The Last Kids on Earth T.2

A segunda temporada é composta por dez episódios e dá continuidade à batalha contra Rezzoch, a estranha entidade que parece disposta a tudo para destruir a cidade de Wakefield.

Os nossos heróis têm a tarefa de concluir o Bestiary, uma espécie de enciclopédia, que requer a essência de monstros, para que se converta numa poderosa arma de defesa. Jack irá contar com o apoio de Thrull, que se torna no seu mentor, o que irá criar alguns obstáculos à sinergia entre a equipa.

Há muito mais desenvolvimento de personagens nesta segunda temporada, assim como alguns twists interessantes, o que ajuda a criar empatia com os nossos quatro jovens heróis. Gosto igualmente da adição de personagens como Bardle, Skaelka e Chef, que se convertem numa mais valia em termos de narrativa.

Os momentos de humor e a abordagem leve continuam a ser uma característica da série, que apresenta um extraordinário casting a nível de voz, com destaque para nomes como Mark Hamill, Rosario Dawson, Bruce Campbell e Keith David.

A temporada termina com uma batalha épica mas deixa claramente em aberto a narrativa, que deverá ser retomada na terceira temporada, a estrear algures em 2021.

The Midnight Sky

George Clooney é o realizador e figura principal deste projeto Netflix, que se baseia na obra de Lily Brooks-Dalton. O Dr Augustine Lofthouse é um cientista que se encontra no Ártico, no ano de 2049,  quando um estranho evento apocalíptico ocorre no Planeta, irradiando o ar e forçando a raça humana a refugiar-se no subsolo.

Apesar da temática inerente de ficção científica, The Midnight Sky é um relato pessoal de um dos últimos sobreviventes da superfície do Planeta, que tenta desesperadamente alertar a tripulação da nave espacial Aether, a única e derradeira missão ativa da NASA, que se encontra de regresso à Terra após uma missão de dois anos na lua K-23, de Júpiter.

Ao longo da narrativa ocorrem diversos flashbacks, que servem para apresentar as personagens, embora o foco principal seja efetivamente o Dr Lofthouse. A bordo da Aether, os astronautas não têm qualquer conhecimento do evento e realizam as suas tarefas diárias, até uma avaria os desviar da trajectória, o que implicará algumas decisões complexas e que colocarão a sua segurança em causa.

Na estação do Ártico, Augustine acaba por encontrar uma menina de nome Iris, que se perdeu aquando da evacuação e aparenta não conseguir falar. Lentamente, a relação entre ambos vai evoluindo, servindo de redenção para Augustine, que claramente tem muitos remorsos pela forma como lidou com a sua filha no passado.

A narrativa alterna entre a missão da Aether e a corrida contra o tempo no Ártico, dado que o Dr Lofthouse toma a decisão de viajar até a uma estação meteorológica com capacidade de contactar a tripulação e impedir a sua entrada na atmosfera.

No global, o filme está bem conseguido e tem uma metáfora inerente, que faço questão de manter no anonimato. No que diz respeito a interpretações, George Clooney, David Oyelowo, Felicity Jones, Caoilinn Springal e Kyle Chandler são bastante competentes, apesar da narrativa ser algo previsível.

No entanto, posso assegurar que The Midnight Sky é uma sugestão a ter em conta para quem aprecia ficção científica focada na narrativa e nas emoções humanas da constante luta pela sobrevivência.

Mediano
69%

Christmas Chronicles 2

A estreia desta franchise foi uma agradável surpresa da Netflix, que aprovou uma sequela para este famigerado ano de 2020. A narrativa foca-se na vida familiar de Kate Pierce, que é agora uma adolescente, mas que continua  a ter muita dificuldade em lidar com a morte do seu pai, sobretudo numa fase em que a sua mãe está noutra relação amorosa.

O seu plano rebelde consiste em fugir das férias em família, acabando por ser envolvida num plano maquiavélico de Belsnickel, um duende que foi banido do Pólo Norte e da Cidade do Pai Natal, devido ao seu comportamento.

Goldie Hawn interpreta o papel de Mrs Claus e nesta aventura, Jack Booker acaba por ser o parceiro (acidental) de Kate, que irão ter um papel fundamental para salvar o Natal. Gosto particularmente dos momentos musicais do filme, assim como o humor constante, que captam com sucesso o espírito do filme original e que torna Christmas Chronicles numa experiência agradável.

Está confirmado um terceiro filme, para 2022 e que contará novamente com Kurt Russell e Goldie Hawn, o duo dinâmico do Polo Norte que eleva este filme a um patamar muito interessante.

Num ano que tem sido memorável, pelos piores motivos, diria que este é um filme a não perder, no sentido de elevar a moral e o espírito natalício. Despeço-me com votos de um Feliz Natal para todos, em segurança e com respeito pelas medidas de mobilidade em vigor.

Mediano
70%