Salvation T.2

Apesar de ter sido uma agradável surpresa, a segunda temporada de Salvation anula quase tudo o que foi feito de positivo. A luta contra o asteróide Samson continua e a vida de Darius Tanz vai sofrer alterações inesperadas, mesmo para quem vive num cenário apocalíptico.

Em termos de narrativa, considero surreal os incontáveis twists que os argumentistas resolveram introduzir, sem que fosse acrescentada qualidade ao produto final. Apesar do casting contar com alguns bons actores, esta segunda temporada é muito fraca, ao ponto de se ter arrastado por meses a minha capacidade de suportar mais do que um episódio.

Confesso que os últimos três episódios lançam algumas premissas interessantes, que pecam por tardias, resultando no (natural) cancelamento da série. É sempre frustrante quando um projeto destes termina sem o desfecho narrativo, mas é incompreensível a queda na qualidade, sobretudo quando comparada com a primeira temporada, que é francamente positiva.

O derradeiro episódio tem um “final” interessante, que poderia elevar Salvation no campo da ficção científica, mas são cinquenta minutos que espelham o caos, a completa falta de coerência e o comportamento surreal das personagens, mesmo num cenário de extinção da espécie humana.

Por todos estes motivos, não consigo recomendar esta série, mas caso tenham interesse, sugiro o Netflix para acesso ao conteúdo.

Salvation T.1

Numa das minhas pesquisas pelo repositório do Netflix deparei-me com esta série e resolvi dar-lhe uma oportunidade. A premissa reside no fim da humanidade como a conhecemos, fruto do embate de um asteróide com o nosso planeta, num espaço de 6 meses.

A narrativa tem o seu início no MIT, em que um aluno desenvolve um projecto que consiste na monitorização das estrelas, conseguindo identificar a vinda de um enorme asteróide. Aproveitando uma palestra na universidade, apresenta as suas descobertas a Darius Tanz, um magnata da tecnologia, também ele formado no MIT, que confirma as suas alegações.

Apesar das poderosas ligações de Tanz com o Governo, vamos entrar numa conspiração profunda, que envolve o Pentágono e altas instâncias do Governo, que parecem estar dispostas a tudo para controlar o destino da Humanidade. Darius e Liam vão desenvolver tecnologia que permite enviar uma sonda na direcção do asteróide, com o intuito de a desviar do seu destino final.

As personagens no geral estão bem conseguidas, embora a narrativa tenha algumas inconsistências. Há um desenvolvimento claro das personagens, apesar de termos apenas treze episódios, com a vantagem de não ficarmos apenas pela “habitual” conspiração governamental. Existe espaço para dramas familiares, assim como a necessidade de alguns dos nossos heróis lidarem com o peso desta informação, sem a divulgar a terceiros.

Em suma, Salvation é uma série interessante, que me conseguiu cativar, apesar de não ser brilhante. Caso tenham algum tempo livre, sugiro que invistam o tempo, sendo que a segunda temporada estará disponível apenas no segundo trimestre de 2018.