Suicide Squad

O mais recente projecto da DC apresenta-nos o Suicide Squad (ou Task Force X), uma equipa composta por vilões, que acabam por fazer o trabalho sujo de Amanda Waller, da Argus. O hype que foi gerado em redor deste filme, sobretudo com o lançamento de bons trailers, fez-me acreditar que poderíamos estar perante um sucesso mas permaneci reticente face ao reduzido tempo que o guião levou a ser concluído.

O que dizer de uma aventura em que os “heróis” são os vilões Killer Kroc, DeadShot, Harley Quinn, Capt Boomerang e Diablo? Bem, em primeiro lugar, que o início até é prometedor, com o enquadramento da timeline (os eventos ocorrem após a morte do Super-Homem) e o aparecimento de The Flash (ainda apelidado de Red Streak) e Batman.

Tudo o resto é francamente constrangedor, dado que o enredo é inexistente e o vilão não é suficientemente forte para sustentar o filme. Por outro lado, as cenas de acção são excelentes, com destaque para os (poucos) momentos em que temos a presença de Jared Leto. Aliás, a forma como gerem a personagem de Joker é estranha, sobretudo se tivermos em conta a dimensão que deveria ter face aos trailers. Pessoalmente, fiquei com a ideia que o utilizaram sobretudo para tentar explicar algum do passado de Harley Quinn, o que se revela um erro colossal.

Em termos de interpretações, este filme vale por Will Smith (DeadShot) Margot Robbie (Harley Quinn), Viola Davis (Amanda Waller) e Joel Kinnaman (Rick Flag). Gostei particularmente da sinergia entre Deadshot e Flag, assim como da loucura de Harley Quinn, sem esquecer a crueldade de Amanda Waller, que transparece durante todo o filme.

Mas infelizmente estes são os pontos positivos de Suicide Squad, dado que tudo o resto é pouco memorável. É incompreensível para mim que não tenhamos tomado conhecimento da história de The Enchantress ou que Joker fosse utilizado como segundo vilão, sobretudo quando temos uma narrativa vazia mas que está repleta de personagens com temperamento volátil e inconsistente.

Ainda não foi desta que a DC consegue lançar um filme que esteja ao nível do que vemos no universo Marvel. E já começou a contagem decrescente para a Justice League, que terá apenas um filme (Wonder-Woman) antes do seu lançamento. Caso optem por ir ao cinema, aguardem por uma cena pós-créditos finais.

The Arrow T.1 a T.3

Apesar do Green Arrow ser um dos meus heróis preferidos da DC, a realidade é que a série não me despertou particular interesse desde o início. É possível que tal se devesse ao facto de ser uma adaptação muito livre da história de Oliver Quinn mas inevitavelmente acabei por ver a série e posso garantir que não vão ficar desapontados. Ao contrário de The Flash, a narrativa é muito mais dark, repleta de segredos, traições, ódio e vingança, que moldam um miúdo rico mimado num verdadeiro assassino.

A premissa é simples: Oliver, Robert Quinn (Pai) e Sarah Lance partem num barco, que acaba por se afundar, resultando na morte de todos, com excepção de Oliver, que acaba naufragado na ilha de Lian Yu, onde passa alguns anos tentando sobreviver, com a ajuda de Shado e Slade Wilson. Algures mais tarde regressa a Starling City, mudado e com a missão de “salvar a cidade” da corrupção. Para tal, tem uma lista fornecida pelo seu Pai e que requer métodos muito específicos, sendo necessário assumir a identidade de Vigilante (mais tarde será The Hood e Arrow), para semear o pânico entre os criminosos. Paralelamente, existe a sua vida pessoal, em que tenta recuperar os laços de amizade com família e amigos, o que se revela complexo em determinadas situações. Finalmente, o nosso herói conclui que não pode continuar esta demanda sozinho, o que culmina com o recrutamento de Felicity e John Diggle, dois elementos fundamentais para a série e para as mudanças que ocorrerão na segunda temporada.

Em termos de vilões, Arrow não desilude: Malcolm Merlyn, Slade Wilson (DeathStroke) e Ra’s al Ghul são verdadeiramente épicos, representados os antagonistas principais da primeira à terceira temporada respectivamente. O meu favorito é Slade Wilson, fruto do seu carisma e presença no écran, sendo que gostaria imenso que regressasse para mais uma batalha com Oliver. No geral, as escolhas dos actores é muito boa, dando profundidade à série e criando uma evolução natural das personagens, fruto das suas experiências. Gosto do facto das temporadas apresentarem feels diferentes, com alterações profundas em Oliver e dos constantes flashbacks para nos contar partes do passado obscuro do nosso herói.

Na quarta temporada, que estreará em Outubro, o vilão principal é Damien Dark, da H.I.VE., o que promete mais acção e desafios para a Team Arrow. Estou curioso para confirmar como vai ser gerida a narrativa, face aos eventos que levam ao final da terceira temporada. Vou evitar colocar spoilers mas digamos que várias portas foram fechadas nos últimos episódios. Para terminar, sugiro que vejam esta série, que é muito densa e tem uma narrativa paralela, com várias intermitências entre presente e passado. Existem alguns episódios conjuntos com The Flash e a partir da última metade da terceira temporada temos a introdução de The Atom, claramente numa tentativa de criar hype para Legends of Tomorrow, que estreia em 2016.

Depois da Liga de Assassinos, Soldados infectados com Mirakuru e muitos outros criminosos, será que Oliver Quinn ainda tem forças para derrotar a H.I.V.E? Cá estaremos para confirmar na quarta temporada.