Deadpool 2

A sequela do épico primeiro filme da saga, traz-nos de regresso Wade Wilson, mais conhecido por Deadpool. O humor mordaz continua a acompanhar a narrativa, que assenta na busca de vingança por parte do nosso anti-herói preferido.

Colossus e Negasonic Teenage Warhead voltam a ser o membros dos X-Men responsáveis por ajudar Wilson a ultrapassar esta fase, levando-o para a Mansão, o que irá originar momentos hilariantes. É precisamente nesta fase que vai conhecer Russell (Firefist), um jovem mutante que foi abusado fisicamente numa instituição governamental e que será fundamental para o enredo.

Ainda no primeiro acto somos apresentados a Cable, que vem do futuro com intenção de assassinar Firefist, impedindo-o de no futuro cometer atrocidades contra a sua família. Contem com inúmeras participações especiais, das quais destaco Alan Tudyk, Terry Crews, Brad Pitt e Matt Damon, entre muitas outras. Temos igualmente o regresso de Vanessa, Dopinder Weasel e Blind Al, que são responsáveis por alguns dos momentos mais cómicos desta sequela.

Regressando brevemente à narrativa, Wade acaba por ser detido numa cela, partilhando o espaço com Firefist. Após Deadpool ter evitado o pior no ataque à prisão, os receios de Cable confirmam-se, dado que os eventos que levam à criação de Firefist permanecem inalterados. Por esse motivo, torna-se fundamental travar o jovem Russell e o seu novo aliado (spoilers), o que leva a alianças improváveis e à formação da X-Force, cujo membro mais notório é Domino.

O filme está francamente bem conseguido, mantendo o nível de humor e genialidade, gozando descaradamente com actores e personagens da Marvel e DC. Se gostaram do original, vão certamente ser fãs da sequela, que mantem a qualidade.

Deadpool

Há cerca de uma década que este projecto se encontrava em standby, tendo recebido ordem para avançar fruto do sucesso comercial que outros filmes da Marvel têm recebido. Para os mais desatentos, é importante ressalvar que Deadpool é um anti-herói, politicamente incorrecto ao extremo, com poderes regenerativos ao nível de Logan, mais conhecido por Wolverine.

Pessoalmente, um dos grandes pontos de interesse  seria confirmar até que ponto poderíamos ter no grande écran um Wade Wilson mordaz e com o humor que o caracteriza. A escolha de Ryan Reynolds assenta que nem uma luva, conferindo ao filme a solidez que necessita para se tornar num dos sucessos deste ano.

Neste filme, o enredo não é o mais importante mas narra a origem de Deadpool, fazendo alguma sátira ao género, com alguns conceitos cliché e que são comuns neste tipo de aventuras. São recorrentes as piadas a Hugh Jackman, ao próprio Reynolds, aos recursos financeiros do filme e mesmo á dificuldade em adquirir licenças para personagens adicionais dos X-Men.

Nota-se que estamos perante uma produção com um orçamento baixo (58 milhões de dólares), apesar de termos algumas cenas bem coreografadas. O humor é constante ao longo da aventura e vou evitar spoilers, mas garanto-vos que vale a ida ao cinema. Tenho perfeita noção que Deadpool é um gosto adquirido, sendo muito distinto do típico filme de super-heróis da Marvel.

Contem com a presença de dois X-Men (Colossus e Negasonic Teenage Warhead), que tentam recrutar Wilson para a equipa, o que leva a cenas hilariantes, com destaque para o taxista Dopinder. Há que destacar a interpretação de Morena Baccarin e Ed Skrein, que interpretam Vanessa e Ajax, o interesse amoroso e o vilão respectivamente. No final, aguardem pelos créditos e vejam a cena final que contém um pequeno bónus acerca da sequela, que já se encontra confirmada.

Deadpool não foi uma surpresa para mim, mas superou as minhas expectativas. Será que vai fazer parte do meu Top 5 de 2016? É sem dúvida uma boa possibilidade.