Voltron Legendary Defender T.5

Esta temporada é composta por apenas seis episódios, em que vamos acompanhar as aventuras dos Paladinos de Voltron, que forjam uma (improvável) aliança com Lotor.

Pidge consegue finalmente localizar o seu pai, que foi aprisionado pelos Galra, sendo acordado uma troca de prisioneiros, que irá terminar numa batalha épica entre Voltron, Lotor e Zarkon. A partir deste momento e face ao desfecho, que vou manter em aberto, o Império Galra encontra-se fraturado, originando uma luta constante entre as várias fações existentes.

O momento fundamental desta temporada ocorre na cerimónia Kral Zera, em que os Galra elegem um novo líder, iniciando uma nova era de paz entre os Paladinos e os Galra.

Nos derradeiros episódios, vamos acompanhar uma aventura no planeta dos Olkari, que origina um estranho comportamento de Shiro e a temporada termina com a descoberta de Oriande, uma lenda dos Altean, em que estará armazenado todo o conhecimento e segredos de Alquimia.

São lançadas algumas premissas interessantes nesta temporada, que tem um ritmo frenético, resultado do escasso numero de episódios.

Veremos qual será o próximo passo de Haggar, que tem uma ligação inesperada a Lotor e irá certamente ser explorado o comportamento de Shiro, assim como a relação de Keith com Krolia, uma operacional da Blade of Marmora.

Record of Ragnarok T.1

A adaptação da manga Shuumatsu no Valkyrie chegou finalmente ao Netflix, dando origem a Record of Ragnarok. A narrativa tem início num Consílio dos Deuses, em que é decidida a extinção da Humanidade, resultado da sua incapacidade de melhorar enquanto espécie.

Para espanto geral, Brunhilde, a líder das Valquírias propõe uma solução diferente: Ragnarok, em, que Deuses e Humanos travarão 13 batalhas, pelo destino da Humanidade. Após alguma relutância, Zeus acaba por aceitar a proposta, dando início ao torneio, que terá fim quando uma das fações atingir as sete vitórias.

A premissa é simples e tem clara influência de anime como Saint Seiya e Dragon Ball. Claramente percebemos que o plano de Brunhilde é humilhar os Deuses, usando para tal as suas Valquírias, que irão unir-se enquanto arma com o lutador humano escolhido. Não vou colocar spoilers, mas posso adiantar que a primeira temporada tem três batalhas, que irão opor Thor, Zeus e Poseidon a Lü Bu, Adão e Sasaki Kojiro.

A vantagem dos Deuses é evidente, mas a ajuda das Valquírias equilibra a balança, levando a resultados inesperados e que reforçam a confiança da Humanidade. A primeira temporada termina com a introdução dos intervenientes da quarta batalha, Hércules e Jack o Estripador.

Record of Ragnarok é um anime que tem uma adaptação curiosa da mitologia. Perante a provável extinção da Humanidade, assistimos à luta pela vitória no torneio, que irá conferir um milénio de existência adicional para a raça humana. Gosto particularmente da forma como a arrogância divina vai diminuindo ao longo das batalhas, apesar da sua clara vantagem e superioridade. A personagem de Brunhilde é muito cativante, o que torna interessante as escolhas e estratégias aplicadas para nivelar a batalha com os Deuses.

Até ao momento, não está confirmada uma segunda temporada, mas caso tenham algum tempo livre, sugiro que vejam pelo menos os primeiros dois episódios para perceberem se é algo que vos possa interessar.

Crawl

O que podem ter em comum uma nadadora semi-profissional, um furacão de categoria 5 e uma casa na Florida? À partida nada, mas esta é a premissa deste filme, que narra a aventura de Haley Keller, uma jovem nadadora, que a pedido da sua irmã Beth, decide deslocar-se a casa do seu pai, durante uma tempestade tropical.

Seguindo a lógica da Lei de Murphy, tudo o que pode ocorrer para piorar a situação vai concretizar-se, deixando Haley e o seu Pai, Barry, numa luta pela sobrevivência. Contem com momentos de cortar a respiração, que envolve crocodilos e a subida do nível de água na cave onde se encontram aprisionados.

Gosto particularmente da componente de terror psicológico, que combina bem com a animosidade existente entre Pai e Filha. À medida que as probabilidades de sobrevivência vão reduzindo, nota-se uma clara mudança na postura de ambos, apostando na reaproximação como forma de redenção dos actos passados.

Saliento igualmente a constante adição de obstáculos, que gera uma empatia brutal para com o destino das personagens, o que torna ainda mais satisfatório o terceiro acto de Crawl. Está longe de ser um filme brilhante mas é, sem hesitação,  uma recomendação da minha parte.

Caso sejam subscritores do serviço, podem ver este filme através da plataforma Netflix.

Mediano
68%