Star Wars: Tales of the Jedi

Esta primeira antologia do universo Star Wars foca-se em dois Jedi: Ahsoka Tano e Dooku. Os primeiros três episódios focam-se na história de origem de Ahsoka, iniciando com o seu nascimento e primeiro ano de vida entre os Togruta. Desde muito nova que existe uma ligação à Força, algo que é explorado de forma brilhante, no primeiro episódio.

O segundo episódio foca-se no seu treino enquanto Padawan de Anakin, que cria um treino praticamente impossível, no sentido de a preparar para qualquer imprevisto no campo de batalha. Ironicamente, será este momento que se revela fundamental aquando da ordem 66, em que se vê rodeada de clones, contando apenas com o apoio de Rex.

O derradeiro episódio ocorre após a morte de Padmé, em que a nossa jovem Jedi tenta lidar com a perda da sua amiga, assim como do seu Mestre. Apesar da sua recusa em lutar, Ahsoka acaba por compreender que o Império Galáctico é uma ameaça que não pode ser ignorada e, de forma simbólica, acaba por pedir ajuda ao senador Organa, no sentido de integrar a Resistência.

No que diz respeito ao arco narrativo de Dooku, o foco vai para a Ordem Jedi, mais especificamente a forma como cumprem as ordens do Senado, sem questionar a sua lógica ou sentido de justiça. Lentamente, vamos assistindo à sua corrupção pelo lado negro, que culmina com uma batalha épica com a Mestre Yaddle.

Fica a sensação que vários dos eventos foram orquestrados por Sidious, precisamente para obter o resultado final que pretendia e que lança a premissa principal para o segundo filme das prequelas.

No global, este é um projecto muito interessante, que expande o universo Star Wars, sustentado por uma narrativa que desenvolve várias das personagens mais icónicas. Segue-se Tales of the Empire, que se focará em alguns membros do Império.

Echoes of the Jedi

Após o sucesso de Shards of the Past, temos finalmente o segundo episódio da saga. Para quem desconhece este projecto, recomendo que sigam o canal do Star Wars Theory, que é verdadeiramente incrível, sobretudo para os fãs da franquia.

Este universo não oficial explora uma realidade em que Mace Windu sobreviveu aos eventos do Episódio I, dando início a uma batalha épica contra o poderoso Darth Vader. O Império Galáctico subiu ao poder há cerca de oito meses e os Jedi tentam lutar contra o regime, numa tentativa de localizar e salvar os sobreviventes da Ordem.

Estamos perante um projecto que vive de donativos, pelo que é bastante provável que tenhamos de aguardar algum tempo pelo terceiro e derradeiro episódio desta saga. Mas até lá… aproveitem este vídeo incrível.

Bad Batch T.3

A terceira e derradeira temporada fecha o arco narrativo associado à Clone Force 99. A introdução da equipa ocorreu em Clone Wars e representou alguns dos episódios mais icónicos, o que aguçou o meu apetite para este spin off..

No entanto, apesar de uma primeira temporada muito forte, a qualidade foi diminuindo progressivamente, com acontecimentos que pouco contribuirampara o avanço da narrativa. Adicionalmente, o final parece-me algo apressado, com um ritmo que não se coaduna com os restantes episódios. É igualmente revelada a importância de Omega e alguns detalhes do Projeto Necromancer, que ficam muito abaixo das minhas expectativas.

No global, esta é a temporada mais fraca, embora termine com a destruição de Hemlock e do seu programa Clone X, em que reprogramava clones para serem assassinos. Existem alguns momentos que destaco, nesta temporada, tais como a participação de Fennec Shand e Asajj Ventress (sem spoilers), assim como o reaparecimento do Zillo Beast, que criam a ligação necessária ao universo Star Wars.

Existe um fecho de ciclo para a equipa, embora não seja claro o caminho que Crosshair e Wrecker tomaram. O mesmo não se aplica a Hunter, que concluiu o treino de Omega, que decide juntar-se à rebelião. Correm inclusivamente rumores que a sua personagem poderá ser introduzida em formato live action, num outro projeto Star Wars.

Em suma, diria que Bad Batch é uma recomendação para os fãs de Clone Wars. No entanto, é uma história isolada, que pode ser seguida, sem o conhecimento prévio dos eventos que ocorrem nas prequelas e na série de animação. Mas sem ser brilhante, parece-me justo salientar o fan service e as várias referências que ocorrem ao longo destes 47 episódios.

Como habitualmente, desafio os leitores a partilhar a sua opinião e, quem sabe, iniciar um debate interessante acerca de uma das minhas franquias de eleição.