparições de Jaegers icónicos, tais como November Ajax, Valor Omega e Titan Redeemer, que foram parte integrante da Uprising War. Nos derradeiros dois episódios existe um desenvolvimento interessante, que diz respeito á origem de The Boy e que lança algumas ideias inovadoras para a segunda temporada, que ainda não tem confirmação oficial.

Dito isto, considero que esta série está mais direcionada para fãs desta saga, embora no global, esteja sustentada numa narrativa mediana e personagens poucos memoráveis, com exceção de The Boy e Shane. Caso tenham interesse, sugiro que invistam algum tempo nos oito episódios, que têm a duração individual de 25 minutos.

Starship Troopers: Traitor of Mars

Shinji Aramaki, Masaru Matsumoto e Edward Neumeier são os responsáveis pela adaptação, em formato de animação, do universo Starship Troopers. Traitor of Mars é o quinto filme da saga e uma sequela de Starship Troopers: Invasion, de 2012, que conta com as vozes de Casper Van Dien e Dina Meyer, dois dos principais actores do projeto original.

Johnny Rico foi despromovido a Coronel e destacado para Marte, onde é o responsável pelo treino de uma nova equipa de infantaria móvel. O talento militar não abunda no planeta vermelho, que é maioritariamente contra o Governo Terrestre e o contínuo estado de guerra. Dito isto, e sem colocar spoilers, vai existir uma invasão aracnídea em Marte, que não está minimamente preparado para um evento desta magnitude.

A Sky Marshal Amy Snapp, numa tentativa de aumentar a sua taxa de popularidade na Terra, opta por accionar um plano que implica detonar uma bomba quântica em Marte, tornando o planeta inabitável. A narrativa passa então a focar-se no General Carl Jenkins, que tenta frustar os planos da Sky Marshall, recorrendo à sua capacidade telepática para comunicar com Carmen Ibanez.

No planeta Vermelho, Rico e a sua equipa conseguem destruir alguns canhões aracnídeos mas acabam por separar-se, quando são atacados por uma horda gigantesca de inimigos. Apesar da sua equipa o considerar morto em combate, o nosso herói prossegue com a sua missão, seguindo as diretrizes telepáticas de Jenkins, que utiliza uma projeção de Dizzy Flores para comunicar com Rico.

O terceiro e derradeiro acto de Traitor of Mars volta a reunir a equipa de Space Marines com o seu Coronel, numa batalha épica contra o inimigo. Na Terra, o General Carl Jenkins tenta frustar os planos da Sky Marshal Amy Snapp, tentando impedir a detonação da Q-Bomb.

Sem colocar spoilers sobre o final, posso adiantar que é satisfatório, mantendo em aberto a possibilidade de novas aventuras para Rico e a sua equipa, The Lost Patrol. Para concluir, quero destacar a fluidez da animação e o competente elenco de voze, que converte  Traitor of Mars numa experiência agradável, apesar de suportada numa narrativa bastante previsível.

Mediano
70%

Voltron Legendary Defender T.2

A segunda temporada assente em dois pontos fundamentais, a necessidade de Shiro criar uma ligação mais forte com o Leão Negro e o plano arriscado para derrotar Zarkon.

Os primeiros episódios são missões específicas, com o objetivo de melhorar a coesão dos membros. Shiro continua a ter dificuldade em criar um elo mais profundo com o seu Leão, sendo notório a influência que Zarkon ainda detém sobre o mesmo.

Ficamos igualmente a conhecer a resistência Galra, The Blade of Marmora, que serão aliados fundamentais na batalha épica que irá ocorrer no final da temporada. Existem alguns momentos de humor e a dinâmica entre os diversos membros da equipa continua a ser um ponto muito positivo.

No final da temporada, temos uma missão arriscada da Princesa Allura em Balmera, que lhe permite localizar um cristal fundamental para a operação que visa derrotar os Galra. O derradeiro episódio termina num cliffhanger, com uma batalha épica entre Voltron e Zarkon.

O teludav criado pela Princesa Allura funciona, criando um portal que irá transportar a armada Galra para outra galáxia mas termina de forma inesperada, ficando em standy o estado físico de toda a equipa.