Star Trek: Picard T.3

A derradeira temporada de Picard explora uma temática incontornável deste universo, embora seja complexo abordar a narrativa sem partilhar spoilers. Na minha opinião, o ponto mais alto é o incrível fan-service, que inclui a presença de inúmeras personagens icónicas de The Next Generation, bem complementado com a introdução de novas personagens, mais especificamente o Capitão Liam Shaw, Vadic, Sidney Laforge e Jack Crusher.

Terry Matalas fez um excelente trabalho, criando uma narrativa coerente, repleta de emoção e nostalgia e que tem um desfecho satisfatório. Diria que este projeto tem como objetivo encerrar o arco inerente à tripulação da Enterprise e abrir novos horizontes para determinadas personagens.

Correm rumores de que teremos uma nova série, que irá concentrar-se nas aventuras de três das personagens de Picard (quando virem os episódios vão perceber), o que me deixa francamente entusiasmado. Outro ponto relevante é a incorporação de conceitos e raças que foram relevantes em DS9 e Voyager, criando uma viagem intensa e repleta de ação, que culmina numa gigantesca batalha espacial, nos derradeiros episódios.

No global, esta é a melhor temporada de Picard, embora tenha ficado desapontado por não terem dado seguimento ao teaser do Projeto Khan (temporada 2). Para quem é fã de Star Trek e tem acompanhado a evolução da franquia, este é sem dúvida um dos pontos altos dos últimos anos.

Star Trek 2009

JJ Abrams aproveitou uma paragem do Lost para realizar um dos mais aguardados filmes do ano. A expectativa era enorme, o hype frenético e as primeiras críticas francamente animadoras. Mas faltava a derradeira prova: o visionamento do filme. São duas horas e uns pozinhos de puro entretenimento, com uma storyline interessante, que cobre o início de carreira de James T Kirk.

Somos igualmente presenteados com a infância de Spock e os seus demónios e sentimentos. Aliás, durante todo o filme notamos a preocupação em contar uma história, o que atribui uma dinâmica interessante e nos deixa “colados” ao écran.

Alerto que a partir de agora vão começar os spoilers. Achei interessante o facto de Spock e Uhura terem uma relação, mas imagino que os Trekkies não tenham achado muita piada. Quanto a James T Kirk é retratado como um mulherengo, embora com uma atitude rebelde e cool. O vilão, interpretado por Eric Bana está realmente fantástico, Simon Pegg cria um bom Scotty e claro a cereja no topo do bolo é a presença de Leonard Nimoy, como Spock, proveniente do futuro.

No global, este revamp de Star Trek ganhou o meu respeito, é de facto muito bom embora no fundo continue a dar preferência à Revolta de Khan. Fico no entanto a aguardar ansiosamente pela sequela, que entretanto já se encontra confirmada.