Supergirl T.6

Conforme referi no artigo anterior, Lex Luthor está longe de considerar-se derrotado e consegue escapar à prisão, utilizando a plataforma Obsidian. Adicionalmente, vai obter os poderes dos membros da Leviathan, na tentativa de destruir todos os que se opõem à sua vontade. Após uma batalha na Fortaleza da Solidão, Kara é enviada para a Zona Fantasma, dando início a um arco narrativo que vai suportar esta derradeira temporada.

A equipa vai criar um plano para salvar a nossa heroína, contando com a ajuda de M’Gann e Lena Luthor. A primeira tentativa revela-se catastrófica, libertando Fantasmas para a Terra, o que vai causar dificuldades imprevistas e atrasar substancialmente o resgate. Na Zona Fantasma, Kara vai encontrar o seu Pai, Zor-El e uma princesa da quinta dimensão, NyxlygsptInz, que se encontra exilada.

Previsivelmente, Kara e o seu Pai são resgatados, permitindo que NyxlygsptInz escape de forma clandestina, a bordo da nave. Ficamos mais tarde a saber que o seu objetivo é conquistar o Universo e vingar-se do seu Pai, que foi o responsável pelo exílio. A componente principal desta temporada é a magia, assente numa lógica de 6 totems, que quando combinados formam uma arma de poder incomparável.

Vamos ter viagens no tempo, o regresso de Winn Schott , Cat Grant, James Olsen e uma parceria improvável entre Lex Luthor e NyxlygsptInz, naquela que para mim é das temporadas mais fracas de Supergirl. Na minha opinião, a segunda e terceira temporadas são claramente as mais fortes, embora a adição de Lex Luthor e da Leviathan tenha sido uma lufada de ar fresco.

Para quem assumiu o compromisso de levar esta série até ao fim, penso que ficarão agradados com o desfecho, embora existam vários pontos com os quais discordo, mas esse é um desafio que lanço aos leitores. Caso estejam interessados em debater esse tópico, utilizem a caixa de comentários para o efeito.

Supergirl T.5

Esta temporada introduz alterações profundas na narrativa, que culminam com a saída de personagens importantes, assim como a introdução de novas, tais como Andrea Rojas, Kelly Olsen e William Dey. A primeira parte da temporada foca-se no ataque de vários reclusos da Phantom Zone, que foram libertados por alguém muito próximo do Martian Manhunter.

Paralelamente, temos o habitual desenvolvimento de personagens, com destaque para a relação entre Brainy e The Dreamer, assim como o facto de Kara finalmente revelar a sua identidade secreta a Lena Luthor. A organização Leviathan assume um papel mais relevante na narrativa, revelando Rama Khan como o seu líder.

O ritmo frenético da primeira metade da temporada abre caminho para os eventos de Crisis on Infinite Earths, que tem um desfecho muito interessante (sem spoilers), mas que é, na minha opinião, uma oportunidade falhada. A adição de Lex Luthor e Gamemnae é um dos pontos fortes, dado que cria dois antagonistas poderosos e que desafiam a equipa na tentativa de os derrotar.

O ultimo terço de episódios foca-se na nova “realidade”, em que apenas um grupo restrito tem memória dos eventos passados. Temos o regresso de Mxyzptlk e Ben Lockwood, para um arco narrativo muito relevante, que terá impacto para a derradeira temporada.

A derradeira batalha entre Supergirl e Leviathan decorre na realidade virtual da Obsidian e acaba por ser bem sucedida, terminado numa nota muito positiva e que muitos poderiam indicar que conclui a participação de Lex Luthor. Mas digamos que ainda estão reservadas muitas novidades para a derradeira temporada.

Supergirl T.4

A quarta temporada vai introduzir uma panóplia de novas personagens, assim como tomar algumas decisões que pouco acrescentam à narrativa. O DEO está a passar por profundas mudanças e o receio da Humanidade para com os extra-terrestres atinge um máximo histórico, o que fomenta o aparecimento de movimentos radicais.

É nesse contexto que vamos acompanhar a subida ao poder de Ben Lockwood, um modesto professor de História que se vai converter no líder da organização Sons of Liberty. Kara vai lidar com problemas pessoais, que a forçam a tomar decisões complexas para defender a sua identidade secreta.

Em termos de narrativa, o enredo é francamente mais complexo nesta temporada, o que faz sentido tendo em conta os desenvolvimentos dos últimos seis episódios. Contem com o aparecimento de Otis e Mercy Graves, assim como de Manchester Black, que acabam por ser os catalisadores de mudanças que afectarão Supergirl e o Martian Manhunter.

Sensivelmente a meio desta temporada, vamos ter o aparecimento de mais uma heroína (Dreamer) que irá fazer parte da equipa e ter uma relação curiosa com Brainy. O Haruo-El acaba igualmente por ser uma componente crucial para o desfecho desta temporada, que deixa deliberadamente “pontas soltas”, sobretudo no que diz respeito a Lena Luthor, Brainy e à organização Leviathan.

Como vem sendo hábito, a última cena lança a premissa para um dos prováveis vilões, que é libertado na Terra por The Monitor. Pessoalmente, considero que esta temporada tem algumas ideias interessantes, sobretudo no que envolve a família Luthor e a Red Daughter. Gostaria de que as personagens de Manchester Black e Agent Liberty tivessem sido mais relevantes e no global diria que gostei mais da temporada anterior. Há no entanto muito potencial para recuperar o tempo perdido, ao contrário do que vi em The Flash e Green Arrow.