Sword of Destiny

Dia 28 de Fevereiro ficou disponível mais um exclusivo Netflix, desta vez a sequela de “Crouching Tiger, Hidden Dragon“. Desta vez, Yu Shu Lien terá de proteger a espada Green Legend, que é pretendida por Hades Dai, um senhor da guerra impiedoso e que fará tudo para obter a mesma.

Consciente que as forças á sua disposição são insuficientes, Shu Lien faz um apelo a todos os guerreiros que queiram ajudar a defender a Casa de Te. Poucos são os que se voluntariam, mas acaba por ser reunida uma equipa de cinco elementos: Silent Wolf, Flying Blade, Thunder Fist Chan, Silver Dart Shi e Turtle Ma (nomes épicos, confesso).

Mais tarde, acaba por juntar-se à equipa uma misteriosa jovem, que se tornará na pupila de Shu Lien, mas que revela ter um passado tortuoso e que poderá gerar conflitos com a missão de defender a espada. Existem várias cenas de acção, bem coreografadas, apesar do filme estar longe de ter um grande orçamento. A narrativa não é particularmente densa, mas também não é esse o objetivo. Na realidade, Sword of Destiny é uma história paralela que nada tem a ver com Crouching Tiger, Hidden Dragon, excepção feita a algumas personagens em comum.

É um filme que entretem, embora não deslumbre. Pessoalmente, considero a aventura inicial muito superior em termos de narrativa, interpretação e cenas de acção. Mas se são fãs do género, fica a minha sugestão. Convido-vos igualmente a partilhar a vossa opinião, caso tenham visto Sword of Destiny.

Netflix

O meu período de trial termina sensivelmente dentro de uma semana mas a decisão de cancelar a subscrição do Netflix está tomada. Assim sendo, vou aproveitar este artigo para explicar os meus motivos, assim como os prós e contras do actual serviço disponível.

Desde que soube da sua chegada a território nacional que estou muito entusiasmado, embora tenha ficado céptico em relação a valores e sobretudo conteúdos disponíveis.  A ausência de programação 4K não é um deal-breaker para mim mas compreendo a insatisfação generalizada que causou. Um dos grandes entraves para a massificação do Netflix é precisamente a limitação em termos de séries (exclusividade com outros canais de cabo), aliada a um escassez exacerbada de conteúdos.

A mensalidade do serviço parece-me ajustada, com a vantagem de permitir a partilha entre vários utilizadores, o que é claramente uma mais valia. Mas é nesta fase que terminam as vantagens e se destacam as limitações: séries com temporadas parciais, oferta limitada em termos de filmes e escassez de documentários. Saliento que o Netflix apresenta em Portugal um total inferior a 500 títulos, representando a mais baixa oferta disponível em toda a Europa. É evidente que esse ponto vai melhor substancialmente nos próximos meses, o que origina a minha decisão: cancelar esta subscrição e aguardar pacientemente pela disponibilização de conteúdos mais atractivos, o que irá certamente ocorrer em 2016.

Estamos obviamente perante uma decisão pessoal e compreendo que alguns dos leitores possam discordar da minha opinião. Mas nesta fase, o Netflix não satisfaz as minhas necessidades, embora reconheça que é uma lufada de ar fresco. Tenho a certeza que voltarei a ser cliente e só posso sugerir que testem e retirem as vossas ilações.