Vixen

Há alguns anos que a DC disponibiliza excelentes filmes e séries de animação. O mais recente projecto é Vixen, que nos apresenta a história de Mari McCabe, uma órfã de Zambesi que acaba por ser adoptada por uma família em Detroit.

A narrativa decorre no presente, numa fase em que Mari começa a descobrir os poderes do colar que lhe foi deixado pela sua mãe biológica. Com a ajuda do Professor MacAlester, os segredos do Tantu Totem começam a ser desvendados, o que lhe permite aceder aos poderes do reino animal (força de um gorila, velocidade de uma chita, etc).

Um dos pontos mais interessantes é o facto de estar enquadrado no Arrowverse, ou não fosse Marc Guggenheim, produtor de Arrow, um dos escritores. Assim sendo, temos a participação de Arrow, Flash, Cisco, FireStorm, Felicity, Atom e Black Canary, que recebem as vozes originais dos actores das respectivas séries de TV.

No que diz respeito a Vixen, temos um filme com qualidade, com bom desenvolvimento de personagens e que assenta na batalha entre Mari e a sua irmã Kuasa, que vão reencontrar Benatu Esh, um inimigo comum que remonta ás origens de ambas.

Altamente recomendado para quem é fã de animação e banda desenhada.

Lego Batman Movie

Após uma participação memorável em The Lego Movie, Batman está de regresso para uma aventura exclusivamente dedicada a Gotham City e ao melhor detective do Mundo. A narrativa apresenta-nos um Bruce Wayne perfeitamente confortável no seu papel de herói solitário, sem necessidade de ligações emocionais de qualquer tipo.

A acção inicia-se com uma batalha épica, em que vários vilões se unem sob a liderança do inimitável Joker, na tentativa de conquistar a cidade. Escusado será dizer que Batman supera este desafio mas comete o erro de minimizar os seus inimigos, que acabam por se entregar ás autoridades, com o objetivo de serem enviados para a Zona Fantasma, onde poderão libertar os mais perigosos vilões da História.

Paralelamente, Bruce vai adoptar um jovem orfão (Dick Grayson), que se vai converter no seu parceiro na luta contra o crime. Outro ponto de interesse da narrativa é a reforma do Comissário Gordon, que é substituído pela sua filha, Barbara, que pretende uma parceria distinta entre as forças policiais e Batman.

Estamos perante um excelente filme, com um casting soberbo e que consegue equilibrar os momentos cómicos com a cultura geek. O leque de inimigos libertados pela zona fantasma é fenomenal, com destaque para os Daleks, Sauron, Agent Smith, Voldemort e King Kong. A banda sonora é igualmente digna de registo, num projecto que no global é soberbo.

Recomendo vivamente que invistam 104 minutos neste filme, que tem o selo de qualidade do Portal Pessoal.

Wonder Woman

Com o aproximar da estreia de Justice League, a minha apreensão aumenta, fruto de projectos pouco conseguidos e inexistência de filmes que nos apresentem os restantes membros da equipa. A minha derradeira esperança residia em Gal Gadot, que me impressionou nos poucos minutos em que entrou no filme Batman vs Superman.

Wonder Woman conta-nos a história de Diana, a Princesa de Themyscira e a sua necessidade de combater Ares, libertando a Humanidade para uma nova era de paz. Começamos por viajar até aos primórdios da infância da nossa heroína, do treino que recebe por parte de Antiope e da relação que mantém com a sua mãe, a Raínha Hippolyta.

As cenas na Ilha são soberbas, demonstrando côr e beleza, que contrasta com tudo o que se passa ao redor da mesma. Gostei francamente do primeiro acto, que faz uma introdução relevante e focada no que vai suceder a partir desta fase. Decorre a Primeira Grande Guerra Mundial e durante uma perseguição com os alemães, o avião do Capitão Steve Trevor é abatido, caindo dentro da barreira que protege a Ilha.

Após ser resgatado por Diana, e em seguimento de uma batalha na praia, as amazonas derrotam os invasores alemães, embora sofram baixas importantes. Trevor possui informações confidenciais que podem derrotar o inimigo e a nossa heroína parte com ele para Londres, com o objetivo de ir para a frente da guerra e derrotar Ares, o Deus da Guerra.

A introdução de Diana ao mundo do Homem é hilariante, proporcionando momentos épicos. As cenas de acção estão muito bem coreografadas e as personagens de Sameer, Charlie e The Chief são um bom complemento à equipa. Do lado dos vilões, gostei particularmente de Dr. Maru e Ludenforff, embora a batalha final esteja longe de ser brilhante.

Para terminar, é importante salientar que Wonder Woman é o melhor filme da DC desde a trilogia de Nolan. O casting, o guião e sobretudo a interpretação de Gadot e Pine são fantásticas, catapultando o filme para um nível elevado. Resta saber se será suficiente para tornar a Liga da Justiça em algo interessante.