Gantz

Kei Kurono é um adolescente que apresenta as inseguranças e o interesse pelo sexo oposto típico da sua idade. No entanto, tem uma atitude passiva e despreocupada, algo que contrasta com a sua postura enquanto criança.

Um dia, reencontra no metro um amigo de infância,  Masaru Kato, envolvendo-se numa tentativa de salvar a vida a um sem-abrigo, que caiu na linha. Tudo corre da pior forma possível, originando a morte de ambos.É desta forma que somos introduzidos a Gantz, uma estranha esfera negra, que coloca humanos aparentemente falecidos num cenário de batalha, em que necessitam de matar alienígenas para garantir o seu regresso ao mundo dos vivos.

A premissa é no mínimo intrigante, colocando uma série de estranhos,  que passaram pela mesma experiência de morte, num cenário em que necessitam de cooperar para alcançar o objetivo do jogo.

Ao bom estilo nipónico, existe uma influência gigante da cultura pop, aliado a conteúdos claramente sexuais, que convertem as duas temporadas de Gantz numa experiência diferente, mas que claramente não é para todos os gostos. São explorados inúmeros dilemas morais, que colocam os nossos heróis em situações de stress máximo, com uma pitada de humor constante.

Gosto particularmente das cenas de batalha, com imprevistos constantes e sobretudo do desenvolvimento de personagens,. que terão de lidar com a perda e, em muitos casos, realizar o sacrifício máximo. O  anime não explora tanto o universo Gantz como a manga, mas partilha as premissas necessárias para que consigamos compreender as regras do jogo e ansiar pelo sucesso da equipa de humanos.

Caso sejam assinantes do Netflix, sugiro que deem uma oportunidade à obra de Hiroya Oku, que foi adaptada para anime por Ichiro Itano.

Gantz: 0

Uma vez mais, trago-vos um filme, realizado por Yasushi Kawamura, baseado numa manga de sucesso. A escolha recaiu na obra de Hiroya Oku, que envolve uma estranha esfera negra, apelidada de Gantz, que promove um jogo cujo objetivo é sobreviver. O que ainda não sabem, é que os jogadores são recrutados aquando da sua morte e que os seus adversários são demónios e estranhas criaturas oriundas de outros planetas ou dimensões. Para complicar ainda mais este cenário, estas batalhas ocorrem em cidades repletas de habitantes, em que a violência atinge proporções massivas.

Nos noventa minutos de filme, vamos acompanhar a batalha de Osaka e a luta pela sobrevivência de Masaru Kato, que tenta desesperadamente garantir a vitória, de forma a poder ressuscitar. A narrativa é envolvente, criando os alicerces necessários para nos preocuparmos com as personagens. Vamos sendo progressivamente informados das condições deste jogo, que é cruel mas permite ressuscitar quem atingir os 100 pontos, algo que ocorre quando derrotam o BOSS final.

Os equipamentos disponíveis variam consoante a pontuação alcançada em jogos anteriores, o que representa uma desvantagem para o nosso “herói”, que apenas tem uma arma de partículas. Todas as lesões que ocorrerem são curadas, desde que o jogador esteja vivo no momento em que o objetivo final é alcançado. E é com esta premissa que somos lançados nas ruas de Osaka, com batalhas intensas, repletas de sangue e mortes constantes. A animação está muito bem conseguida e no global, consideramos Gantz: O uma experiência interessante e que recomendamos.

Para terminar, apenas destacar a soberba banda sonora, que se ajusta de forma perfeita ao filme, assim como a qualidade da animação, que apresenta um realismo e atenção ao pormenor verdadeiramente digna de registo. Se são fãs da manga ou apenas do anime, gostaria imenso de ouvir a vossa opinião acerca do filme, que tem recolhido críticas muito positivas.