Star Trek: Beyond

Justin Lin foi escolhido para realizar Beyond, a mais recente aventura do universo Star Trek. O argumento é da autoria de Simon Pegg e Doug Jung e marca o quinquagésimo aniversário desta franchise, colocando uma fasquia elevada para o produto final.

Pessoalmente, o grande sucesso deste reboot tem sido o casting (absolutamente soberbo) e o respeito pelo legado Star Trek, algo que é muito visível neste filme, com referências a Leonard Nimoy e uma curta homenagem a George Takei, assim como à equipa original.

A química entre os actores é fantástica e eleva o patamar do filme a um nível assinalável, apesar de ter uma narrativa algo previsível. Basicamente, a tripulação da Enterprise vai responder a um pedido de resgate, sendo atacada por uma facção desconhecida, sob o comando de Krall (Idris Elba). A nave acaba por ser totalmente destruída, forçando a uma evacuação de emergência para o planeta.

Grande parte dos sobreviventes é capturado, escapando apenas Kirk, que se vai juntar na superfície a Chekov, Scotty, que vai encontrar em Jaylah uma poderosa aliada e Bones, que vai tratar dos ferimentos de Spock. Vamos acompanhar parte das aventuras deste trio (sempre com muito humor), que inevitavelmente acabam por se juntar e iniciar uma missão de salvamento.

Existem cenas de acção verdadeiramente épicas, das quais destaco o resgate com a mota e a utilização da música dos Public Enemy e Beasty Boys, tornando Beyond numa experiência bastante divertida e que merece ser destacada. Está longe de ser o melhor filme da trilogia mas tem as suas virtudes. Confesso que esperava mais do enredo, assim como do vilão, que tinha tudo para ser memorável.

No global, estamos perante um filme muito competente e que fará as delícias dos fã de Star Trek. Se possível, recomendo que o vejam na sala 4Dx, dado que melhorará substancialmente a vossa experiência.

Star Trek 2009

JJ Abrams aproveitou uma paragem do Lost para realizar um dos mais aguardados filmes do ano. A expectativa era enorme, o hype frenético e as primeiras críticas francamente animadoras. Mas faltava a derradeira prova: o visionamento do filme. São duas horas e uns pozinhos de puro entretenimento, com uma storyline interessante, que cobre o início de carreira de James T Kirk.

Somos igualmente presenteados com a infância de Spock e os seus demónios e sentimentos. Aliás, durante todo o filme notamos a preocupação em contar uma história, o que atribui uma dinâmica interessante e nos deixa “colados” ao écran.

Alerto que a partir de agora vão começar os spoilers. Achei interessante o facto de Spock e Uhura terem uma relação, mas imagino que os Trekkies não tenham achado muita piada. Quanto a James T Kirk é retratado como um mulherengo, embora com uma atitude rebelde e cool. O vilão, interpretado por Eric Bana está realmente fantástico, Simon Pegg cria um bom Scotty e claro a cereja no topo do bolo é a presença de Leonard Nimoy, como Spock, proveniente do futuro.

No global, este revamp de Star Trek ganhou o meu respeito, é de facto muito bom embora no fundo continue a dar preferência à Revolta de Khan. Fico no entanto a aguardar ansiosamente pela sequela, que entretanto já se encontra confirmada.