Highschool of the Dead T.1

Este anime é baseado na manga de Daisuke Satō e conta a história de sobrevivência dum grupo de jovens, após uma epidemia zombie. A narrativa tem início na escola de Fujimi, que é atacada por uma horda de infectados. É nesta fase que somos apresentados a Rei Miyamoto e Takashi Komuro, que se vê forçado a matar o seu melhor amigo Hisashi, após este ter sido mordido.

Segue-se uma luta frenética, com o intuito de abandonar a escola, que irá juntar o resto do grupo, mais concretamente os alunos Saeko Busujima, Saya Takagi, Kohta Hirano e a enfermeira Shizuka Marikawa. Há uma clara tentativa de aligeirar o tom da série, com humor tipicamente nipónico, aliado a uma sexualidade que chega a roçar o erótico nalgumas cenas.

HOTD vai apelar apenas a um público alvo muito específico mas, no geral, consegue captar a atenção, sobretudo com as lutas épicas e as formas desproporcionadas das heroínas femininas. Existem inúmeros clichés, que aliados a alguns episódios menos conseguidos podem retirar alguma força ao binge watching mas a inclusão de Alice Maresato consegue reavivar a narrativa, dado que responsabiliza a equipa e os foca na missão de chegar à residência de Saya Takagi.

Os últimos quatro episódios são muito interessantes, deixando um final em aberto e que um dia pode vir a ser explorado, face ao seu claro potencial. Tanto quanto tenho conhecimento, não existem planos para uma segunda temporada, embora tenha sido lançado uma OVA em 2011.

Caso tenham Netflix, sugiro que invistam algum tempo nesta série e que partilhem o vosso feedback.

Gantz: 0

Uma vez mais, trago-vos um filme, realizado por Yasushi Kawamura, baseado numa manga de sucesso. A escolha recaiu na obra de Hiroya Oku, que envolve uma estranha esfera negra, apelidada de Gantz, que promove um jogo cujo objetivo é sobreviver. O que ainda não sabem, é que os jogadores são recrutados aquando da sua morte e que os seus adversários são demónios e estranhas criaturas oriundas de outros planetas ou dimensões. Para complicar ainda mais este cenário, estas batalhas ocorrem em cidades repletas de habitantes, em que a violência atinge proporções massivas.

Nos noventa minutos de filme, vamos acompanhar a batalha de Osaka e a luta pela sobrevivência de Masaru Kato, que tenta desesperadamente garantir a vitória, de forma a poder ressuscitar. A narrativa é envolvente, criando os alicerces necessários para nos preocuparmos com as personagens. Vamos sendo progressivamente informados das condições deste jogo, que é cruel mas permite ressuscitar quem atingir os 100 pontos, algo que ocorre quando derrotam o BOSS final.

Os equipamentos disponíveis variam consoante a pontuação alcançada em jogos anteriores, o que representa uma desvantagem para o nosso “herói”, que apenas tem uma arma de partículas. Todas as lesões que ocorrerem são curadas, desde que o jogador esteja vivo no momento em que o objetivo final é alcançado. E é com esta premissa que somos lançados nas ruas de Osaka, com batalhas intensas, repletas de sangue e mortes constantes. A animação está muito bem conseguida e no global, consideramos Gantz: O uma experiência interessante e que recomendamos.

Para terminar, apenas destacar a soberba banda sonora, que se ajusta de forma perfeita ao filme, assim como a qualidade da animação, que apresenta um realismo e atenção ao pormenor verdadeiramente digna de registo. Se são fãs da manga ou apenas do anime, gostaria imenso de ouvir a vossa opinião acerca do filme, que tem recolhido críticas muito positivas.

Attack on Titan T.1

Attack on Titan é o responsável pelo meu regresso ao anime, em consequência do excelente feedback que recolhi ao longo destes meses. O sucesso da manga (Shingeki no Kyojin) impulsionou e muito as aventuras de Eren Yeager e Mikasa Ackerman, dois jovens que se alistam nas forças militares para combater os Titãs, gigantescas criaturas humanóides sedentas de sangue.

Incapazes de travar o avanço destas criaturas, a Humanidade constrói muralhas impenetráveis, com o dobro da altura dos Titãs, garantindo um período de paz que dura há 107 anos. Existem três grandes zonas, rodeadas por muralhas (Maria, Rose e Sina), que albergam os sobreviventes. A sociedade é estratificada, sendo composta em termos militares pela Polícia Militar (que tem como dever proteger o Rei), a Guarnição (que patrulha e defende as muralhas) e o Corpo de Exploração (equipa responsável por missões no exterior da muralha).

Inesperadamente, a muralha Maria (de 50 metros de altura) é parcialmente destruída, por um Titã Colossal, uma criatura com 60 metros, algo que nunca tinha sido registado. Rapidamente, o distrito de Shiganshina é destruído, originando um massacre, com milhares de baixas. Eren e Mikasa conseguem escapar, mas ficam marcados para sempre ao assistirem à morte da própria mãe, que é engolida por um Titã. A partir deste momento, ambos tomam a decisão de lutar e aniquilar o maior inimigo da Humanidade, alistando-se nas forças militares.

A narrativa aborda partes da infância dos nossos heróis, assim como o treino intensivo de que são alvo, no sentido de formar cadetes e integrá-los nas forças militares acima mencionadas. Sabe-se igualmente que os dez melhores poderão escolher a força onde desejam servir, o que é uma grande honra, dado que a maioria opta pela Polícia Militar, que se encontra mais longe dos Titãs e com maior comodidade.

Vamos tendo algumas situações cómicas e outras que apesar de aleatórias, farão todo o sentido com o avançar dos episódios. No final da recruta, Eren Yeager continua com ideia de integrar o Corpo de Exploração, algo que é considerado suicida, face ao perigo de sair para lá das muralhas. Inesperadamente a muralha Rose é atacada novamente pelo Titã Colossal, originando uma batalha épica no Distrito de Trost, em que pela primeira vez aparece um Titã inteligente e que aparenta estar do lado da Humanidade, ajudando na batalha, que termina pela primeira vez com uma derrota dos Titãs.

Sem colocar muitos spoilers, depreendemos que Eren foi alterado geneticamente pelo seu Pai, conseguindo-se transformar em Titã, o que gera um conflito de interesses, com duas facções opostas. Após um complexo Tribunal Militar, a custódia de Eren é cedido ao Corpo de Exploração, que tem como missão ajudar o nosso herói a controlar os seus poderes e garantir que não representa uma ameaça para a Humanidade.

A temporada termina com uma missão fora da muralha, em que nos vamos deparar com uma Titã Feminina, que parece igualmente ser controlada por um humano. Seguem-se batalhas tremendas, com derrotas sucessivas dos humanos, mas, uma vez mais, é Eren que acaba por ser decisivo, garantindo a derrota desta poderosa inimiga. A segunda temporada estava prevista para este ano, mas sofreu um atraso, sendo provável apenas em 2017 ou 2018, o que é uma pena.

Attack on Titan é um anime excelente, com bom desenvolvimento de personagens e um conceito inovador. Tem igualmente a vantagem de grande parte da narrativa permanecer um mistério, deixando inúmeras questões por responder. Sugiro que acompanhem via Netflix e em breve saberemos certamente mais acerca dos criadores dos Titãs e qual o motivo para existirem humanos aliados a estes verdadeiros destruídores da Humanidade.