Into the Badlands T.2

A narrativa é retomada seis meses após os eventos da temporada inicial. Sunny faz trabalhos forçados numa mina de carvão, propriedade de The Engineer, embora tenha planos para uma fuga. No entanto, é traído por Bajie, que se vai tornar uma peça fundamental da história, resultados das suas inesperadas ligações ao grupo de monges que raptou MK.

Nas Badlands, a luta pelo poder está ao rubro, com várias fações a pretenderem controlar os territórios de Ryder. O seu pai, Quinn, sobreviveu e planeia de forma meticulosa a sua vingança, sustentada numa espécie de culto, em que os seus membros se convertem em fundamentalistas, preparados para o derradeiro sacrifício em prol da vitória.

Ao longo dos primeiros episódios desta temporada, acompanhamos a viagem de Bajie, MK e Sunny, que tentam desesperadamente regressar ás Badlands. As batalhas são uma constante, com destaque para Silver Moon, uma lenda dos Clippers, que trabalha como caçador de recompensas, nos Outlying Territories.

Apesar do dom de MK permanecer inerte, Bajie está convicto que podem alcançar a cidade perdida de Azra, com a ajuda da bússola e do livro, que se encontra na posse da Viúva. Vou deliberadamente omitir muitos dos pormenores, mas posso adiantar que Lydia é reintroduzida na narrativa e Tilda terá um papel importante nos eventos que mudam radicalmente a distribuição de poder nas Badlands,

O derradeiro episódio proporciona-nos finalmente a batalha entre Sunny e Quinn, que tem um desfecho trágico, embora previsível. Para lançar o arco narrativo da terceira temporada, Bajie reativa a bússola, após ter localizado uma torre de comunicações.

Into the Badlands continua a cativar-me, embora considere que esta temporada é inferior à original. No entanto, estou muito curioso com o rumo narrativo da próxima temporada, mais especificamente a cidade perdida de Azra.

The Terror

Baseado numa histórica verídica, esta série narra as aventuras da tripulação do HSM Terror e HSM Erebus, na tentativa de descobrir a Passagem do Noroeste pelo Ártico. A premissa inicial assenta na luta pela sobrevivência mas a narrativa evolve para algo mais profundo, colocando em choque dois mundos distintos e que obrigarão a escolhas morais complexas.

A mitologia Inuit tem uma presença marcante ao longo dos 10 episódios, na figura de The Tuunbaq, uma criatura semelhante a um urso polar. No que diz respeito à expedição, o seu líder inicial é Sir John Franklin, um burguês que se encontra na fase descendente da sua carreira, após vários fracassos e sem qualquer perfil para assumir a posição que ostenta.

O segundo na cadeia de comando é Mr. Crozier, um experiente navegador, fluente no idioma dos Netsilik e que tenta ultrapassar uma desilusão amorosa. Sem revelar grandes pormenores, as escolhas de Sir John levarão a que os navios fiquem encalhados no meio do Ártico. Após dois rigorosos Invernos, os tripulantes são forçados a iniciar uma caminhada e é precisamente nesse momento que temos o primeiro ataque do Tuunbaq.

Gostei francamente das personagens de Crozier, Goodsir, Fitzjames e Mr. Hickey, que sofrem mudanças radicais ao longo da narrativa. Temos sacrifícios, escolhas impossíveis, aliadas à batalha constante em não perder a Humanidade que nos separa dos restantes seres vivos.

Conforme referi no início do artigo, esta série é baseada em factos reais, mais concretamente na obra literária de Dan Simmons (2007), com a adição de elementos sobrenaturais para apimentar a narrativa.

Recomendo seriamente que invistam tempo em The Terror, que oferece algo diferente e muito focado na componente psicológica.

The Walking Dead T.5

Rick e o grupo decidem realizar a viagem para Washington, na perspectiva de ajudar Eugene a salvar o Mundo do apocalipse zombie. No entanto, as dificuldades serão muitas, com particular destaque para um ataque dos sobreviventes de Terminus. Vão existir mortes e adições ao grupo, como tem sido frequente ao longo das temporadas, mas parece-me importante destacar o Padre Gabriel Stokes, uma personagem enigmática e que traz algo novo para o enredo.

Quando o cenário aparenta ser o mais negro possível, com escassez de comida e água, um inesperado visitante faz-lhes a proposta de integrar a comunidade de Alexandria, uma cidade fortificada e que apresenta os recursos necessários para garantir a sobrevivência do grupo.

Como sempre, surgem os problemas pessoais, os dilemas morais e criam-se facções, que podem levar à quebra da estabilidade nesta pacata cidade. Essencialmente, somos confrontados com o facto de os habitantes de Alexandria não estarem preparados para o mundo actual, sobretudo com a necessidade de tomar decisões em função do que é melhor para o todo.

A temporada conclui com a chegada de Morgan à cidade e com a mudança de atitude nos líderes de Alexandria, antevendo grandes alterações na narrativa. E confesso que estou curioso para saber como Michonne e Sasha vão superar alguns dos dilemas morais e psicológicos que enfrentam.