Scooby-Doo! Mystery Incorporated T.2

Após os eventos da primeira temporada, a equipa encontra-se desmantelada e num rumo completamente oposto. Scooby Doo tem a difícil missão de reunir novamente a Mystery Incorporated, que vai ter um novo elemento, em substituição de Daphne. Os primeiros episódios vão colocar a equipa em situações complexas, em que é notória a disfuncionalidade dos membros, com especial destaque para Fred, que aparenta ter perdido a sua capacidade de criar armadilhas.

Sem grande surpresa, ficamos a saber quem é o vilão principal e continuamos a ter a presença de Mr. E, Angel Dynamite e Hot Dog Water, que complementam uma narrativa mais complexa e que envolve portais interdimensionais e o planeta Nibiru. Um dos pontos mais cativantes é sem dúvida a introdução de elementos paranormais, algo que colocará à prova o cepticismo de Velma.

Parece-me relevante salientar os episódios em que temos alguns vilões icónicos, dos quais destaco Crybaby Clown, Baba Yaga, os Kriegstaffebot e o Man-Crab. A temporada tem uma conclusão, revelando o motivo da maldição de Crystal Cove e a relevância da Mystery Incorporated ao longo de séculos.

Esta é sem dúvida uma recomendação, que consegue conciliar o clássico com um toque moderno, elevando a qualidade do produto final. Destaque para o elenco, que conta com a participação especial de Lewis Black, Tia Carrere, Gary Cole, Vivica A.Fox, Kate Higgins, Udo Kier, Tim Matheson e Patrick Warburton.

Scooby-Doo! Mystery Incorporated T.1

Esta é o décimo primeiro projeto que envolve Scooby Doo e o grupo de adolescentes que acabam por deparar-se com mistérios de forma constante. Esta série tenta precisamente explorar o real motivo por detrás dessa coincidência, focando-se na cidade de Crystal Cove.

A primeira temporada tem uma abordagem distinta, em que existe um clima de romance entre os vários membros da equipa, que irão criar momentos absolutamente hilariantes. Paralelamente, temos a introdução de Mayor Jones e do Sheriff Bronson Stone, duas personagens secundárias que irão destacar-se pela positiva ao longo de 26 episódios.

A habitual dinâmica de monster of the week permanece, embora exista uma narrativa primária, que envolve o misterioso Mr. E, que vai partilhando peças do puzzle que irá atingir o seu apogeu na segunda temporada. Diria que esta é uma das melhores abordagens da Hanna-Barbera, no que diz respeito ao universo Scooby Doo. Existe desenvolvimento de personagens e vamos aprofundar o nosso conhecimento acerca das raízes da equipa e sobretudo da história a nível famíliar.

Como é habitual, terminamos num gigantesco impasse, em que tudo aponta para o fim das aventuras de Daphne, Fred, Shaggy e Velma. Caso estejam interessados, esta série encontra-se disponível via Netflix.

Scoob!

A Hanna-Barbera optou por fundir uma panóplia das suas personagens mais icónicas num filme de Scooby Doo. O primeiro acto mostra-nos a génese da amizade entre Shaggy e Scoob, assim como a primeira vez em que a equipa se juntou para resolver mistérios. A narrativa avança alguns anos, para uma era em que a Mistery Inc. pretende expandir a sua atividade, sendo colocado em causa a permanência de Shaggy e Scooby, que não recolhem a preferência de Simon Cowell, o novo investidor.

Esta aventura decorre num universo alternativo, algo que está muito em voga atualmente. A premissa principal reside no facto de Scooby ser um dos descentes de Peritas, o cão de Alexandre, o Grande, o que lhe permite abrir as portas para o Sub-Mundo, que se localiza em Atenas. Dick Dastardly é o vilão desta aventura, que conta com uma horda de robots (Rottens) ao seu serviço, com o objetivo de abrir as portas e tornar-se o proprietário dos seus tesouros.

Ao longo dos  93 minutos de filme, vamos ter a inclusão de Dee Dee Skyes, Dynomutt e Brian Crown, o novo Blue Falcon, assim como uma batalha épica com o Captain Caveman. Ao bom estilo da Hanna Barbera, a história tem uma componente humorística elevada, assim como uma lição moral que reside em torno da amizade e de seguirmos o nosso próprio caminho.

O derradeiro acto ocorre em Atenas, com uma batalha final com Cerberus, em que a equipa da Mistery Inc e da Team Falcon vão unir esforços para emergir vitoriosos. A animação é bastante estilizada, contando com um casting de voz maioritariamente novo, à  exceção do mítico Frank Welker. No entanto, o projeto conta com nomes sonantes tais como Mark Wahlberg, Jason Isaacs, Gina Rodriguez, Zack Efron, Tracy Morgan, Christina Hendricks e Henry Winkler.

Há muito fan service da Hanna Barbera, que utiliza a voz original de Muttley para o riso e algumas referências ao designer original de Scooby Doo, na cena que ocorre na Takamoto Bowling. Não sendo um filme memorável, Scoob! garante diversão e reaviva muitas das minhas memórias de infância.

Mediano
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