Goodbye, Eri

2026 tem sido o ano em que reentrei no mundo da manga. Tenho alternado títulos icónicos com histórias mais obscuras e que oferecem uma experiência distinta. A mais recente escolha é da autoria de Tatsuki Fujimoto, que é igualmente o responsável pela ilustração.

O protagonista é Yuta Ito, que recebe um telemóvel no seu aniversário. A alegria rapidamente é transformada em mágoa, ao saber que a sua mãe tem uma doença terminal e que, na realidade, lhe ofereceu o equipamento para que possa documentar os seus dias finais.

Yuta acede ao pedido e apresenta o resultado final na sua escola, num formato de documentário. O final não agrada à maioria (sem spoilers), originando uma onda de indignação e ostracização, com o inevitável bullying.

Numa das cenas seguintes, somos inseridos numa espécie de monólogo, em que o protagonista decide cometer suicídio, ao saltar do terraço do hospital onde a sua mãe faleceu. É nessa altura que uma jovem, de nome Eri, intervém e convence Yuta a realizar um novo filme.

Ao longo da narrativa, vamos acompanhando a evolução da relação entre ambos. Ito vai introduzindo elementos sobrenaturais na narrativa, mais especificamente o conceito de que Eri é uma vampira, por motivos que vão compreender na parte final.

A narrativa avança para uma fase em que Ito é um adulto. Após novos eventos traumáticos, o suicídio parece ser a solução mas eis que Eri volta a aparecer, operando uma nova mudança no seu estado psicológico.

A manga termina com a mesma sequência que Ito utilizou para o final do documentário da sua mãe, convertendo esta experiência numa reflexão acerca da mente humana e da forma como lidamos com a perda. Apesar de ser uma leitura mais densa, este é, sem dúvida, uma manga que recomendo sem hesitação.

Godzilla x Kong – The New Empire

Três anos após a batalha com MechaGodzilla, Godzilla é forçado a proteger novamente a superfície, derrotando Titanus Scylla, em Roma.

Na Hollow Earth, Kong continua a procurar sobreviventes da sua espécie, sem grande sucesso. Adicionalmente, continuamos a acompanhar Jia, a única sobrevivente dos eventos em Skull Island, que começa a ter alucinações ou premonições, o que leva a sua mãe adoptiva, Dra Ilene Andrews, a abordar Bernie Hayes, que continua a tentar provar as suas teorias na internet.

Godzilla move-se para o covil do Titan Tiamat, para absorver radiação, o que leva a crer que irá existir uma nova batalha com um Titã. A narrativa de New Empire é simples e foca-se no Skar King, um símio que habita as profundezas da Hollow Earth e conseguiu domar o Titã Shimo, que foi responsável pela Era Glaciar que o planeta viveu há sensivelmente 12.000 anos.

Vamos acompanhar a aventura de Kong, assim como a profecia que envolve Jia, que aparenta ser capaz de despertar Mothra. As sequências de acção estão muito bem conseguidas e visualmente o filme cumpre a sua função, mas fica calmamente aquém das minhas expectativas.

Sou um fã dos primeiros dois filmes, assim como da série Monarch, que exploram de forma muito interessante o lore inerente aos Titãs.

Se procuram um filme de acção, sem grandes consequências, The New Empire é uma escolha competente. Não vou revelar spoilers mas já existe confirmação de Supernova, que deverá chegar aos cinemas em março de 2027.

66%

Fall Guy

Começo por salientar que desconheço por completo a série dos anos 80 no qual este filme se baseia. A premissa é simples, narrando as aventuras de Colt Seavers, um experiente duplo de cinema, que tem um acidente quase mortal e opta por se retirar.

Dezoito meses após estes eventos, é contactado por Gail Meyer, a agente da maior estrela de cinema, para integrar a equipa de Metalstorm, o grande blockbuster de acção.

A situação escala dramaticamente, dado que Tom Ryder, a estrela do filme, desapareceu, o que leva a uma busca incessante pelo seu paradeiro. Para complicar a situação, a realizadora de Metalstorm é Jody Moreno, a ex-namorada de Colt, o que o leva a aceitar o pedido de Gail, que pretende manter em segredo o desaparecimento da estrela, de forma a evitar o cancelamento do filme.

A partir deste momento, o filme entra numa simbiose de humor, acção e romance que funciona muito bem com este tipo de narrativa. Como ~e habitual, vou evitar os spoilers, mas preparem-se para umas boas gargalhadas e muitos clichés, que são obviamente deliberados.

O elenco inclui nomes sonantes, destacando-se Ryan Gosling, Emily Blunt, Aaron Taylor-Johnson, Hannah Waddingham, Winston Duke e Teresa Palmer, entre inúmeros cameos épicos.

Se procuram algo divertido, fora da caixa e que garanta entretenimento, Fall Guy é uma excelente escolha!

72%