Alien Earth

Começo por salientar que esta franquia não tem sido bem tratada nos tempos mais recentes. Apesar do potencial das prequelas, apenas Romulus e Prometheus foram experiências positivas, o que colocou várias reservas à qualidade do produto final.

A primeira metade da temporada introduz uma premissa interessante, com a busca incessante pela imortalidade. Ficamos a saber que o planeta é controlado por cinco corporações, que reúnem a maior parte da riqueza e recursos. Na vanguarda desta pesquisa, está a Prodigy que alcança progresso assinalável, transferindo de forma bem sucedida a consciência humana para seres sintéticos.

Paralelamente, acompanhamos a nave científica USCSS Maginot, que tem a bordo várias espécies alienígenas, que seriam utilizadas para pesquisa na Weyland-Yutani . Escusado será dizer que a contenção vai falhar, dando origem a falha catastrófica que resultará numa aterragem forçada na cidade de New Siam.

Vou evitar os spoilers narrativos, mas esta nova equipa de sintéticos é chamada ao local para recolher os espécimes a bordo, que são do interesse de Boy Kavalier, o CEO da Prodigy. A partir do momento em que missão é concluída com sucesso, inicia-se uma luta entre corporações, que vai levar a confrontos armados e a chantagem por parte de Morrow, o único sobrevivente da missão da USCSS Maginot.

O desenvolvimento de personagens está bem conseguido e os jogos de bastidores são muito interessantes, demonstrando uma sociedade focada em atingir a imortalidade a qualquer custo e em que o valor da vida humana é extremamente desvalorizado.

Confesso que a segunda metade da temporada não me convenceu tanto, dado que se foca na relação entre Wendy e o Alien, assim como na revelação das verdadeiras intenções da Prodigy para com os Lost Boys, que são essencialmente as cinco consciências que foram transferidas com sucesso para corpos sintéticos.

À data de publicação deste artigo, ainda não há confirmação da segunda temporada. Tendo em conta os eventos finais, tenho alguma curiosidade em acompanhar as aventuras deste grupo improvável de sobreviventes. Espero no entanto que a narrativa possa focar-se no lore do Alien, dado que continuamos sem respostas acerca de várias questões colocadas nos primeiros episódios.

Iron Sky: The Coming Race

A sequela do mítico Iron Sky foi lançada no final de 2019 e acabou por ficar em standby no meu gigantesco backlog de filmes. A opinião generalizada não é muito abonatória mas, para mim, esta franquia enquadra-se no género de série B. Dito isto, há um espaço no meu coração cinematográfico para uma visita ao centro da Terra, com dinossauros e nazis à mistura.

A narrativa decorre 29 anos após os eventos do primeiro filme. O Planeta Terra encontra-se inabitável, após ter sido fustigado por uma guerra nuclear. Os derradeiros sobreviventes seguem para a base lunar Neomenia, que se encontra numa estado de deterioração acentuado. A líder continua a ser Renate Richter e a sua filha, Obi, é a responsável pela manutenção técnica. Vamos igualmente conhecer o culto Jobism, focado na tecnologia da Apple e Sasha, o jovem mecânico russo que levou o que restava da população humana para a base.

Vamos ter o regresso de Wolfgang Kortzfleisch, que irá explicar a origem dos Vril, a raça extraterrestre responsável pela destruição do planeta e uma missão que tem como objetivo atingir a cidade de Agartha, no centro da Terra e resgatar o Cálice Sagrado. É com base nesta premissa narrativa digna de Hollywood que The Coming Race assenta. Existem momentos deliciosos, que envolvem a utilização de um Nokia 3310, uma luta com Steve Jobs e o aparecimento de Hitler montando num T-Rex.

O humor é uma constante e o terceiro acto é satisfatório, dando conclusão a uma aventura que tem os seus momentos. Parece-me importante salientar que este filme é apenas para os apreciadores de série B, pelo que a minha recomendação é realizada com base nessa lógica. Por último, apenas salientar que numa cena pós-créditos é visível a existência de uma base russa em Marte, o destino escolhido pelos sobreviventes da Humanidade.

Mediano
60%

The Last Kids on Earth T.3

Após os eventos da segunda temporada (ou livro, como preferirem)  os nossos jovens sobreviventes coexistem em harmonia com os monstros. No entanto, existem necessidades básicas que necessitam de ser acauteladas, o que cria a necessidade de uma missão para encontrar uma fonte de energia viável.

No decorrer da aventura, Jack vai deparar-se com Rezzoch, que habita o corpo de um Wretch, uma criatura voadora semelhante a um dragão. Apesar de escapar com vida ao seu ataque, o nosso jovem herói passa a ser monitorizado pela entidade, que aparenta ter um plano para conseguir recuperar a sua forma física.

Quint continua a ser o génio criativo que suporta a equipa e Dirk lida com a sua necessidade de ser aceite pelos monstros. No que diz respeito a June, o seu foco altera radicalmente a partir do momento em que encontra um rádio transmissor, que tem estado a difundir uma mensagem de alguns sobreviventes.

Ao longo dos dez episódios desta terceira temporada, a equipa vai tentando recolher componentes eletrónicos que permitam responder ás mensagens de rádio e Jack embarca numa missão solitária para derrotar Rezzoch . Os derradeiros dois episódios estão repletos de ação e requerem a entrada num reino paralelo, onde tudo é possível.

Com a ajuda de Bardle, Skaelka e Rover, a batalha final termina com sucesso, sendo possível salvar Jack e mantê-lo fora do controlo da maléfica Rezzoch. Sem colocar spoilers, é evidente que é lançada  premissa para a temporada 4, que ainda não tem data de lançamento confirmada.