Batman: Assault on Arkham

Tenho aproveitado o confinamento para colocar em dia muitos dos filme de animação da DC que fazem parte da linha extensa lista de pendentes. Recentemente, tive a oportunidade de ver Assault on Arkham, que incorpora a unidade especial de assassinos da A.R.G.U.S, comandada por Amanda Waller.

A narrativa envolve uma missão a Arkham , para recuperar uma pen USB que se encontra na posse de Riddler e que compromete todo o secretismo da Suicide Squad. Paralelamente, vamos ter o envolvimento de Batman, que pretende obter de Riddler a localização de uma bomba que Joker tem em sua posse, colocando em risco a cidade de Gotham.

Black Spider, Captain Boomerang, Deadshot, Harley Quinn, King Shark e Killer Frost são os escolhidos para esta missão, que vai colocar à prova as convicções de alguns dos membros, assim como testar a lealdade e união da equipa. Preparem-se para muita ação, com traições e parcerias improváveis, que resultam numa batalha final épica entre algumas personagens inesperadas.

Grande parte do filme decorre em Arkham, com a participação ocasional de vilões como Poison Ivy, Two Face, Bane e Scarecrow, algo que é digno de registo. O acto final está associado ao inevitável Joker, que uma vez mais tenta derrotar Batman, que contará com uma parceiro improvável.

Não vou estragar-vos o fim da narrativa, mas, convido-vos a ver Assault on Arkham e partilhar o vosso feedback na caixa de comentários. Está longe de ser o melhor projeto da DC mas consegue garantir entretenimento, com uma narrativa razoável, embora algo previsível.

Mediano
68%

Suicide Squad 2

Confesso que a aventura original e Birds of Prey foram grandes desilusões, mas a realidade é que a adição de James Gunn ao projeto revitalizou o meu interesse. O primeiro acto apresenta-nos a nova Task Force X, que continua a ser liderada por Rick Flag e conta com BloodSport, Harley Quinn, Peacemaker, King Shark, Polka-Dot Man e Ratcatcher 2.

A narrativa decorre em Corto Maltese, para uma missão que visa destruir um edifício que alberga o obscuro projeto Starfish. Os momentos cómicos são recorrentes, complementados com ação frenética, bem ao estilo de James Gunn, que apostou forte em algumas personagens secundárias do universo DC.

A cena inicial na praia, com Savant, Captain Boomerang, Blackguard, TDK, Javelin e Mongal é absolutamente épica, com um desfecho que terá algumas ramificações no acto final. Quero igualmente destacar a participação da actriz portuguesa Daniela Belchior, que interpreta a personagem de Ratcatcher 2 , Sylvester Stallone, que dá a voz a King Shark e John Cena, que é fenomenal como Peacemaker.

Um dos vilões da narrativa é Gaius Grieves, mais conhecido como The Thinker, que lidera o projeto Starfish e será responsável por um dos maiores twists de Suicide Squad 2. Como é apanágio, os motivos reais de Amanda Waller são obscuros, o que vai colocar dilemas morais para esta equipa de vilões e anti-heróis. Gostei bastante do acto final, que contém a derradeira batalha com Starro the Conqueror e o exército de Colto Maltese.

Os efeitos especiais são muito competentes e a realização de James Gunn coloca este filme num patamar superior ao que esperava. Está longe de ser brilhante mas garante 132 minutos de pura diversão e lança algumas premissas interessantes para o futuro, dos quais destaco a série da HBO Max acerca de Peacemaker. Para terminar, recomendo que aguardem pelas duas cenas pós-créditos que estão disponíveis.

Mediano
72%

Suicide Squad: Hell to Pay

O trigésimo primeiro filme da DC Animated Movie Universe narra os eventos inerentes a uma missão do Suicide Squad, que é liderado por Deadshot. O primeiro acto apresenta-nos a Task Force X, composta por Deadshot, Vertigo, Punch e Jewelee, que é encarregue de recuperar dados secretos que estão na posse de Tobias Whale. Apesar de bem sucedida, a missão tem um final trágico, com algumas baixas na equipa, em resultado de uma traição.

A narrativa avança para Gotham City, com o rapto do Professor Pyg. Paralelamente, descobrimos que Amanda Waller foi diagnosticada com uma doença terminal e que a Task Force X foi reactivada, embora com novos elementos: Harley Queen, Captain Boomerang, Killer Frost, Copperhead e Bronze Tiger. A liderança permanece a cargo de Deadshot, que recebe instruções para localizar Steel Maxum e recuperar uma carta mística conhecida como “Get Out of Hell Free”.

A disfuncional equipa inicia a sua missão num clube de strip, onde localizam o seu alvo. No entanto, estão longe de ser os únicos interessados na carta, sendo atacados por Zoom, Silver Banshee e Blockbuster. Após uma batalha difícil, acabam por conseguir escapar, descobrindo mais tarde que Maxum foi em tempos possuído por Nabu, tornando-se no Doctor Fate. A carta tem uma importância significativa dado que, em caso de morte, permite ao seu portador passar diretamente para o Céu, independentemente dos actos cometidos.

Para complicar ainda mais a missão, temos uma terceira facção interessada, liderada por Vandal Savage, que conta com a sua filha Scandal e Knockout na fileiras. Segue-sem novas batalhas e algumas ações que irão ter consequências vitais na narrativa. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas preparem-se para traições, confrontos inesperados e algumas surpresas, sobretudo no que diz respeito a Zoom, Killer Frost e Bronze Tiger.

Hell to Pay tenta ser uma história de redenção, com várias personagens em busca da carta que pode “apagar” o seu passado e garantir a entrada no reino do Céu. Existem alguns momentos cómicos, quase todos da autoria de Harley Queen mas diria que a personagem principal é Deadshot, que se vê confrontado com o dilema de não cumprir o seu código de ética para ser livre.

O casting está bem conseguido, com destaque para Christian Slater, Tara Strong e Vanessa Williams. Está longe de ser um filme brilhante mas garante entretenimento e tem algum fan service.

Mediano
65%