Pacific Rim: The Black T.2

Ao longo de sete episódios, vamos acompanhar o desfecho da aventura de Hayley, Taylor, Mei e Boy. No último episódio da primeira temporada, ficámos a conhecer o segredo de Boy, algo que será explorado de forma minuciosa.

A introdução das Sisters of the Kaiju é fundamental em termos narrativos. Essencialmente, estamos perante um culto religioso que infeta Boy com uma carraça Kaiju, com o objetivo de iniciar a destruição da Humanidade. Os nossos jovens heróis acabam por escapar, seguindo na direção de Never-Never Valley, onde pretendem solicitar a ajuda de Bunyip-man, um humano que vive em harmonia com os monstros.

Como é habitual, evito os spoilers, embora possa adiantar que teremos o regresso de Shane, assim como uma batalha épica com inúmeros Kaiju, que são controlados pela Sisters. Temos igualmente várias disputas entre os três jovens, que discordam da abordagem a adoptar, no sentido de garantir a sua sobrevivência. Adicionalmente, vamos descobrir o destino dos pais de Hayley e Taylor, numa segunda temporada repleta de ação e momentos marcantes.

Esta é a derradeira temporada de The Black, que narra a viagem dos três jovens, a bordo do Atlas Destroyer, em conjunto com The Boy, um híbrido que os ajuda a alcançar a base de Sydney. Pelo meio, teremos inúmeros sacrificios e uma batalha com um Kaiju de Categoria VI, que terá sido responsável pela destruição de inúmeros Jaegers.

Esta série foi uma adição interessante ao universo de Pacific Rim e abre a porta para que outras histórias possam ser contadas. Acredito que o género de animação possa ser a solução indicada para sabermos mais acerca da luta entre Kaiju e Humanos, embora não existam planos para um spinoff.

Pacific Rim: The Black T.1

Baseado na franchise que resultou em dois filmes, Pacific Rim: The Black narra as aventuras de Taylor e Hayley Travis, dois irmãos que vivem durante cinco anos numa base abandonada, no deserto australiano,   em conjunto com uma série de adolescentes.

O primeiro episódio apresenta-nos a origem dos dois jovens, filhos de pilotos de Jaeger. Ficamos igualmente a saber que os seus pais são forçados a abandonar a base, seguindo na direção de Sydney, na esperança de encontrar ajuda e retirar as crianças da zona de batalha.

Após cinco anos sem notícias dos adultos, Hayley encontra, inadvertidamente, uma base subterrânea, em que está inactivo um modelo antigo Jaeger MK III, o Atlas Destroyer. Ao ligá-lo, chama a atenção de um Kaiju de categoria IV, Copperhead, que terá um papel fundamental no arco narrativo desta primeira temporada.

The Black significa  a ausência de qualquer tipo de comunicação no continente australiano (ou Oceania, como preferirem), que se encontra sobre o  controlo absoluto dos Kaiju e que aparenta ter sido abandonado pela Humanidade. Sem divulgar demasiados pormenores, os nossos jovens heróis vão encontrar sobreviventes, dando início a uma batalha diária pela sobrevivência. Apesar de  muita ação, o foco está claramente no desenvolvimento das personagens de Boy, Mei e Shane, para  além dos irmãos Travis.

Existem referências claras aos filmes, assim como aparições de Jaegers icónicos, tais como November Ajax, Valor Omega e Titan Redeemer, que foram parte integrante da Uprising War. Nos derradeiros dois episódios existe um desenvolvimento interessante, que diz respeito á origem de The Boy e que lança algumas ideias inovadoras para a segunda temporada, que ainda não tem confirmação oficial.

Dito isto, considero que esta série está mais direcionada para fãs desta saga, embora no global, esteja sustentada numa narrativa mediana e personagens poucos memoráveis, com exceção de The Boy e Shane. Caso tenham interesse, sugiro que invistam algum tempo nos oito episódios, que têm a duração individual de 25 minutos.

Pacific Rim

Elegi este filme como um dos meus “dark horse” para o ano de 2013  e apesar de não ter tido a oportunidade de o ver em IMAX fiquei agradado com a experiência no seu total. Pacific Rim não será certamente o melhor do ano mas cumpre a sua função de entretenimento.

Benicio Del Toro traz-nos a história dos Jaegers, robots gigantes que são criados para combater os Kaiju, uma raça alienígena que invade a Terra por um portal localizado numa falha tectónica algures no Oceano Pacífico. Apesar do sucesso inicial do projecto, o inimigo começa a ganhar vantagem, dado que consegue adaptar-se rapidamente à tecnologia dos Jaegers, dizimando quase por completo a totalidade dos resistentes. Num acto desesperado, os humanos constroem o “Muro da Vida”, que se revela impotente para deter os poderosos Kaiju, culminando numa ofensiva final na falha tectónica. O grande plano consiste em detonar uma ogiva nuclear dentro do portal, na esperança de o fechar, salvando o Planeta da aniquilação total.

É precisamente neste ponto que vamos acompanhar a equipa liderada por Stacker Pentecost, que tem como armas três Jaegers modernos e um modelo quase obsoleto, pilotado por Raleigh e Mako, uma dupla improvável. O enredo é simples e as interpretações medianas, o que é normal, dado que o foco de Pacific Rim é claramente a batalha épica entre o Bem e o Mal. Raleigh representa o herói caído em desgraça, que tenta ajudar Mako Mori, uma novata com um trauma infantil, a conseguir realizar uma “fusão de mentes”, essencial para manobrar estes robots gigantes. As cenas de acção estão francamente bem conseguidas, com alguns momentos cómicos à mistura e com a capacidade de nos demonstrar a grandiosidade da tragédia que ocorre.

Curiosamente são as personagens secundárias que mais vida dão à narrativa (Dr. Gottlieb, Hannibal Chau e Dr Geiszler), que apresenta alguns vazios que na minha opinião mereciam uma explicação detalhada. Peço aos leitores que evitem as próximas linhas, dado que vão incluir SPOILERS. Tenho alguma dificuldade em compreender o motivo pelo qual os Kaiju atacam em tão reduzido número, dado que nunca percebemos se é uma limitação do portal. Qual o motivo pelo qual se cria o “Muro da Vida”, composto por betão, cimento e vigas quando nem os Jaegers, que pesam toneladas, conseguem derrotar os Extra-Terrestres. E por último, se é necessário o portal reconhecer o ADN de um Kaiju como é que as cápsulas de emergência regressam ao Planeta Terra?

Acabam por ser questões secundárias mas que me deixam algo desapontado, apesar de considerar Pacific Rim um sucesso. Consegue manter o espectador atento e focado na narrativa, apesar de ser um género que nem sempre agrada ás massas. Recomendo claramente o filme mas faço a ressalva de que está longe de ser perfeito, apesar de cumprir o papel de blockbuster de Verão.