Alien Earth

Começo por salientar que esta franquia não tem sido bem tratada nos tempos mais recentes. Apesar do potencial das prequelas, apenas Romulus e Prometheus foram experiências positivas, o que colocou várias reservas à qualidade do produto final.

A primeira metade da temporada introduz uma premissa interessante, com a busca incessante pela imortalidade. Ficamos a saber que o planeta é controlado por cinco corporações, que reúnem a maior parte da riqueza e recursos. Na vanguarda desta pesquisa, está a Prodigy que alcança progresso assinalável, transferindo de forma bem sucedida a consciência humana para seres sintéticos.

Paralelamente, acompanhamos a nave científica USCSS Maginot, que tem a bordo várias espécies alienígenas, que seriam utilizadas para pesquisa na Weyland-Yutani . Escusado será dizer que a contenção vai falhar, dando origem a falha catastrófica que resultará numa aterragem forçada na cidade de New Siam.

Vou evitar os spoilers narrativos, mas esta nova equipa de sintéticos é chamada ao local para recolher os espécimes a bordo, que são do interesse de Boy Kavalier, o CEO da Prodigy. A partir do momento em que missão é concluída com sucesso, inicia-se uma luta entre corporações, que vai levar a confrontos armados e a chantagem por parte de Morrow, o único sobrevivente da missão da USCSS Maginot.

O desenvolvimento de personagens está bem conseguido e os jogos de bastidores são muito interessantes, demonstrando uma sociedade focada em atingir a imortalidade a qualquer custo e em que o valor da vida humana é extremamente desvalorizado.

Confesso que a segunda metade da temporada não me convenceu tanto, dado que se foca na relação entre Wendy e o Alien, assim como na revelação das verdadeiras intenções da Prodigy para com os Lost Boys, que são essencialmente as cinco consciências que foram transferidas com sucesso para corpos sintéticos.

À data de publicação deste artigo, ainda não há confirmação da segunda temporada. Tendo em conta os eventos finais, tenho alguma curiosidade em acompanhar as aventuras deste grupo improvável de sobreviventes. Espero no entanto que a narrativa possa focar-se no lore do Alien, dado que continuamos sem respostas acerca de várias questões colocadas nos primeiros episódios.

Alien Romulus

Um das minhas franquias preferidas está finalmente de regresso. Desta vez, a narrativa decorre em 2142, numa pequena colónia no planeta LV-410, habitada por mineiros e os jovens descendentes, Ávidos de uma vida melhor. Rain Carradine é abordada por Tyler, que propõe uma viagem até aos destroços da estação espacial Renaissance, que se encontra em órbita decadente. O objetivo passa por recuperar algumas células criogénicas e vender o equipamento em Yvaga III, que está fora da esfera de influência da Weyland-Yutani.

O plano é simples: utilizar o irmão adoptivo de Rain, que na realidade é um androide reprogramado, mas que continua a ter alguns protocolos activos. A intenção passa por garantir o acesso ao interior e minimizar os riscos para os membros da equipa. Tudo parece correr relativamente bem, até ao momento em que percebemos que a bordo estão restos da USCSS Nostromo. Após reactivar um dos andróides a bordo, Rain fica a saber que estão diversos xenomorfos a bordo, dando início a uma verdadeira luta pela sobrevivência,

Romulus traz de volta aquele sentimento de claustrofobia do original, bem complementado com os face huggers e, mais tarde, uma mutação da espécie, como nunca vimos. Na minha opinião, é o melhor filme desta nova geração, precisamente por regressar ás raízes que fizeram deste franquia uma referência no género. Nota-se a preocupação em manter o aspecto visual daquela era, com destaque para a tecnologia e armas utilizadas, que fazem a ponte com Aliens, o Recontro Final.

Vou obviamente evitar os spoilers, mas temos confirmação de uma sequela, que, de acordo com a 20th Century Studios, irá catapultar esta saga numa nova direção. Espero sinceramente que mantenham a qualidade de Romulus, que ganha o selo de recomendação do Portal Pessoal.

Bom
75%