The Arrow T.4

Como sabem, levei muito tempo até seguir com atenção as aventuras de Oliver Queen, embora reconheça que as duas primeiras temporadas são de facto muito interessantes. Por esse motivo, encarei com alguma relutância esta nova temporada, dado que me parecia “ser mais do mesmo”.

Damien Darhk é um extraordinário vilão, mas tem aparições ocasionais ao longo da temporada, o que retira emoção e envolvimento ao espectador. Grande parte da narrativa é dedicada aos relacionamento entre Diggle e o seu irmão, assim como de Felicity e Oliver. Temos breves aparições de Constantine e flashbacks recorrentes da Ilha, que envolvem Taiana e Baron Reiter, mas no global a temporada é muito pobre em termos de ideias.

Darkh tenta implementar o projecto Genesis, que consiste em lançar ogivas nucleares sobre o planeta, garantindo apenas a sobrevivência dos membros seleccionados, que teriam a missão de repopular a Terra. Pelo meio, temos a dissolução da Liga de Assassinos, a morte de um dos membro da equipa e um crossover com Legends of Tomorrow, que falham em dar nova vida à série.

Nem o episódio final consegue dar alguma satisfação, apesar de ter alguns momentos interessantes e que podem ter impacto na temporada seguinte. Pessoalmente, considero esta a mais fraca das temporadas, apesar de ter um dos melhores vilões, o que é no mínimo estranho. Penso que tentaram seguir em demasiadas direcções e com o passar dos episódios acabaram por estagnar a narrativa em algo que deveria ser secundário (evitar spoilers).

Confesso que não estou particularmente entusiasmado para o regresso do Green Arrow e já vi séries serem canceladas por muito menos…

Agents of S.H.I.E.L.D. T.3

Começo por salientar que esta é a minha temporada preferida da série, em muito pela adição dos inHumans à narrativa. Inicialmente, estava relutante, dado que Grant Ward se mantinha como vilão principal, pela segunda temporada consecutiva mas a realidade é que funcionou.

Hive foi uma extraordinária lufada de ar fresco, trazendo algo diferente e que faltou nas duas temporadas anteriores. Dito isto, nem tudo foi perfeito, sobretudo com as saídas que se verificaram (sem spoilers), que retiraram alguma dinâmica à equipa. Sinceramente, esta terceira temporada fica marcada por essas alterações, mas a realidade é que a acção melhorou substancialmente nos últimos dez episódios, terminando de forma satisfatória, embora com várias pontas soltas.

Digno de realce é a história que envolve Gideon Malick e Ward, a ascensão ao poder de Hive e a utilização de inHumans como Giyera, Lash e Lincoln ,que acabam por ter um papel importante no desfecho final.

Fico a aguardar com entusiasmo para saber qual o rumo que a quarta temporada vai seguir, nomeadamente para confirmar quem serão os vilões e se teremos novamente anti-heróis na narrativa. Gostaria imenso de ver o regresso de Elena Yo-Yo Rodriguez, assim como de Radcliffe, que se revelaram duas excelentes adições. Poderá Daisy ser a vilã da nova temporada? Quem é o novo Director da SHIELD? Continuaremos a ter inHumans na equipa?

Todas estas questões são pertinentes e terão respostas brevemente, com o regresso de Coulson e Companhia. Até lá, resta-nos esperar pacientemente. (Tic Tac, Tic Tac)