Jujutsu Kaisen

Gege Akutami é o criador deste universo, que se converteu numa das referências da manga dos últimos anos. Ao longo desta aventura, vamos acompanhar uma organização secreta, em que os feiticeiros Jujutsu protegem a Humanidade de maldições e demónios.

A lógica é simples: todos os seres vivos possuem energia amaldiçoada, que é criada por emoções negativas. Ao libertarem essa energia descontroladamente, abrem a porta para maldições (Noroi), que conseguem aceder ao nosso mundo e gerar o caos.

Começamos por acompanhar Yuji Itadori, um jovem estudante que se vê envolvido num confronto com uma maldição. De forma a proteger Megumi Fushiguro, Yuji engole um dedo amaldiçoado, que contém uma parte dum poderoso feiticeiro, Ryomen Sukuna. A invulgar resiliência de Itadori não passa despercebido a Satoru Gojo, o mais poderoso feiticeiro Jujutsu da actualidade, que decide treinar o jovem para que possa consumir os 20 dedos de Sukuna e conter a maldição. No entanto, esta solução implica a morte de Itadori, algo que se revela importante para o desenrolar desta aventura.

Jujutsu Kaisen está repleto de personagens interessantes, das quais destaco Nobara Kugisaki, Panda, Yuta Okkotsu, Kento Nanami e Choso. No entanto, a narrativa é sustentada por Satoru Gojo, Ryomen Sukuna, Toji Fushiguro e Suguru Geto.

Como sabem, não gosto de partilhar detalhes que estraguem a experiência de leitura ou mesmo do anime, que já se encontra disponível no Crunchyroll, por exemplo. A manga é extremamente dinâmica, como painéis repletos de acção, embora estejamos constantemente a receber informação adicional que explica o funcionamento de determinados feitiços e poderes.

Esta manga tem 31 capítulos, que de forma curiosa, estão numerados de 0 a 30. É uma leitura que recomendo, mas sugiro que entrem com expectativas moderadas, dado que, na minha opinião, não alcança o nível épico que tantos fãs defendem.

Dito isto, gostaria de obter algum feedback da vossa parte. Já tiveram a oportunidade de ler a obra de Gege Akutami? Qual é a vossa opinião?

The Great Flood

Gu An-na é uma engenheira de software que se dedica ao desenvolvimento de inteligência artificial. O seu marido faleceu recentemente num acidente de viação, o que a leva a focar-se no seu trabalho e em Shin Ja-in, o seu filho de seis anos.

O primeiro acto introduz um mundo à beira do colapso, em que a população vive em complexos de apartamentos bastante altos, de forma a evitar as inundações que fustigam a área. Lentamente, vamos obtendo pequenos detalhes, que nos permitem formar o puzzle e compreender exactamente a situação.

Sem revelar pormenores, adianto que An-na vai ter de lutar pela sobrevivência, dado que o prédio vai ser violentamente afectado por uma onda. O Darwin Center envia Son Hee-jo para a resgatar, dado que o seu trabalho é fundamental para garantir a sobrevivência da raça humana, por motivos que não vou revelar.

A premissa de The Great Flood é muito interessante, mas confesso ter ficado desiludido com o facto de terem revelado demasiado cedo o que está efetivamente a acontecer. Diria que estamos perante uma simbiose entre um drama e um disaster movie, em que os protagonistas tentam desesperadamente encontrar uma saída para algo que aparenta ser insuperável.

As interpretações são competentes e a narrativa é fluida, convertendo este filme numa experiência agradável. Parece-me ser relevante salientar que moderem a vossa expectativa, até porque o desfecho deixa em aberto a possibilidade de uma sequela.

Caso estejam interessados, podem assistir em território nacional através da Netflix.

Mediano
64%

Tower Of God T.1

Esta adaptação da manhwa de S.I.U. tem uma temporada inicial muito interessante e que acompanha as aventuras de Twenty-Fifth Bam.

O mundo introduzido é distópico e assenta numa gigantesca Torre, que alberga inúmeros desafios. Bam passou a sua curta vida habitando as cavernas por debaixo da estrutura, na companhia de Rachel. Após o seu misterioso desaparecimento, decide entrar na Torre, com o objetivo de subir até ao topo.

Esta é a premissa de Tower of God, que assenta numa competição em que apenas os mais astutos conseguem desvendar os segredos da Torre.

Lentamente, Bam vai recrutando aliados para a sua causa, que se sentem atraídos pela sua genuinidade e inocência. Tomamos igualmente conhecimento do Shinsu, um elemento mágico que é utilizado e dominado por alguns das espécies que habitam a Torre. Os testes são focados na força física, trabalho em equipa e inteligência, com o objetivo de qualificar apenas os mais fortes para o piso seguinte.

Existem designações distintas, mais especificamente os Regulars, que são os concorrentes escolhidos para a tarefa, os Irregulars, que são anomalias raras que conseguem entrar na Torre e os Rankers, que essencialmente são Regulars que alcançaram o topo e servem King Jahad, o líder das Ten Great Families, que habitam o último piso.

O anime está bem conseguido e introduz várias personagens interessantes, das quais destaco Khun, Anaak e Rak Wraithraiser. O enquadramento deste universo é realizado de forma lenta e subtil, precisamente com o intuito de nos surpreender, no final da temporada, com um momento que irá alterar a dinâmica da narrativa.

Mas essa será uma análise a realizar no artigo acerca da segunda temporada. No imediato, fica a minha recomendação para este surpreendente anime.