The Expendables 4

Passaram 13 anos desde o lançamento do primeiro filme, que é basicamente uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 e 90. A quarta aventura traz-nos de volta a equipa, que conta com Lee Christmas, Barney Ross, Gunner Jensen e Toll Road.

O primeiro acto decorre na Líbia e a missão passa por impedir o o roubo de ogivas nucleares. Tudo corre bem até ao momento em que o avião pilotado por Barney está prestes a ser abatido, originando uma decisão impossível. Christmas opta por deixar Suarto Rahmat fugir, para tentar desesperadamente salvar Barney. A decisão revela-se catastrófica, dado que o avião é abatido e Ross é dado como morto, criando a premissa que vai alimentar este quarto filme.

Lee é dispensado e Gina, a ex-namorada de Christmas passa a liderar a equipa, que recebe ordens para capturar Rahmat. Sem colocar spoilers, Lee está decidido a vingar a morte do seu amigo, unindo esforços com um ex-membro dos Expendables, Decha Unai. Contem com as habituais cenas de ação, embora neste caso a figura principal seja claramente Jason Statham.

As adições ao elenco são 50 Cent (Easy Day), Megan Fox (Gina), Tony Jaa (Decha Unai), Iko Uwais (Suarto Rahmat), Jacob Scipio (Galan), Levy Train (Lash) e Andy Garca (Marsh), que cumpre de forma competente o seu papel. As melhores cenas de ação ficam para Tony Jaa, que são insuficientes para sustentar uma narrativa francamente previsível e com poucos momentos memoráveis.

Este é claramente o título mais fraco da franquia, que tem vindo numa trajectória descendente desde o segundo filme. Resta saber se ainda haverá oportunidade para um quinto filme, que fica claramente em aberto após os eventos.

Mediano
64%

Meg 2: The Trench

O sucesso do filme original resultou numa sequela, em que assistimos ao regresso de Jonas, Meiying, Mac e DJ. Sem divulgar pormenores narrativos, posso adiantar que Jiuming Zhang, o tio de Meiying, é a grande adição â equipa, que volta a deparar-se com a incursão de vários Megalodons.

Cinco anos após os eventos do primeiro filme, Jonas e a sua equipa continuam a explorar a Fossa das Marianas, embora se dediquem igualmente a causas ecológicas. O primeiro acto tem uma cena épica, que será relevante para introduzir a personagem de Montes, um dos vilões de The Trench. Adicionalmente, tomamos conhecimento da pesquisa de Zhang, que tenta criar uma relação com Haiqi, uma cria megalodon que está a aprender a responder a estímulos auditivos.

A narrativa continua a retirar inspiração da obra literária de Steve Alten, embora seja francamente inferior à primeira aventura. Existem momentos cómicos, que complementam a ação de forma competente, sem nunca deslumbrar. Diria que a grande virtude do primeiro Meg é o facto de ter conseguido converter-se no típico filme pipoca, algo que The Trench falha em alcançar.

Jason Statham é o foco de todo o filme, embora seja relevante destacar a presença de Page Kennedy e Sergio Peris Mencheta, no papel de DJ e Montes, respectivamente. Diria que existe algo para os entusiastas da primeira aventura, embora seja importante reduzir as expectativas para The Trench, que garante algum entretenimento mas fica bastante aquém do seu predecessor.

Mediano
65%

Operation Fortune

Guy Ritchie é o responsável por este projeto, que junta um elenco de luxo, dos quais destaco Jason Statham, Hugh Grant, Aubrey Plaza, Josh Hartnett, Eddie Marsan e Cary Elwes. A narrativa é repleta de clichés mas consiste na necessidade de recuperar uma arma designada como The Handle, que se encontra na posse de um grupo de criminosos ucranianos.

O Governo Britânico contrata Nathan Jasmine para este missão, que o irá colocar no encalço de Greg Simmonds, um traficante de armas que pretende vende o item ao maior licitador. Operation Fortune retira muita inspiração de franquias como Missão Impossível, mantendo a lógica de uma equipa composta por um hacker informático e dois operacionais de terreno com predileção clara pela violência gratuita.

Este é o típico filme de ação de Statham, que se destaca no papel de Orson e participa em cenas de ação brutais, que incorporam algum humor, algo igualmente característico nos projetos de Guy Ritchie. Se procuram o típico filme-pipoca, esta é sem dúvida a escolha perfeita para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, Operation Fortune garante a quota ideal de entretenimento, apesar de ter uma narrativa francamente previsível. Apesar de estar longe de ser brilhante, este é sem dúvida um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
70%