Jessica Jones T.1

O êxito de Daredevil abriu as portas para o aparecimento de novos heróis via Netflix. Jessica Jones é o mais recente projecto, narrando as aventuras de uma investigadora privada, que tenta desesperadamente encontrar a redenção pelos seus actos passados.

Pouco ou nada é mencionado acerca da génese desta heroína, que no universo da Marvel apresenta ligações profundas a Peter Parker. Durante esta primeira temporada, ficamos a saber que Killgrave controlou telepaticamente Jones, forçando-a a cometer um assassinato. Após uma crise profunda, o alcóol e o sentimento de vingança são tudo o que resta, originando uma narrativa algo sombria, mas repleta de twists e com um grau de qualidade elevado.

Mais uma vez, o casting é soberbo, com destaque para David Tennant (Killgrave), Carrie Ann Moss (Jeri Hogarth) , Mike Colter (Luke Cage) e Eka Darville (Malcolm). Existe uma simbiose quase perfeita entre o desenvolvimento das personagens e a acção, conferindo um ritmo fantástico à primeira temporada, que termina de forma muito interessante.

A interpretação é excelente e o vilão escolhido é absolutamente fantástico, o que é fundamental para manter o interesse ao longo dos 13 episódios. A participação de Luke Cage é igualmente digna de registo, sobretudo pela forma como é enquadrada com os eventos que decorreram no passado e que se ligam a Killgrave. E evitando spoilers, vamos assistir à transformação de algumas personagens, que irão tornar-se os vilões e heróis do futuro.

No geral, Jessica Jones é uma série muito competente, e embora não atinja o nível de Daredevil, deixa sem dúvida uma excelente imagem. Confesso que estou entusiasmado para a próxima temporada, assim como para os projectos futuros que se encontram confirmados:

  • Luke Cage – 30 Setembro 2016
  • Iron Fist – 2017
  • Defenders- 2019
  • The Punisher- data por confirmar

Para terminar, e caso ainda não tenham visto esta série, façam-no sem hesitação. Garanto que não se vão arrepender.

Saint Seiya: Lost Canvas

Sou um grande fã dos Cavaleiros do Zodíaco, uma série de animação que me acompanhou nos anos 80 e que ainda hoje faz parte das minhas preferências. Por esse motivo, era inevitável ver as duas temporadas de Lost Canvas, que narra a batalha entre a Deusa Atena e Hades.

A cada dois séculos, estes Deuses reencarnam em corpos humanos, dando início a uma luta entre o Bem e Mal. Atena tem ao seu lado os Cavaleiros de Ouro e Bronze, que lutam pelo Bem, evitando que os Espectros de Hades possam sair vencedores. É evidente que está longe de ser uma batalha justa, dado que o exército de Hades ressuscita em pouco tempo após serem vencidos, dado que estão essencialmente mortos.

Os corpos humanos no qual reencarnam Atena e Hades são Alone e Sasha, amigos de Tenma, que sempre os protegeu na infância. Sasha é levada por Sisyphos, o Cavaleiro de Sagitário, sendo mais tarde a vez de Tenma, que acaba por se tornar no discípulo de Dohko, Cavaleiro de Balança. Esta ligação entre os três é extremamente importante para a narrativa, pelo que vou evitar spoilers.

Lost Canvas tem duas temporadas, com vinte e seis episódios no total. É uma pena que a série não tenha continuidade, aparentemente pelo facto de ter tido uma recepção modesta no Japão. Pessoalmente, gostei bastante da narrativa, assim como das várias personagens. Há algo de envolvente na forma como as batalhas são criadas, com Deuses de um lado e meros mortais do outro, nunca esquecendo a componente mitológica e a ligação existente entre as várias eras.

Se são subscritores do Netflix, sugiro que vejam este anime. Posso garantir-vos que vai ser do vosso agrado, sobretudo para quem é fã da saga Saint Seiya.

Stranger Things T.1

Uma pacata cidade dos EUA vai ser o palco para alguns acontecimentos estranhos, que começam com o desaparecimento do jovem Will Byers. As buscas revelam-se infrutíferas mas levantam suspeitas a Jim Hopper, o Sheriff local, que resolve alargar a sua investigação a outros campos.

A série tem como pano de fundo os anos 80 e apresenta inúmeras referências da época, contextualizando a narrativa de forma quase perfeita. Temos o sentimento de camaradagem dos amigos de Will, que tentam encontrá-lo a todo o custo, o desespero de Joyce Byers e a história peculiar que envolve Eleven, uma criança que aparenta ter poderes de psicocinese e telecinese.

As interpretações são excelentes e a evolução que vamos constatando ao longo dos 8 episódios permite alcançar um resultado final excelente e que me cativou do primeiro ao último minuto. Sem querer entrar em pormenores que podem estragar parte da magia de Stranger Things, saliento a clara influência de Twin Peaks, Goonies ou mesmo ET na forma como o produto final é apresentado mas posso afirmar com certeza que estamos perante uma das melhores produções que tive acesso nos últimos tempos.

Sempre que uma série nos consegue catapultar para um universo e gerar preocupação para com as personagens , o êxito é garantido. Convido-vos a participar na aventura de Lucas, Dustin e Mike, preferencialmente via Netflix. Garanto que não ficarão desiludidos!