Glass Onion: A Knives Out Mystery

Miles Bron, o CEO da empresa de tecnologia Alpha, organiza um jogo de mistério na sua ilha privada, durante o pico da pandemia. Os convidados são os seus cinco amigos mais chegados e Benoit Blanc, o nosso investigador privado favorito. O grupo é composto por um cientista (Lionel), um governador (Claire), uma designer de moda (Birdie), a co-fundadora da empresa (Andi) e um streamer (Duke).

A ligação entre as personagens vai sendo partilhada de forma inteligente, ao longo da narrativa, revelando uma teia de mistério que resultará no assassinato de um dos presentes. A componente humorística continua presente, complementando a narrativa, que é na minha opinião o ponto mais forte desta aventura.

No segundo acto vamos tomar conhecimento da história de Glass Onion, que está ligado de forma profunda a todos os eventos que ocorrem e, uma vez mais, temos um elenco de peso, em que se destacam Daniel Craig, Edward Norton, Kate Hudson, Jessica Henwick, Dave Bautista, Leslie Odom Jr Ethan Hawke.

Gostei particularmente do segundo acto, em que Blanc resolve o crime associado ao jogo de mistério no espaço de segundos. Edward Norton é, na minha opinião, o grande destaque a nível de interpretações, num filme que apresenta uma narrativa envolvente e que garante 139 minutos de pura diversão.

Não vou obviamente divulgar o desfecho, mas penso que ficarão agradavelmente surpreendidos com o resultado final.

Mediano
70%

Glass

Dezanove anos depois, chega finalmente ao fim a trilogia da autoria de M. Nigh Shyamalan. Unbreakable foi uma agradável surpresa, em que fomos apresentados a Elijah Price e David Dunn, que se converteram em vilão e herói respetivamente.

Split saiu em 2016, adicionando á narrativa Wendell Crumb, a peça em falta para criar o triângulo necessário para esta verdadeira batalha de titãs.

Em termos cronológicos, Glass ocorre três semanas após os eventos do filme anterior. David, que agora é conhecido como The Overseer, encontra-se em patrulha pelo bairro, quando encontra Wendell Crumb. Ao segui-lo, encontra um grupo de quatro cheerleaders, que acaba por salvar, antes de iniciar uma batalha épica com The Beast.

Ambos acabam por ser capturados pela Dra Ellie Staple, que os leva para o Instituto de Raven Hill. O diagnóstico é um distúrbio de “complexo de grandeza”, algo que pode ser curado, caso ambos os pacientes admitam essa possibilidade. Coincidência, ou não, Elijah Price é outro dos pacientes ao cargo da Dra Staple, que aparenta ter uma agenda oculta.

Os quartos onde David e Kevin estão detidos apresentam medidas de segurança que utilizam o ponto fraco de ambos, como forma de controlo. Paralelamente, a mãe de Elijah, o filho de David e Casey, a sobrevivente de Split, juntam esforços no sentido de convencer a Dra Staple que os super-heróis existem.

Com o decorrer da narrativa, depreendemos que Elijah não está catatónico mas sim a elaborar um plano de fuga, em que necessita da colaboração de The Beast. Em termos de detalhe, fico por aqui, de forma a evitar spoilers.

Glass tem um potencial enorme mas o terceiro acto está longe de me convencer, apesar de ter algumas boas ideias. Esperava mais da batalha final entre The Overseer e The Beast, mas tenho noção que o orçamento (20 milhões) coloca limitações claras em termos de impacto visual.

O filme termina com o Mundo a tomar conhecimento que os super-heróis existem, mas no geral, é o pontos mais baixo da trilogia. Para os fãs de Unbreakable e Split, a recomendação é evidente mas preparem-se para alguma desilusão, apesar da premissa ser absolutamente fantástica.

Mediano
69%