The Mandalorian T.3

A terceira temporada vai explorar em pormenor a cultura e crenças religiosas desta orgulhosa raça. Os primeiros episódios retomam os eventos da temporada anterior, em que Din Djarin tenta redimir-se perante o seu clã, ao banhar-se nas águas das minas de Mandalore.

Como é habitual nestes artigos, vou evitar os spoilers mas contem com muita ação, aliado ao ressurgimento de personagens icónicas como Greef Karga, Dr Phershing, Carson Teva e Ragnar Vizsla. Esta temporada incorpora episódios excelentes mas tem igualmente alguma polémica, sobretudo na aventura em Plazir-15, que acaba por funcionar como uma missão paralela.

A mitologia em redor do Mythosaur e consequente simbolismo é um ponto relevante destes episódios, que culminam num batalha épica com um vilão do passado. Adicionalmente, a narrativa divide-se entre as aventuras do duo composto por Djarin e Grogu e o arco redentor de Bo-Katan Kryze.

Esta é, na minha opinião, uma temporada competente, que se foca numa temática muito próxima do meu coração (Mandalore), embora não atinja o patamar de excelência dos episódios iniciais. Dito isto, tenho a certeza que será uma excelente escolha para quem é fã do universo Star Wars.

E para terminar, serei eu o único entusiasmado com a menção do Shadow Council e de Grand Admiral Thrawn?

The Mandalorian T.2

A primeira temporada foi uma extraordinária surpresa, elevando a fasquia e a exigência dos fãs. Jon Favreau e Dave Filoni aceitaram o desafio e criaram uma segunda temporada que conseguiu superar todas as minhas expectativas.

O primeiro episódio coloca o nosso bounty hunter preferido numa batalha (épica) contra um Krayt Dragon, que culmina na obtenção de um item que moldará os eventos futuros da narrativa. Sem colocar spoilers, posso adiantar que a Razor Crest vai sofrer imenso nos episódios seguintes, especialmente numa missão em que Din Djarin terá de garantir a sobrevivência dos descendentes de Frog Lady.

A interligação entre as diversas séries do universo Star Wars continua a ser uma realidade, com a participação de Bo-Katan e Ahsoka Tano, para além de outros, que vou manter no anonimato. Tomamos igualmente conhecimento que Moff Gideon pretende estudar o sangue de The Child, alegadamente pelas suas propriedades únicas e a contagem rara de midi-chlorians que ostenta.

Ahsoka consegue estabelecer uma ligação à Força com a criança, revelando que o seu nome é Grogu e instrui Mando a deslocar-se ao tempo Jedi de Tython, para que possa encontrar um mestre disposto a treiná-lo. É nesta fase que uma série de eventos culmina numa batalha entre as forças de Gideon e Mando, que irá contar com a preciosa (e inesperada) ajuda de dois aliados poderosos.

Grogu acaba por ser raptado pelos Dark Troopers, uma unidade especial de dróides criados pelo Dr. Pershing e que são praticamente indestrutíveis. Os dois derradeiros episódios desta temporada abordam a preparação da missão de resgate, em que Mando recruta a ajuda de Bo-Katan, Koska Reeves, Cara Dune e os dois aliados que referi anteriormente.

Após um confronto brutal a bordo do cruzador imperial, os nossos heróis conseguem prevalecer, graças a uma ajuda inesperada, que muito possivelmente conclui o arco narrativo que envolve Grogu. A temporada termina num impasse, mas com claros indícios que irá focar-se na recuperação do planeta Mandalore. Confesso que gostaria imenso que o caminho seguido envolvesse a Death Watch e alguns dos eventos que ocorrem em Clone Wars.

Esta série é, sem dúvida, uma lufada de ar fresco, trazendo de volta a emoção ao universo Star Wars, após duas trilogias menos conseguidas. À data, temos confirmação de que a terceira temporada estreia em dezembro de 2021, embora estejam planeados inúmeros projectos para os próximos anos.

The Mandalorian T.1

No início de setembro subscrevi a Disney+, com o intuito de rever muito do catálogo da Pixar e Marvel, mas com o objetivo principal de acompanhar The Mandalorian, o mais recente projeto do Universo Star Wars, que cronologicamente situa-se cinco anos após os eventos de Return of the Jedi.

A narrativa é simples e descreve as aventuras de Din Djarin, mais conhecido como Mando, um caçador de recompensas que é confrontado com um dilema profissional, convertendo-o no guardião de The Child, uma criatura muito semelhante a Yoda e que aparenta ter ligação à Força.

Ao longo dos episódios vamos conhecendo a cultura dos Mandalorian e acompanhando as aventuras de Djarin, que é forçado a aceitar missões secundárias, como forma de sobrevivência. O que mais aprecio é o feeling de western espacial, em que o herói solitário vai superando desafios e encontrando aliados para uma batalha final, que ocorre nos dois últimos episódios da primeira temporada.

As personagens de Greef Karga, Kuiil, IG-11 e Cara Dure são essenciais para o desfecho final, assim como para lançar a premissa para a segunda temporada, que irá estrear no próximo mês de novembro. E como em qualquer narrativa que se preze, o vilão (Moff Gideon) é simplesmente soberbo.

A Disney tem acertado pouco nos últimos anos, no que diz respeito ao universo Star Wars (com excepção de Rogue One e The Clone Wars) mas tem nesta série um diamante por lapidar, que pode vir a converter-se numa referência essencial. Jon Favreau faz um trabalho extraordinário, conseguindo que o espectador crie laços de proximidade com as personagens, o que é essencial para o sucesso de qualquer projeto.

Recomendo sem hesitação que invistam tempo nos oito episódios de The Mandalorian, independentemente de serem fãs de Star Wars. Acreditem quando vos digo que não vão sentir-se desapontados.