War for Cybertron: Kingdom

Em seguimento dos eventos de Earthrise, os Autobots e os Decepticons despenham-se em zonas distintas do planeta. O primeiro episódio leva-nos à descoberta dos habitantes locais, que ostentam uma ligação com ambas as fações dos Transformers. O grande objetivo de Megatron passa por adquirir a Allspark e devolver a glória a Cybertron.

O alinhamento de interesses define as fações de forma clara, colocando os Maximals e os Predacons em rota de colisão. Kingdom é sem dúvida uma abordagem diferente do universo dos Transformers, assente numa premissa de distorção temporal, que cria uma geração distinta de robots.

Megatron continua a utilizar o Golden Disk para obter vantagem sobre Optimus Prime, que tenta regressar a Cybertron, a bordo da Ark. Uma vez mais, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos uma batalha final épica, com a presença de vários elementos “inesperados”.

Confesso que gostei imenso de Siege, mas considero que a qualidade foi decrescendo à medida que os capítulos seguintes foram lançados. Kingdom fecha este arco narrativo, mas não me cativou particularmente. No entanto, para quem já fez o investimento nesta série, diria que é essencial assistir ao desfecho da saga.

Seis Manos

Brad Graeber e Álvaro Rodriguez são os criadores desta aventura, que decorrer no México, mais especificamente em San Simon, no ano de 1970. O casting de voz é liderado por Mike Colter, Danny Trejo, Aislinn Derbez e Jonny Cruz , assente numa narrativa que envolve Isabella, Jesús e Silencio, três órfãos que estão a aprender artes marciais com o Sifu Chiu.

No primeiro episódio, temos igualmente a introdução de El Balde, o líder da organização criminosa que controla a pacata cidade. O elemento sobrenatural diz respeito ao ritual Santa Nucifera, em, que o consumo de um pó escuro confere invulgar capacidade física.

Começamos por acompanhar Domingo, um orfão que rouba uma manga no mercado e acaba no dojo de Sifu Chiu. Sem entrar em determinado pormenor, este momento é relevante, dado que vai criar a premissa sob a qual é construída a narrativa desta aventura.

Outra personagem relevante é o Agente Brister, da DEA, que é enviado para o México com a missão de desmantelar o cartel liderado por El Balde. Contem com muitas cenas de ação, em que as artes marciais são recorrentemente utilizadas, assim como um nível de violência que destaca Seis Manos dos restantes projetos de animação.

Vou obviamente evitar os spoilers, mas estamos perante uma série de qualidade, que garante entretenimento e empatia para com as personagens. O final, apesar de aberto, confere um desfecho a este arco narrativo. Lamentavelmente, até ao momento, não encontrei qualquer informação que valide os planos para uma segunda temporada.

Space Force T.2

A narrativa retoma os eventos da temporada original, em que os General Naird é alvo de um inquérito para avaliar as suas ações. Temos cenas caricatas ao longo dos depoimentos da equipa, com a habitual componente humorística mas tudo acaba por resolver-se, garantindo a manutenção do General na liderança do projeto Space Force.

Os episódios seguintes focam-se nas restrições orçamentais, que originam potenciais cortes e saídas da equipa. Paralelamente, temos uma visita da delegação chinesa, com o intuito de melhorar as relações internacionais após a missão na Lua e uma participação curiosa no Projeto Jupiter Europa, que terá consequências inesperadas.

O desenvolvimento de personagens é uma constante, com destaque para o divórcio de Naird, as decisões académicas de Erin e as opções de carreira do resto da equipa. A tensão entre o Dr Chan e a Capitã Angela Ali atingem o seu apogeu, levando à intervenção de F. Tony Scarapiducci, o que origina alguns dos momentos mais hilariantes da temporada.

O derradeiro episódio narra um ataque cibernético dos russos, que conseguem controlar satélites e os servidores da Space Force. A equipa do General Naird consegue evitar o pior cenário, retomando o controlo de forma bastante criativa, com base numa estratégia arrojada. A temporada termina num impasse, com a confirmação de um asteróide em rota de colisão com a Terra.

Space Force é uma série com um humor muito próprio, que pode não agradar a todos. No entanto, é um projeto que recomendo, restando neste momento confirmar se teremos uma terceira temporada.