Kobo Libra Colour

Ao longo dos anos tenho acumulado um volume considerável de livros, com destaque para clássicos de ficção científica, aventura, algum anime e omnibus da Marvel e DC.

Em 2025, tomei a decisão de seguir pelo digital, sendo a Kobo a plataforma escolhida, por uma questão de maior liberdade no que diz respeito a DRM. Esta solução permite-me criar a minha biblioteca de manga e manter a possibilidade de ler os êxitos mais recentes, o que é simplesmente perfeito.

No que diz respeito ao hardware, o écran de 7 polegadas tem uma resolução de 1264 x 1680, permitindo 300 PPI para conteúdo a preto e branco e 150 PPI para cores, o que é mais do que suficiente para as minhas necessidades. Os 32 GB de armazenamento permitem literalmente ter dezenas de livros e várias séries completas de manga, facilitando imenso a gestão do meu backlog.

A autonomia de bateria garante aproximadamente duas semanas, podendo nalguns casos atingir as três, o que é francamente positivo. Saliento que as cores presentes neste modelo cumprem a sua função, embora estejam muito distante de um écran OLED, algo que devem ter em consideração.

Na minha opinião, a experiência de leitura é fantástica, sem nunca cansar os olhos e a côr funciona como um complemento, no que diz respeito a manga e comics. Para quem pretende seguir pelo digital, esta não é claramente a opção mais económica. No entanto, sugiro que se desloquem a uma loja da FNAC e testem as várias versões disponíveis, para que possam ter noção de qual seria a melhor solução para o vosso caso em concreto.

Da minha parte, posso garantir que estou francamente satisfeito com o Libra Colour, embora continue a preferir o livro físico. Mas caso tenham limitações de espaço, esta é provavelmente a alternativa mais viável.

Terminou o terceiro semestre de 2026!

Este trimestre fica inevitavelmente marcado por uma perda na família, mas dei o meu melhor para focar a energia em momentos positivos e que me fizessem sentir feliz.

As férias de verão foram em setembro, no sul do país, na companhia de família e amigos e ajudaram a recarregar. Tive oportunidade de colocar alguma leitura em dia e concluir algumas séries.

No que diz respeito a anime, concluí Dr. Stone, que foi uma agradável surpresa, assim como a segunda temporada de Solo Leveling e a primeira de Frieren. Vou evitar entrar em pormenores, dado que disponibilizarei artigos específicos acerca desses tópicos.

Com as mais recentes alterações a nível profissional, consigo alocar uma hora diária para leitura, o que ajuda na redução do meu backlog. Assim sendo, consegui concluir BTOOM!, Demon Slayer e Don’t Toy With Me, Miss Nagatoro. Adicionalmente, terminei também a novela gráfica do clássico 1984, por Fido Nesti.

A nível de videojogos apenas consegui concluir Terminator 2D: No Fate, embora tenha iniciado Tomb Raider Definitive Edition e esteja na fase final de Guns Gore & Cannoli 2, que tem um gameplay específico no blog.

Para concluir, finalizei a (incrível) nona temporada de Rick and Morty, Ling Cage e duas temporadas de My Adventures with Superman. Quero apenas destacar esta produção chinesa, que terá igualmente um artigo específico e partilhar que regressei a uma sala de cinema para assistir a Coyote vs Acme, na companhia do meu sobrinho.

E este foi o balanço do terceiro trimestre deste ano. Fica apenas em falta o derradeiro artigo para fechar 2026 e em que espero ter reduzido mais algum backlog a nível de livros, videojogos, séries e cinema.

Goodbye, Eri

2026 tem sido o ano em que reentrei no mundo da manga. Tenho alternado títulos icónicos com histórias mais obscuras e que oferecem uma experiência distinta. A mais recente escolha é da autoria de Tatsuki Fujimoto, que é igualmente o responsável pela ilustração.

O protagonista é Yuta Ito, que recebe um telemóvel no seu aniversário. A alegria rapidamente é transformada em mágoa, ao saber que a sua mãe tem uma doença terminal e que, na realidade, lhe ofereceu o equipamento para que possa documentar os seus dias finais.

Yuta acede ao pedido e apresenta o resultado final na sua escola, num formato de documentário. O final não agrada à maioria (sem spoilers), originando uma onda de indignação e ostracização, com o inevitável bullying.

Numa das cenas seguintes, somos inseridos numa espécie de monólogo, em que o protagonista decide cometer suicídio, ao saltar do terraço do hospital onde a sua mãe faleceu. É nessa altura que uma jovem, de nome Eri, intervém e convence Yuta a realizar um novo filme.

Ao longo da narrativa, vamos acompanhando a evolução da relação entre ambos. Ito vai introduzindo elementos sobrenaturais na narrativa, mais especificamente o conceito de que Eri é uma vampira, por motivos que vão compreender na parte final.

A narrativa avança para uma fase em que Ito é um adulto. Após novos eventos traumáticos, o suicídio parece ser a solução mas eis que Eri volta a aparecer, operando uma nova mudança no seu estado psicológico.

A manga termina com a mesma sequência que Ito utilizou para o final do documentário da sua mãe, convertendo esta experiência numa reflexão acerca da mente humana e da forma como lidamos com a perda. Apesar de ser uma leitura mais densa, este é, sem dúvida, uma manga que recomendo sem hesitação.