The Walking Dead T.4

A separação do grupo após o ataque do Governador cria uma série de narrativas paralelas, que ocupam quase na totalidade esta quarta temporada. Essencialmente vamos acompanhar as várias personagens e testemunhar as mudanças inerentes ao instinto de sobrevivência.

Sem dúvida que esta foi uma das minhas temporadas preferidas, dado que apresenta um ritmo diferente e consegue levar algumas situações ao extremo. A parte mais complicada em falar acerca desta série é evitar os spoilers, motivo pelo qual evito entrar em pormenores. Mas posso adiantar que vamos ter desenvolvimentos nas relações pessoais, assim como desafios inesperados, que podem parecer isolados, mas que se interligam no final da temporada.

Os grupos acabam por se reencontrar no final, com a chegada a Terminus, uma cidade que não é o que aparenta ser. Pessoalmente, adorei a narrativa que envolve Carol/Tyreese, que é extremamente forte e demonstra o que seria efectivamente viver num mundo subjugado pelos zombies.

Vão existir novas adições ao grupo e a qualidade da narrativa continua a ser um dos pontos em destaque. A ida para Washington passa a ser o novo objetivo do grupo? Haverá esperança em salvar o que ainda existe da Humanidade? Estas e muitas outras questões serão respondidas na temporada 5, que já comecei a ver no sítio do costume (Netflix).

The Walking Dead T.1

Sou um entusiasta de filmes e séries mas tento repartir o meu tempo entre família, trabalho e este espaço, o que implica realizar cedências e definir prioridades. Por esse motivo, The Walking Dead tem ficado em standby, algo que planeio alterar neste Verão. Pareceu-me adequado começar por rever a primeira temporada, para me voltar a familiarizar com as personagens e respetiva narrativa (acompanhei esta série até metade da segunda temporada).

A forma como é apresentado o cenário envolvente é quase perfeita, levando-nos a preocupar com o bem estar e destino das várias personagens. Apesar de existir sempre a preocupação de humanizar o grupo, nota-se a evolução na forma de pensar, com o instinto de sobrevivência a tornar-se cada vez mais forte.

A caracterização dos zombies é soberba e as cenas de acção estão bem intercaladas com a narrativa, deixando sempre a sensação de perigo, mesmo em zonas aparentemente mais pacatas. Todo o ambiente e feel que é transmitido nos primeiros seis episódios é excelente, retratando uma sociedade destruída por um apocalipse e que termina numa nota devastadora, com a morte de alguns membros do grupo e algumas decisões complexas a tomar.

A nível de interpretações, confesso que fiquei fã da personagem de Shane, Andrea e Morgan, por motivos distintos mas que beneficiam imenso a narrativa, na minha opinião. Contem com um artigo acerca da segunda temporada muito em breve e claro, digam de vossa justiça, caso pretendam.