Lego Batman Movie

Após uma participação memorável em The Lego Movie, Batman está de regresso para uma aventura exclusivamente dedicada a Gotham City e ao melhor detective do Mundo. A narrativa apresenta-nos um Bruce Wayne perfeitamente confortável no seu papel de herói solitário, sem necessidade de ligações emocionais de qualquer tipo.

A acção inicia-se com uma batalha épica, em que vários vilões se unem sob a liderança do inimitável Joker, na tentativa de conquistar a cidade. Escusado será dizer que Batman supera este desafio mas comete o erro de minimizar os seus inimigos, que acabam por se entregar ás autoridades, com o objetivo de serem enviados para a Zona Fantasma, onde poderão libertar os mais perigosos vilões da História.

Paralelamente, Bruce vai adoptar um jovem orfão (Dick Grayson), que se vai converter no seu parceiro na luta contra o crime. Outro ponto de interesse da narrativa é a reforma do Comissário Gordon, que é substituído pela sua filha, Barbara, que pretende uma parceria distinta entre as forças policiais e Batman.

Estamos perante um excelente filme, com um casting soberbo e que consegue equilibrar os momentos cómicos com a cultura geek. O leque de inimigos libertados pela zona fantasma é fenomenal, com destaque para os Daleks, Sauron, Agent Smith, Voldemort e King Kong. A banda sonora é igualmente digna de registo, num projecto que no global é soberbo.

Recomendo vivamente que invistam 104 minutos neste filme, que tem o selo de qualidade do Portal Pessoal.

Batman v Superman: Dawn of Justice

Zack Snyder foi o escolhido para trazer ao grande écran a batalha épica entre os dois super-heróis mais populares da DC. Henry Cavill regressa como Clark Kent, cabendo a Ben Affleck a dura tarefa de substituir Christian Bale como Batman.

Confesso que nunca me senti particularmente entusiasmado com o projecto, sobretudo a partir do momento em que foram confirmadas algumas decisões a nível de casting. Snyder conquistou-me com o seu trabalho em 300 e Watchmen, mas na minha opinião, falha redondamente neste filme, nunca atingindo um patamar digno para o título que ostenta. A narrativa é demasiado simples, repleta de falhas e na maioria dos casos, terrivelmente previsível.

Ben Affleck retrata um Batman angustiado e revoltado, que é consumido por um sentimento de impotência face ao poder quase ilimitado do Super-Homem. Existem várias sequências que tentam justificar esse estado de espírito ao espectador, uma dinâmica utilizada em Man of Steel e que nada acrescenta à narrativa. No entanto, este filme tem alguns diálogos que considero interessantes, dado que abrem a porta a histórias como Injustice, assim como a vilões (Darkseid). É por demais evidente que Dawn of Justice serve de introdução à Liga da Justiça, que necessita que os próximos filmes sejam muito fortes para ter alguma hipótese de sucesso comercial.

Contem com breves menções a Flash, Aquaman e Cyborg, que são apelidados de Meta-Humanos e com a aparição de Diana Prince em toda a sua glória, convertendo-se numa agradável surpresa ao longo do filme. Pessoalmente, os pontos mais positivos são as interpretações de Gal Gadot e Jesse Eisenberg, embora tenha de reconhecer que Ben Affleck é convincente no papel deste Batman.

No global, Dawn of Justice é um filme mediano e que foi de encontro ás minhas (baixas) expectativas. Faltam pontos de interesse na narrativa e o vilão escolhido (Doomsday) merecia um tratamento bem mais épico. As cenas de acção são excelentes, conseguindo retratar o poder colossal do Super-Homem e Wonder-Woman, sem diminuir a estratégia e intelecto de Batman. Uma nota de rodapé para a presença de Jeremy Irons no papel de Alfred, que confere um toque de classe ao filme.

Gotham T.1

As prequelas têm tido uma vida complicada no que concerne a séries de TV mas desde o primeiro episódio que Gotham se tem revelado uma agradável surpresa. A narrativa inicia com a chegada de um jovem detective (Jim Gordon) à GCPD, uma instituição corrupta e repleta de vícios, numa cidade dominada por dois criminosos: Maroni e Falcone.

Rapidamente concluímos que Jim terá que se adaptar e encontrar forma de tomar as rédeas da cidade, subvertendo alguns dos seus princípios para o fazer. Paralelamente somos apresentados à tragédia que se abate sobre a família Wayne, que será o primeiro grande caso de Gordon e que terá consequências vitais para o surgimento de Batman.

Com o avançar dos episódios vamos conhecendo Catwoman, Penguin, The Riddler, Poison Ivy, Joker, Two Face, Scarecrow e muitos mais, numa fase embrionária, mas esse é precisamente o encanto da narrativa, que está muito bem estruturada e com mudanças inesperadas.

Existe igualmente um misto de acção, com tiroteios e perseguições constantes e um desenvolvimento de personagens como Bullock, Fish Mooney  e o inevitável Alfred. Pelo meio, a investigação de Bruce Wayne à morte dos pais vai decorrendo, apontando para uma conspiração que envolve elementos de topo na Wayne Industries.

Confesso que gostei imenso da primeira temporada, que me cativou pela narrativa densa e estruturada, que faz ligação a muito do que se irá passar mais tarde com o aparecimento de Batman. E ainda temos o bónus de ficar a conhecer a génese da maior parte dos vilões do “melhor detective do mundo”. Recomendo sem hesitação e preparem-se porque em Outubro teremos a segunda temporada disponível.