The Santa Clauses T.2

Após os eventos da primeira temporada, Scott inicia o treino de Cal, com o objetivo de passar o manto de Pai Natal. A narrativa vai assentar precisamente neste ponto, assim como o regresso de Magnus Antas, mais conhecido por The Mad Santa. Como é habitual, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos a participação de algumas Lendas, com destaque para João Pestana e o Coelho da Páscoa.

Adicionalmente, os poderes de Sandra continuam a evoluir, tornando-se incontroláveis quando existem mudanças de humor, o que vai criar dificuldades acrescidas a todos os membros do Polo Norte. Vamos conhecer em pormenor a história de Magnus Antas, um predecessor do cargo de Pai Natal, que foi destituído e exilado como um quebra-noz.

As novas personagens desta aventura, para além de The Mad Santa, são Kris Kingle, um adulto que tem o seu parque natalício à beira da falência e Olga, o braço direito de Antas, que tem como missão vingar-se de Betty e Noel. Existem alguns momentos cómicos, mas considero que esta temporada é inferior à original. No entanto, capta de forma quase perfeita o espírito de Natal e termina numa nota positiva, com desfechos satisfatórios para todas as personagens.

No que diz respeito a elenco, a participação de Gabriel Iglesias, Eric Stonestreet e Marta Kessler acrescentam qualidade, sendo igualmente relevante destacar a curta presença de Michael Dorn, no papel de João Pestana. Gostaria que Noel , Betty e Gary tivessem um papel mais activo, mas lamentavelmente foram relegados para um papel secundário, o que retira alguns momentos humorísticos a uma narrativa que tinha potencial para mais.

Para concluir, quero apenas salientar que esta é uma boa opção para uma tarde de Natal, dado que são apenas 6 episódios, com cerca de 25 minutos de duração. Aproveitam a quadra e Boas Festas para todos os leitores do blog. HoHoHo!

Violent Night

A quadra natalícia implica algum investimento em filmes de Natal. Por norma, tento encontrar projetos alternativos, que proporcionem entretenimento, algum espírito natalício e que sejam uma recomendação para os leitores. Diria que Violent Night cumpre os critérios, apresentando uma narrativa que retira inspiração de clássicos como Die Hard e Home Alone.

O primeiro acto introduz um Pai Natal desiludido com o status quo natalício, que se converteu num  éden consumista, em que as crianças desvalorizam os valores da quadra. Adicionalmente, vamos conhecer Trudy, uma jovem que ambiciona ver os seus pais reunidos, de forma a poder recuperar a sua família. A noite de Natal vai decorrendo normalmente, até ao momento em que o Pai Natal aterra no telhado da mansão Lightstone, que será alvo de um ataque terrorista, com o objetivo de adquirir 300 milhões de dólares

A primeira cena de ação resulta no assassinato de um dos terroristas e na fuga das renas, criando o cenário ideal para uma carnificina ao estilo de John McClane. Ao longo do segundo acto vamos conhecer as origens do Pai Natal, assim como de Scrooge, o líder dos assaltantes, que tem um claro desprezo pela quadra natalícia.

A disfuncionalidade da família Lightstone é evidente, sendo notória a prioridade pelos bens materiais, ausência de empatia e a ambição de controlar o negócio da família. Violent Night é uma comédia, com cenas de ação hilariantes e uma versão do Pai Natal que tem uma abordagem original. No terceiro e derradeiro acto há uma clara tentativa de introduzir valores e sentimentos natalícios, que funcionam bem face ao desfecho desta aventura.

A realização fica a cargo de Tommy Wirkola, que juntou alguns nomes sonantes ao elenco, com destaque para David Harbour, John Leguizamo e Alexa Hassell. No global, é um filme que garante entretenimento e que combina comédia e ação, algo que normalmente não associamos a um filme de Natal.  Segundo rumores, existem planos para uma sequela, que ainda aguarda definição de datas.

Mediano
68%

The Santa Clauses T.1

Os anos 90 deram início a uma franquia de Natal, em que acompanhamos a evolução de Scott Calvin, (Tim Allen) após converter-se no Pai Natal. Esta série reintroduz a personagem, numa fase mais avançada da sua carreira, em que está prestes a cumprir 65 anos. A sua magia está numa fase descendente e a sua incapacidade de adaptar-se à era digital coloca sérias dúvidas acerca da sustentabilidade da quadra.

Dá-se início a um recrutamento para encontrar o seu substituto, com entrevistas em que são criados momentos verdadeiramente hilariantes. Somos igualmente expostos ás cláusulas de Natal, que serão relevantes para o desfecho da primeira temporada. Esta série tem uma componente festiva e muita assente na família, embora explore igualmente a vertente comercial da quadra, que tem desvirtuado o verdadeiro espírito do Natal.

Após a escolha do sucessor, Calvin e a sua família mudam-se para Chicago, onde são confrontados com uma realidade totalmente distinta do Polo Norte. Como é apanágio, teremos um twist no enredo que irá inverter a premissa, cabendo novamente a Calvin a difícil missão de resgatar o  Natal. Contem igualmente com algumas revelações acerca das cláusulas, que serão extremamente relevantes para o derradeiro episódio.

The Santa Clauses é uma série despretensiosa, que proporciona momentos hilariantes e  se foca nos verdadeiros valores da quadra natalícia. Se procuram algo semelhante, sugiro o investimento nestes 6 episódios, que apresentam uma duração média de 25 minutos. A segunda temporada deverá ser disponibilizada para o Natal de 2023, na Disney +.